servos de maria


RETORNO A FÉ CATÓLICA
Setembro 23, 2009, 12:06 am
Arquivado em: apologética, testemunhos

” Não é lícito promover a união dos cristãos de outro modo senão promovendo o retorno dos dissidentes à única verdadeira Igreja de Cristo, dado que outrora eles, se afastaram dela”.
Cf: Papa Pio XI – Mortalium Animos.

Fora da Igreja não há salvação!

IV Concílio de Latrão,concílio infalível!

A EUCARISTIA ME CONVERTEU!


Por Kenneth J. Howell
Tradução: James Nascimento
Fonte: Coming Home Network

Assim que me ajoelhei na Catedral de São Pedro na Missa Diária, meu coração se esforçou para saber o que Deus queria que eu fizesse. O ano passado abriu meus olhos para a beleza da Missa e para a verdade da Fé Católica, mas eu não poderia me tornar católico. Como eu poderia desistir do que eu tinha trabalhado tão para realizar? Agora que eu fui bem sucedido no que eu sempre quis fazer, não seria tolice caminhar longe de tudo? O que aconteceria se minha esposa não fosse ou não pudesse me seguir em minha jornada espiritual? Deveria eu por meu casamento em risco ou por nossos filhos em confusão? Eu simplesmente não sabia o que fazer ou onde eu estava indo em minha vida.
Naquele dia a missa foi a mesma que eu tinha ido conhecer no ano passado. O que parecia esquisito e estranho era agora precioso e convidativo. Tão convidativo foi o que senti como se um imã gigante me puxasse para algo maior que eu mesmo. Quando chegamos ao Rito da Comunhão, o padre levantou a hóstia para todos verem e disse estas palavras: “Felizes os convidados para a Ceia do Senhor, eis o cordeiro de Deus que tira o todo pecado do mundo!”.
Como muitas vezes tinha visto esta hóstia antes! E como muitas vezes eu tinha acreditado naquelas palavras em minha alma! Mas hoje foi diferente. Assim que olhei para hóstia nas mãos do padre, as palavras brotaram da minha alma alcançando meus lábios. Com um pequeno sussurro eu disse a mim mesmo: “Eu realmente acredito nisso. Isto é realmente o Filho de Deus, o Cordeiro do sacrifício que levou os meus pecados.” Com um novo e profundo sentido eu disse com a congregação: “Senhor eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e eu serei salvo.” Assim que deixei a igreja de São Pedro em Jackson, no Mississippi naquele dia, eu soube profundamente em meu coração que algum dia tinha me tornado católico.
Aquele dia foi um auge e um começo. Eu tinha estudado a Eucaristia intensamente por dois anos. Eu cheguei a acreditar que Cristo tinha intenção em suas palavras, “Isto é o Meu Corpo” ser levado a sério e sabia que a fé cristã não foi uma teoria acadêmica, isso deve ser seguido com todo o vigor.
Desde 1988 ensinava num seminário presbiteriano. Dez anos antes eu tinha sido ordenado ministro presbiteriano após completar o colégio e o seminário durante aqueles dez anos, minha esposa e eu fomos recipientes de três maravilhosos presentes: Rebekar, Colin e Rachel. Naqueles mesmos anos tinham-nos visto comovidos assim que me tornei pastor de duas pequenas igrejas, uma na Flórida e outra em Indiana. Meu maior trabalho mais intenso naquele período, porém obtive o grau do doutorado em lingüística. Além de pós graduado. Meu pastor de infância é quem foi meu reitor do seminário presbiteriano, chamou-me e perguntou se eu tinha algum interesse em ensinar linguagem bíblica e literatura em sua faculdade de teologia. Assim pegamos nossas coisas em agosto de 1988. Eu fiquei convencido de que eu estava a ponto de fazer o que eu sempre quis em toda a minha vida. Eu quis ensinar aos jovens e moças que estavam preparando para várias formas de ministérios na tradição presbiteriana. Se tornar católico era a coisa que estava mais longe da minha mente.
Eu nasci e criado em Tampa, Flórida, o terceiro de quatro filhos. Meus pais nos criaram na Igreja Presbiteriana e estive ativamente envolvido em nosso vibrante grupo de jovens durante a minha adolescência. No meu ultimo ano do colégio eu tive uma genuína experiência de conversão. Daquele tempo em diante eu estava determinado a me tornar ministro presbiteriano apesar de minha tendência intelectual sempre sugeriu um chamado acadêmico como teólogo. Eu assumi aquela minha inclinação próxima e o dom de aprender línguas foi uma confirmação clara daquele chamado desde que soube que teólogos tinham que ser familiarizado com linguagens antigas. Por dois anos eu freqüentei o Convenant Colllege, uma experiência que aprofundou a minha vida espiritual consideravelmente. Eu fui cercado de cristãos devotos que conheciam bem a bíblia.todos os meus professores me encorajaram  no meu movimento a respeito da teologia. Mais importantemente, eu conheci minha esposa de 28 anos no primeiro dia de nossa iniciação de calouros. Não levou muito tempo para eu me apaixonar por Sharon Canfield e sua família.
Após estarmos separados nos últimos dois anos de nossa carreira no colégio. Sharon e eu nos casamos em 21 de dezembro de 1974 na maior igreja presbiteriana da Flórida, com o mais alto coral da Igreja Presbiteriana. Durante os anos decorrentes, Sharon provaria ser tão bonita por dentro quanto ela foi por fora. Como todo casal nós tínhamos nossos momentos, mas sua fidelidade, sua personalidade calma, sua tendência amorosa provou ser a quieta origem da força que eu estava desesperadamente precisando tanto.
Assim que eu olho para trás no agora, ela foi de longe a melhor esposa para mim do que eu fui um marido para ela. Nas maneiras que eu não pude então articular. Eu estava provido com um exemplo de fidelidade que me ensinou quase imperceptivelmente como seguir a Cristo. Durante o tempo de meu ministério pastoral, Sharon me deu livremente de seu tempo e se esforçou em apoiar em seguir com meu trabalho. Muitas pessoas que teriam por outro lado perdido para minha influencia venceram pela sua gentileza e maneira de amar. E ela esteve feliz quando nos mudamos para Mississippi em 1988 porque ela sabia que ensinar em educação colegial era o que eu sempre quis fazer.
Um coração católico e uma cabeça protestante
Durante aqueles anos de ministério pastoral (1978-1988), dois eventos importantes eventos no qual seria prenúncio da minha futura jornada à Igreja Católica. O primeiro foi um sermão que eu preguei na Igreja Presbiteriana da Esperança em Bradenton, Flórida. Um domingo eu estava pregando o Salmo 100 e eu focalizei nas palavras do verso quarto: “Entrai cantando sob seus pórticos, vinde aos seus átrios com  cânticos;  glorificai-O e Bendizei o Seu nome,” Desde que eu almejei pela minha congregação para entender a verdadeira natureza da adoração cristã, eu pedi a eles para fecharem seus olhos e imaginarem-se no céu com Deus. Lá eles encontrariam um grande número de anjos. E lá eles se juntariam com todos os santos, os cristãos das gerações passadas que serviram a Deus fielmente.
Lá eles ouviriam incessante canções que louvavam o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Então eu pedi que imaginassem o telhado de nossa pequena igreja abrindo e esta celestial multidão de anjos e santos descendo em nosso meio. Esta união do céu e da terra, eu disse a eles, era a essência da adoração cristã. Nesse tempo eu não tinha idéia de que isso entendia o que a Igreja Católica ensinava na Missa. Eu achava que a única maneira para nós cristãos de experiênciar esse tipo de adoração era senti-la dentro de nossos corações.
O segundo evento foi uma conversa que tomou lugar por volta de 1986. Um casal de católicos tinha visitado a nossa igreja presbiteriana em Bloomington, Indiana por algum tempo. Eu acho que eles gostaram meu ensino bíblico tão bem quanto à amizade que minha esposa desenvolveu com a mulher. Quando os visitei em seu lar uma noite, eles me disseram que eram católicos e que eles estavam indo à missa toda semana, assim como assistiam nosso serviço de adoração. Quando eu ouvi isso, eu respondi a eles que nós presbiterianos éramos católicos também. Eles ficaram confusos. Eu continuei explicando que no coração de um protestante reformado estava a questão, “quem eram os verdadeiros católicos”? Eu disse a eles que eu não rejeitei o título “católico” ao todo. De fato eu disse a eles que foram os católicos romanos que se separaram da antiga fé católica. Eu dei a eles a versão da historia que aprendi no seminário. O propósito da reforma não foi romper com a igreja, mas trazer de volta seu original propósito de pregar o evangelho. Os primeiros séculos da cristandade eram mais do gosto das igrejas evangélicas modernas do que as igrejas católicas romanas modernas, eu insisti. Se eles queriam ser verdadeiros católicos, eles deviam se tornar presbiterianos. Isso foi o que São Paulo e os outros apóstolos tinham ensinado. Calvinista como um proeminente presbiteriano eu pus que foi a cristandade que veio por si próprio. Eu sinceramente acreditava que estava seguindo os passos de São Paulo na linha dos crentes na primitiva igreja como Santo Agostinho. Eu não desprezei a história da igreja; eu honrava. Somente mais tarde eu viria compreender que o que eu honrava era uma versão protestante daquela história. No meu coração, eu queria ser um verdadeiro católico, mas a minha crença na minha cabeça não me permitia.
Explorando a eucaristia
Por volta de 1990 eu comecei a ensinar um curso no Seminário Teológico Reformado chamado “exegese bíblica avançada” no qual eu era livre para organizar de qualquer forma que eu escolhesse. Desde que os sacramentos tipicamente celebrados em um menor papel nas igrejas presbiterianas, eu queria que meus alunos tivessem uma profunda apreciação pela Ceia do Senhor, nome usado na Eucaristia pelas tradições protestantes. Minhas intenções originais não tinham nada a ver em me tornar católico. Simplesmente queria explorar os fundamentos históricos e bíblicos deste sacramento. Durante esse curso, eu e meus alunos traduzimos relevantes porções das Escrituras do Grego e Hebraico. Nós lemos a história da doutrina cristã sobre este sacramento. Começamos com os Pais da Igreja primitiva como Inácio de Antioquia e Justino Mártir. Lemos os teólogos medievais como Tomás de Aquino e Boaventura. Lemos os luteranos, os calvinistas e os modernos católicos romanos. O ultimo documento histórico que lemos foi a encíclica sobre a Eucaristia do Papa Paulo VI intitulada Mysterium Fidei. O efeito desta pesquisa e ensino foi inesperado.
Eu entrei na profunda história da instituição das passagens nos Evangelhos (Mt 26, Mc 14 e Lc 22). Eu concluí que era impossível rejeitar a idéia do Sacrifício da Eucaristia. Eu sabia que a tradição reformada tinha rejeitado a missa como o verdadeiro sacrifício porque viu que a missa como competição com o único sacrifício de Cristo no Calvário. Além disso, cheguei a ver que Paulo queria dizer sobre o culto cristão ser sacrifical quando ele disse em I Cor. 10, 14-16: “Portanto caríssimos fugi da idolatria. Falo como a pessoas sensatas; julgai vós mesmos o que digo. O cálice de benção, que benzemos, não é a comunhão com o sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão com o corpo de Cristo?”  Este texto era o contexto de Paulo falando sobre comer a refeição sacrificada nos templos pagãos. Sua exortação não é para participar daquelas refeições que foram baseadas na refeição eucarística. É como se Paulo estivesse dizendo que nós cristãos tivéssemos nossa própria refeição sacrifical. Eu perguntei a mim mesmo como minha própria tradição reformada poderia rejeitar a associação do sacrifício com a eucaristia se estava profundamente implícito nos textos bíblicos. O que me impressionava especialmente era como os antigos documentos cristãos disponíveis da eucaristia ensinavam do que a Igreja Católica ensina hoje. Como eu traduzi os capítulos 9 e 14 da Didaquê para meus alunos, eu vi o autor unindo a Eucaristia para orar pela unidade cristã: “Como este pão partido foi partido sobre as montanhas e reuniu em um, então deixe sua igreja ser reunida nos quatro cantos da terra para o seu Reino.” A analogia entre o trigo partido em um e o povo de Deus no Seu eterno Reino para mim que a antiga prática cristã da Eucaristia envolvia o desejo da unidade. Desde meus dias no colégio, eu ficava incomodado pela desunião e discordância entre meus amigos protestantes. Na leitura de João 17, eu sabia que Jesus queria Seu povo sendo um em comunhão com o Pai. Mas os cristãos estavam tão divididos; acreditando em diferentes doutrinas, cultuando de modos diferentes, defendendo diferentes posições morais. Algo tinha que estar errado.
A Didaquê também pegou minha atenção em outra consideração. É comum entre evangélicos hoje permitir que qualquer um que professa ser cristão, receber a comunhão mesmo apesar que aquela pessoa não é um membro que serve a igreja. No 9° capítulo o autor diz: “Deixar somente aqueles que são batizados em nome do Senhor comer ou beber da Sua Eucaristia.” Daí era uma única igreja real nesse tempo, isso significa com efeito que os líderes da Igreja tinham a obrigação de assegurar que os comunicantes eram membros daquela única e verdadeira Igreja. Este tipo de cuidado pastoral, outrora na comum corrente principal das Igrejas protestantes, é agora quase que totalmente ausente. A fenda entre o contemporâneo evangelicalismo e o antigo cristianismo era de impressionar a mim mais e mais.
Neste ponto, em minha jornada de diferentes aspectos da fé cristã estavam começando a vir junto no conjunto coerente. Primeiro, eu comecei a imaginar que meu desejo de se tornar um verdadeiro católico não estava sendo preenchido minha experiência como evangélico americano nem mesmo na minha herança reformada. O que eu tinha expressado naquele casal católico em 1986 voltou a me assombrar. Se meu desejo em seguir a antiga Fé Católica poderia ser encontrada dentro do limite do presbiterianismo, então por que a tradição reformada rejeitou a natureza sacrifical da Eucaristia que estavam implícitos nos textos bíblicos que eu estava estudando? E por que os antigos documentos cristãos tais como a Didaquê e Inácio de Antioquia parece ter visão da Eucaristia que estava mais perto do Catolicismo Romano do que a minha herança reformada? Por exemplo, como poderia Santo Inácio de Antioquia dizer: “A Eucaristia é a carne de Nosso Salvador Jesus Cristo no qual sofreu por nossos pecados e no qual o Pai em Sua bondade o ressuscitou?” Eu estava começando a duvidar que meu entendimento da história do cristianismo antigo estava correto.
A segunda questão elevou a cabeça novamente. Eu comecei a ver que a unidade cristã estava intimamente ligada à Eucaristia. Em I Cor. 10, 16, Paulo perguntou aquelas duas questões retóricas que eu citei anteriormente (“O cálice de benção, que benzemos, não é a comunhão com o sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão com o corpo de Cristo?”). Ele vai ao verso 17 dizer: “Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo: porque todos participamos do mesmo pão.” Aqui Paulo parece ensinar que é a Eucaristia que produz unidade entre os crentes. Isto foi relativamente um novo conceito pra mim porém me fez recordar o sermão que eu preguei anos atrás. Se o culto cristão foi a união do céu e da terra, e se a Eucaristia era o verdadeiro centro do culto cristão, contido na Didaquê, então isto significa que não poderia haver unidade sem a Eucaristia. Além disso, a união que estes cristãos primitivos expuseram não era sentimento geral de amar um ao outro, mas um sacramento e uma unidade Organizacional.
Isso parecia confirmar por Sto. Inácio de Antioquia que disse várias vezes em suas cartas que uma Eucaristia poderia ser somente válida se tiver a união com um bispo. Falando para aqueles que abraçaram os ensinamentos heréticos, Inácio incluiu suas visões da Eucaristia. Ele falou do “Julgamento daqueles que não acreditam no Sangue de Cristo”. Seus pecados foram duplicados: A Cisma e a Heresia.
Eles abstém da Eucaristia e do tempo de oração porque eles não confessam que a Eucaristia é a Carne de Nosso Salvador Jesus Cristo no qual sofreu por nossos pecados e no qual o Pai em Sua bondade O Ressuscitou. Aqueles que se opuserem ao Dom de Deus com suas disputas morrerão. (Carta aos Esmirnenses 7, 1).
Estes líderes cristãos primitivos não diminuíam as palavras. Inácio se tinha uma antiga crença na Real Presença de Cristo. Se os antigos documentos cristãos testemunharam crer na presença real, eu raciocinei, como poderia minha tradição presbiteriana realmente representa a antiga crença cristã? Chegando a acreditar na real presença corporal de Cristo me fazer outra pergunta. Onde eu posso encontrar esta Eucaristia? Poderia ser encontrada na Igreja Presbiteriana ou era encontrada em outra igreja?
Onde pode ser encontrada uma Eucaristia Válida?     
Durante o ano quando assistia missa católica quase que diariamente – antes daquele dia da epifania que eu descrevi anteriormente – eu estava procurando por uma resposta para esta questão. Que igreja tem a Eucaristia válida? Todas? Se somente algumas quais? E como eu reconheço a Eucaristia válida daquela que não é? No inicio dos meus estudos eu queria saber que igrejas diferentes ensinavam sobre o sacramento, mas agora eu queria saber qual dessas igrejas tem essa presença real não importa qual seja se acreditavam ou não. Crendo que tinham a presença real, não significava que realmente criam. Eu raciocinei, completamente natural, que aquelas igrejas no qual não tinham o que ensinar da presença real do corpo de Cristo provavelmente por não ter. 
Como sabemos qual que seja a igreja que tenha dado a Eucaristia valida ou não? Essa foi a pergunta que agora bate dentro da minha cabeça. Dos meus estudos eu sabia que somente três de quatro igrejas acreditavam na presença real do corpo de Cristo: Os Luteranos, os Anglicanos, os Ortodoxos e os Católicos. Desses quatro a que mais tinha a objeção na minha comunidade Presbiteriana eram os católicos. Eu não podia me tornar um luterano porque excluiria a minha agora crença reformada. Assim as tradições católicas e ortodoxas estavam fora de questão, somente uma opção permaneceu. Durante o ano em que assistia a missa católica, eu também assistia a Eucaristia da Igreja Anglicana Tradicional toda sexta-feira. Eu fui fortemente tentado a me tornar um anglicano, especialmente quando o pastor dessa igreja sugeriu que eu me tornasse um pastor anglicano sem muita dificuldade. Nos dias de festas especiais como a Semana Santa, eu levei minha família para a Catedral Episcopal no centro de Jackson, Mississippi onde eu achei a liturgia que me atraia muito mais. Tão forte foi este empurrão que um dia tive uma conversa com o presidente do meu seminário que tinha pego o vento das minhas peregrinações e me pediu para conversar. Assim ele pôde ver minha inclinação em direção à liturgia da “igreja do alto”. Eu perguntei a ela francamente se haveria algum problema em me tornar um ministro episcopaliano ele graciosamente sugeriu o anglicanismo evangélico não seria problema. Aqui estava a resposta para o meu dilema eu podia continuar o ensino que eu amava e ser um ministro numa igreja com uma liturgia linda.
Porém velhas perguntas ainda me atormentavam. Enquanto eu sentia o encanto da linda liturgia, eu sabia que a questão da eucaristia válida era questão principal. Assim eu comecei a ver em muitos outros cumprimentos, eu vi que os cristãos primitivos brigavam com esta simples questão. Inácio de Antioquia testemunha novamente para este problema:
“Preocupai-vos em participar de uma só Eucaristia. De fato há uma única carne de nosso Senhor Jesus Cristo e haver um cálice para a unidade em Seu Sangue. Há um altar assim como há um bispo junto ao presbitério e os diáconos meus companheiros de serviço. O propósito de tudo isso é que suas práticas serão de acordo com a intenção de Deus.” (Carta aos Filadelfos 4:1)
As palavras de Inácio admite que algum de seus dias tentava celebrar a Eucaristia separada da Igreja unida no qual estava simbolizada o fez num concreto bispo.ele salienta que aquelas celebrações no qual agrada a Deus são aqueles no qual são submetidas a legitima autoridade. Esta autoridade está enraizada na realidade sobrenatural da presença corporal de Cristo. Desde que haja um real corpo e sangue de Cristo. Devemos saber que a Eucaristia que celebramos contém de fato o verdadeiro Corpo e Sangue. E p único jeito de perceber isso é se a celebração está de acordo com a vontade de Deus. E o único jeito de saber posteriormente é se a celebração está união com o bispo. Este entendido é o único jeito de fazer sentido de sua urgência (“Ser diligente”). Sem esta verdadeira Eucaristia, não há jeito de ter “unidade no Seu Sangue”.
Agora as questões estavam começando a convergir em minha mente. A questão da Eucaristia válida dependia de um sacerdócio válido sob a correta autoridade do bispo no qual se prolongou desde os apóstolos. Para ter uma Eucaristia Válida teria que haver uma conexão histórica com os apóstolos. Em outras palavras, quais das igrejas em nossos dias acreditavam e possuíam a sucessão apostólica? Isso excluiu a tradição Luterana porque eles não acreditam que a Eucaristia válida depende da sucessão apostólica. Quanto à tradição Anglicana e Episcopaliana? Enquanto alguns na tradição Anglicana acreditavam na sucessão apostólica outros, não. Além disso, mesmo que fosse uma doutrina declarada na sua crença oficial, isso não fez sentido que o sacerdócio Anglicano foi um fato válido. Na minha mente, esta avaliação me deixou duas escolhas: Católico ou Ortodoxo.
Ajuda ao longo do caminho  
Neste ponto a minha jornada para a Igreja Católica foi auxiliada por muitos fiéis católicos. Um dia, desfeita a tristeza, um comerciante da Califórnia me chamou. Scott Butler era dez anos mais novo que, apesar de ter crescido católico e passou sua juventude até a idade adulta nas igrejas evangélicas. Depois de retornar à Igreja, ele fez sua missão pessoal tanto em ajudar os muitos ministros protestantes como ele ajuda-los a encontrar os caminhos para a Igreja Católica. Após vários meses me enviando fitas e livros de autores católicos, Scott me surpreendeu ainda mais quando um dia se ofereceu pagou meu ingresso para uma conferência católica na Universidade Franciscana de Steubenville, Ohio.
Tudo o que o que soube desta universidade era que um bem-conhecido convertido chamado Scott Hahn ensinava lá. Até esse tempo, eu li alguns livros e artigos do Dr. Hahn, assim como ouvi suas fitas. Quando eu ouvi que ele estava palestrando na conferência, eu fiquei intrigado e concordei em assistir. A conferência foi espetacular. Eu fiquei oprimido pela pronunciação e os palestrantes inspirados que esquematizaram a fé católica em claros detalhes. Apesar de não poder recordar muito dos ditos específicos naquele fim de semana, eu lembro de ter ficado comovido pela personalidade e santidade de homens como Karl Keating, Dr. Alan Schreck, Thomas Howard e Peter Kreeft.
Em uma das questões e períodos de respostas, Pe. Ray Ryland disse algo que ficou comigo. Por mais de vinte anos eu estive preocupado em relação à unidade cristã. Eu muitas vezes lamentei das divisões entre os cristãos, mas eu vi uma pequena esperança para superar aquela constante divisão. No meu modo presbiteriano de pensar, tudo que eu pude esperar era um grande amor através do limite denominacional. As diferenças de crenças entre cristãos protestantes era muito para esperar qualquer unidade num senso organizacional. Alguém perguntou ao Padre Ryland se era necessário abandonar a distinção da ordem católica para alcançar a grande unidade cristã. Eu esperei completamente Pe. Ryland dizer “sim” porque na minha maneira de pensar  simplesmente não havia outro jeito. Eu fiquei surpreso quando Padre Ryland salientou que não era apenas necessário, mas atualmente prejudicial abandonar a doutrina católica na ordem para ganhar outros cristãos. Ele continuou a dizer que a unidade pode somente ser alcançada quando cristãos de todas as faixas se submeterem para a verdade ensinada por Cristo. Fora de Cristo não podia haver nenhuma unidade cristã verdadeira. E assim católicos acreditavam que a fé católica representava a totalidade do cristianismo. Seria prejudicial para outros cristãos negligenciar qualquer coisa que Cristo tenha ensinado.   
Apesar de ficar chocado de primeira, eu me encontrei feliz que foi tão honesto e franco. Mais tarde eu refleti num verso de São Paulo que eu lembrei de ler nos meus dias de colégio: 1 Cor 1, 10, “Rogo-vos,  irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja entre vós divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento.” A solução de Paulo para as divisões na igreja de Corinto não era abandonar as diferenças entre os cristãos, mas salientar a necessidade de buscar a unidade na fé ou na doutrina. Eu ouvi Pe. Ryland confirmar algo que eu já tinha suspeitado. A fé católica não era relativa ao compromisso com a verdade – apesar de eu ter ouvido outros padres católicos mergulhar na fé – mas era relacionado a abraçar totalmente o ensinamento de Jesus. Esta profundidade de convicção agradou a mim. Isso fortaleceu minha decisão de encontrar a igreja que cristo fundou a igreja que ensinou a totalidade da fé.
Minha viagem de verão a Steubenville trouxe outras duas surpresas inesperadas. Outro dia no almoço da cafeteria da universidade, eu sentei e comecei a conversar como um homem sobre certos pontos teológicos que eu tinha ouvido naquela manhã. Quando mencionei algo que Padre Bernard Lonergan tinha escrito, ele não tinha idéia de quem eu estava falando. Eu simplesmente admiti que qualquer católico deve ter ouvido falar desse grande teólogo dominicano. Do meu lado sentou uma senhora que conhece o trabalho de Lonergan e começou a articular pontos da doutrina católica numa maneira simpática. Marie Jutras era a pessoa que eu precisava conhecer naquela fase da minha vida. Ela não era somente conhecedora de teologia, mas ela era uma apaixonada e aceitando o ser humano. Ela afirmou o trabalho do Espírito Santo em minha vida; de fato, ela podia ver melhor do que eu. De alguma forma isto me impressionou como uma verdadeira maneira católica de evangelizar, afirmando que foi bom e pacientemente responder as perguntas. Durante os próximos anos, Marie Jutras se tornaria a católica mais importante na minha jornada à igreja. Ela fielmente ligava para nossa casa basicamente todo mês oferecendo assistência que podia. Eu não tenho dúvidas de suas orações, seus presentes materiais e sua bondade pessoal eram na verdade o que eu estava aprendendo comigo mesmo, para permanecer nos recessos de meu coração. Não importa o quanto possamos estar convictos da verdade em nossa mente, devemos enxergar isso vivido nas pessoas ao nosso redor.
A outra pessoa que eu conheci naquele verão foi Marcus Grodi, outro ministro presbiteriano que estava perto de entrar na Igreja. Durante os próximos anos, Marcus alcançou de mim oferecimento de apoio e amizade. Sua experiência como ministro presbiteriano mais de uma vez trouxe-me a atenção que eu precisava porque ele podia entender o esforço num caminho difícil a não ser que um tivesse a posição similar. Marcus conhecia os vacilos para frente e para trás, as dúvidas de suas próprias integridades, e os medos de um futuro desconhecido no qual encaram ministros que contemplam se tornarem católicos.
Estas fidelidades católicas eram como “sacramentos” pra mim. A personificação do amor de Deus nos ajudando pelo caminho. Calmamente, eu sabia que a bondade pessoal das pessoas, não importa quão amável e sedutor, não podia ser o princípio de minha decisão. Eu precisava saber a verdade. Nada menos seria suficiente.
Do Sucesso ao Sofrimento
O inverno de 1993 viu outra dimensão para minha jornada que eu nunca tinha sonhado. Eu encontrei um padre que sabiamente ofereceu dar-me uma direção espiritual e introduziu-me para exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola. Apesar de agora minha sede espiritual era tão intensa que devorei livros de espiritualidade católica. Eu nunca encontrei profundidade da introspecção espiritual na minha própria tradição que encontrei nestes livros. Pelo verão de 1993 eu estava pronto para um retiro inaciano. Sendo um homem de família com múltiplas responsabilidades. Eu simplesmente não podia passar 30 dias por um retiro como um padre jesuíta. Entretanto, meu coração ardia pelo tempo de encontrar Jesus da maneira que Inácio descreveu. Eu tinha que encontrar um jeito.
Na providencia de Deus, eu cheguei a devorar o livro de André Ravier intitulada Do-It-At-Home Spiritual Exercises(Faça-o em casa exercícios espirituais). Essa foi a solução do meu dilema. Durante o curso de trinta dias no verão de 1993, eu e minha esposa fomos andando para o retiro inaciano, meditando na vida de nosso Senhor Jesus. Como Inácio ensinou, nós suplicamos a Deus pela graça de conhecer o coração de Jesus e força para segui-Lo. Na terceira semana do retiro meditamos a Paixão de nosso Senhor, no seu sofrimento e sua dor.
Eu fiquei especialmente comovido quando chegou a meditação da agonia de Jesus no Getsêmani (Mc 14, 32-42). Por alguma razão, eu sempre fui atraído por esse evento particular na vida de Jesus desde minha conversão como adolescente de 20 anos. Foi somente no retiro inaciano que entendi porque. Eu comecei a ver que Jesus que eu entrasse no seu sofrimento e compartilhasse sua paixão. Eu acreditava que a agonia de Jesus era o seu sofrimento por mim; agora cheguei a compreender que Sua agonia era também intenção de Seu sofrimento por mim. Meu coração agora começou a sentir Seu esforço, Sua fragilidade humana, e Sua determinação de fazer a vontade seu Pai (Mc 14, 36). Enquanto meditava na agonia de Jesus, escrevi algo como isso no meu jornalzinho de oração:
“Senhor, eu sou um pequenino de 40 anos de idade e nunca conheci qualquer sofrimento. E que sofrimento eu suportei, eu acreditava que só Vós me livraria disso. Agora eu entendo que compartilhar o teu sofrimento é um privilégio. Eu quero estar contigo na tua agonia se isso trouxer-me para perto de ti. Senhor deixe-me compartilhar do Teu sofrimento.”
Essa oração foi inimaginável conforto e enormemente perigosa. Demoraria dois anos para entender totalmente o que significava. Após o próximo ano acadêmico (1993-1994), eu e minha família deixamos Jackson, Mississippi. O motivo foi quieto, porém doloroso. Minha simpatia católica se tornou tão óbvia que o seminário não me toleraria mais como professor. Ninguém foi indelicado, mas sabíamos que era o início de ser um embaraço para o seminário. Eles simplesmente não poderiam ter alguém ensinando lá acreditando no que eu acreditava. Eu entendi sua situação impossível. No meu lado, eu antes contribuia para o juramento de fidelidade que os professores exigiam assinar a cada ano. Na minha consciência eu não podia contribuir com a Crença dos Reformados. Era hora de ir.
Problemas na Família
Não poderia ser a hora mais inconveniente, nossos filhos agora estavam com quinze, treze e onze anos. Para tirá-los e mudar para outro lugar foi tão preocupante quanto qualquer coisa que tivéssemos de fazer. Até ali não tivemos escolha. Assim tentamos restabelecer nosso lar em Bloomington, Indiana, no verão de 1994, as duas únicas escolhas verdadeiras para mim era ou católico ou ortodoxo. Mas isso era mais fácil falar do que fazer. Um dos mais difíceis obstáculos nesta jornada era a rejeição da minha esposa mudar tanto para o catolicismo quanto para a ortodoxia. Ás vezes isso põe uma grande distancia entre nós, era uma distancia tão dolorosa tanto para mim quanto para ela. Apesar de acreditarmos que nossa união matrimonial era de maior importância. Não importa qual a forma de cristianismo estávamos tentando abraçar, sabíamos que Deus quer que sejamos um casal fiel. Fiel um ao outro e principalmente a Ele. Continuamos a orar juntos como casal e como família, porém as tensões na teologia assim como os anos turbulentos de revolta que os adolescentes trouxeram para o nosso lar. Parte dessa confusão era a dúvida que nossos filhos sentiram em relação a nossa identidade religiosa. Nesse ponto tudo o que eu podia dizer era  que somos cristãos. Eu podia dizer que eles queriam algo mais específico e definitivo, mas eu não podia dar a eles ainda. Isso trouxe tristeza para mim e minha esposa, nunca tivemos conhecido antes. A minha conversa e de minha esposa levou minha esposa a ver a Presença Real de Cristo na Eucaristia, mas ela ainda tinha muitas dúvidas. Nós queríamos uma igreja que fosse mais sacramental do que a Presbiteriana, mas ela não se sentia confortável sendo católica.
Nosso compromisso era seguir a igreja Luterana(sínodo de Missouri) na cidade. Aqui encontramos uma comunidade acolhedora de cristãos fiéis com o pastor com qual eu considero como o cristão mais gentil que eu conheci. Mas a maioria das pessoas da igreja luterana não sabia da minha íntima jornada espiritual. Desde que seguimos os serviços da igreja fielmente, nos tornamos amigos de muitas pessoas ali. Um pouco de quem sabia que eu era um ministro da igreja presbiteriana sugeriram que eu me tornasse um pastor luterano. A maioria me consideraram apenas como um acadêmico. Pela paz de minha família, minha esposa ocasionalmente me pediu que eu pudesse ser feliz com o maior sacramentalismo da igreja luterana. E se a paz de minha família era minha maior meta, teria sido uma boa escolha.
Eu sabia que não poda me tornar um luterano de boa consciência, não importa o quanto eu apreciasse as boas pessoas daquela congregação, por eu sinceramente acreditar na sucessão apostólica. A próxima igreja que eu faria parte ensinava e tinha a sucessão dos padres desde os apóstolos. Havia duas escolhas: católico ou ortodoxo. Durante o ano acadêmico 1994-1995, eu consolidei o meu entendimento da natureza apostólica da Igreja por estudar a emissão do papado.
A missa diária continuava a ser parte de minha vida. Eu cresci no conhecimento e no amor da missa diária passando pelas três paróquias de Bloomington. De muitas maneiras eu era uma parte integral da comunidade católica, mas isso somente fortaleceu a dor que senti porque eu não podia me juntar na maior expressão da vida católica na terra – A Santa Comunhão.  Este período foi marcado principalmente pelo sofrimento em nossa família. Minha filha mais velha ficou completamente doente e era difícil cuidar dela, assim tentamos manter algum semblante de uma vida familiar normal, dinheiro estava começando a acabar. Eu estava fazendo uma pesquisa histórica para escrever uma dissertação para o segundo grau de doutorado. Esse tratado se tornaria mais tarde num livro de ciência e religião.
O último obstáculo? O papado
Eu fui para trás a quatro passagens chaves no Novo Testamento que furam na introdução do papado. Por muito tempo, eu pensei que somente em de Mateus 16,13-20 poderia ter achado toda a referência remota ao papado, mas por outro lado eu comecei a examinar também outras passagens. As outras passagens eram o 18, 15-20 de Mateus; 21, 15-19 de João, e Lucas 22, 31-34. Eu posso somente indicar algumas características destes textos que me conduziram considerar a legalidade do papado. Sobretudo, eu fui golpeado pela posição singular de Pedro entre os apóstolos. A Igreja Católica acredita que Pedro era o escolhido de todos os apóstolos para conduzi-los nas responsabilidades pastorais da igreja. Os papas continuaram este ministério pastoral universal através dos anos. Este ministério Petrino é uma das características de distinção da igreja católica porque as igrejas ortodoxas não reconhecem uma primazia da jurisdição para o Bispo de Roma. Eu soube que puxando estes textos eu estava vindo perto de decidir entre ser ortodoxo ou católico.

O texto clássico de Mateus 16, 13-20 parecem sugerir que Jesus esteja fazendo de Pedro a rocha ou a fundação sobre a qual igreja é construída. Pedro identifica Jesus como “o messias, filho do deus vivo.” (Verso 16). Por sua vez, Jesus identifica Pedro como a rocha em que a igreja é construída. Naturalmente, eu estava ciente de todas as interpretações protestantes que sugeriram que Peter não seja a rocha. Agora, eu estava pronto para avaliá-los com uma mente aberta. Eu poderia facilmente rejeitar o argumento, o mais fraco de encontro a um ministério distintivo de Pedro baseado na diferença entre Petros (nome de Pedro) e petra (rocha). A objeção é que Jesus está extraindo uma distinção entre Pedro e a rocha em que a igreja é construída usando duas palavras diferentes. Mas a maioria dos eruditos, mesmo eruditos evangélicos, vêem este como uma interpretação errônea. A razão verdadeira que Jesus usa a forma masculina de Petros é que você não pode chamar um homem por um título feminino no grego clássico. Assim, porque Jesus quis chamar Pedro de rocha, fêz a palavra normal feminino petra da palavra masculina (Petros) para criar um jogo de palavras. O verso 18 pôde ser traduzido desta maneira para trazer para fora o jogo de palavra, “você é rocha, e nesta rocha eu construirei minha igreja.”

Eu também percebi que o resto da passagem não faria sentido se Pedro não está sendo identificado como a rocha. Em Mateus 16, 19 nós vemos Jesus dar a Pedro as chaves do reino dos céus, “eu dar-lhe-ei (soi) as chaves do reino dos céus e tudo o que você ligar na terra será ligado no céu e o que desligares na terra será Desligado no céu.” Se Jesus não quis dizer que Pedro devia ser a rocha, então por que daria a ele as chaves do reino? O pronome grego soi é singular que refere somente a Pedro. O poder das chaves é dado a Pedro sozinho nesta passagem. A frase “que liga e que desliga” implica a jurisdição, não apenas uma primazia de exemplo ou honra. Não é de maravilhar-se que Pedro está identificado como a rocha da igreja se a intenção de Jesus era exercer o poder das chaves, isto é, jurisdição universal sobre a igreja inteira.

De fato, eu estava também ciente do argumento protestante desde a história. Por exemplo, em um ponto de suas escritas, S. Agostinho interpretou “a rocha” como a confissão da fé que Pedro tinha dado. Disto, os intérpretes protestantes disseram que a confissão de fé é a rocha, e tão qualquer um que seguir o exemplo de Pedro professando Cristo como o filho de Deus igualmente se tornarão rocha. Neste momento, eu pensei duramente sobre tendências entre católicos e protestantes na leitura da escritura. A tendência protestante, evidente em minha herança reformada, era ler o texto como também/ou. Ou Peter deve ser a rocha ou as confissões devem ser. Eu perguntei-me porque nós devemos ler o texto esta maneira. Por que não pode ser ambos/e? Não pode ser verdadeiro que a essência da profissão de Pedro a Cristo é a fundação doutrinal da igreja quando o próprio Pedro é a fundação governamental? Ou melhor, por que nós não podemos ver Cristo como a pedra angular da igreja, como Paulo diz em Efésios 2, 20, e que esta fundação tem manifestações doutrinais e governamentais?
Esta discussão poderia continuar interminável, mas eu concluí que Jesus pretendia estabelecer uma igreja com Pedro como sua cabeça. Eu percebi tempos atrás que eu não estava lendo as Escrituras reducionisticamente. Ao invés, eu procuraria o significado total, não o mínimo possível.

O grego original de Lucas 22, 31-34 também estavam compelindo. Jesus diz no verso 31, “Simão, Simão, Satanás pediu para peneirar vocês como o trigo.” A palavra vocês é plural em grego indicando que os desejos de Satanás peneirar são de mais de uma pessoa; são todos os apóstolos que estão com Jesus na última ceia. Jesus continuou, “mas eu mesmo orei por você para que sua fé não falhe.” Aqui você é singular que indica somente Pedro. A pergunta natural é: se Satanás quis destruir todos os apóstolos, por que Jesus orou somente por Pedro? Não diz respeito aos outros apóstolos? Sua indicação seguinte explica-o, “e você, quando você se converter, fortalece seus irmãos.” Ou seja Jesus pretende reforçar todos os apóstolos com o ministério de Pedro. Terá uma única posição original entre os apóstolos cuja a finalidade será conduzir e guiar o colégio apostólico no ministério. Isto soou exatamente como a linguagem que os papas usaram no discurso do ministério Petrino.

A unicidade de Pedro entre os apóstolos, como indicados em Mateus 16 e em Lucas 22, pareceu fazer demasiado o sentido da passagem em João 21, 15-19. Esta é a passagem conhecida onde Jesus pergunta a Pedro três vezes se o ama. A maioria dos expositores concordam que as três perguntas correspondem às três negações de Pedro a Cristo durante sua paixão. Para nossas finalidades agora, nós precisamos somente notar Jesus na ênfase no papel pastoral ao qual Jesus tem por Pedro quando o manda três vezes, “apascenta minhas ovelhas.” (versos 15-17). Pedro precisa compreender a conexão entre o amor de Jesus e de seu papel como pastor. A pergunta pertinente é por que Jesus escolhe Pedro. É simplesmente porque é a única pessoa que negou Jesus? Ou era Jesus que pretendia mostrar a Pedro que ele deve tomar seu lugar como o pastor humano principal da igreja terrestre sob a autoridade do pastor principal divino Cristo? (Cf. 1 Pedro 5, 4).

Eu concluí que havia muita evidência no novo testamento para o ministério de Pedro. Embora havia ainda muitas perguntas e nuances a segurar, eu cheguei a acreditar que nosso Senhor Jesus pretendia ser o único  pastor que teria a jurisdição sobre a igreja inteira. Esta posição era em desacordo com protestantismo histórico e ortodoxia oriental. Este reconhecimento também ajudou-me a perceber como a unidade poderia ser realizada. Eu tinha desacreditado há muito tempo da fragmentação da cristandade protestante, mas agora eu também vi porque a ortodoxia não conseguiu o tipo de unidade evidente na igreja católica. Para mim, havia somente de sentido único ter a totalidade da fé cristã em um corpo que mediu o globo. Exigia o reconhecimento do centro da igreja sob um pastor, o Bispo de Roma.

Assim eu superava os últimos obstáculos para me tornar católico em minha mente, eu estava esforçando-me em minha vida emocional, em muitas partes dianteiras. A vida emocional de nossa família inteira estava todo o tempo para baixo. Domingo de Páscoa daquele ano, 1995, era qualquer coisa menos alegre. Aqui foi o dia do ano cristão inteiro que devia trazer a alegria em nossos corações, mas tudo que nós poderíamos necessitar era ir à igreja como o peso inoperante. Grato, por Pentecostes de 1995, nós estávamos começando a ver nosso caminho fora do labirinto que nos sentíamos presos por dentro. Nossa filha estava se recuperando e nossa família encontrava uma estabilidade mais certa. Então, em apenas um dia, nossas vidas tomaram um outro rumo para a escuridão.
Uma volta pela a escuridão
3 de Junho, 1995 era um sábado brilhante e alegre. Naquela tarde, eu fazia meu caminho para meu escritório na Universidade de Indiana para limpar algumas papeladas deixadas desde o semestre anterior. Assim eu passei por um homem jovem que estava sentado no meio-fio, como eu lembro bem, notei que estava vestido em um revestimento pesado do inverno, uma coisa impar dada que era um dia tão morno. Assim eu passei por ele uns quinze passos de distância, eu descobri o motivo. De repente, ouvi um dos sons mais altos que ouvi em minha vida. Eu me virei para ver o que foi aquele enorme estouro. Estava lá aquele homem jovem apontar uma nove milímetros semi-automático em minha cara. Disparou outra vez. Desta vez a bala atravessou minha garganta. Eu não tive o tempo para pensar. Eu corri para o lado do prédio onde ele não poderia me ver. Pouco eu sabia do tempo que ele vinha atrás de mim, disparando mais três vezes em um esforço ajustado para matar-me. Cinco tiros, somente um acertou-me. Mas certamente causou seu dano.

A bala viajou através de minha garganta faltando passar pela minha artéria carotídea por somente dois milímetros. Como o doutor me disse mais tarde, se essa bala tivesse passado através dessa artéria principal, eu estaria morto em minutos. Assim foi, a bala separou minhas cordas vocais que destroem a cartilagem que prende as aletas vocais a minha garganta interna. Mais tarde na tarde daquele dia de junho, eu deitei na sala de emergência do hospital de Bloomington com minha família que permanecia por perto no desânimo. Tudo tinham sido arredondados e levaram lá o nosso fiel pastor luterano. Naquele momento, com minha voz ido embora, tudo que eu poderia fazer era escrever as palavras “eu te amo” em uma tabuleta!
Não passou quatro dias quando eu acordei da sedação que eu comecei a perceber a enormidade do que tinha acontecido. Minha esposa disse-me que eu acordei muitas vezes durante aqueles quatro dias, e disse várias coisas, as vezes coerente, as vezes incoerente. Mas eu não lembrei de nenhum deles. Eu lembro de acordar e ver meus pais ao meu lado. “Mãe, pai, o que estão fazendo aqui?” Eu perguntei. nas semanas seguintes eu descobriria o quanto meus pais se importaram enquanto permaneceram fielmente comigo depois de terem voado da Florida.

Nada mais impressionou minha alma durante aqueles dias do que o amor perseverante e macio da mulher com quem eu casei vinte e um anos atrás. Sharon não saiu do meu lado de forma alguma quando eu estava sob sedativos. Comeu, dormiu, e sentou-se por mim com seu coração amarrado ao meu. Seu amor imprimiu-se em meu coração em uma maneira nova quando eu vi na mesa de noite ao meu lado toda minha parafernália católica que tinha trazido de casa: meu missal, meu rosário, meus cartões de oração. Embora não pôde usar essas ajudas espirituais para sua própria jornada de fé, ela sabia o quanto significavam pra mim. A mim esses volumes falados e foi então que eu soube além da dúvida que todos nossos esforços sobre as verdades da fé cristã nunca nos separariam.

Nossos filhos reagiram diferentemente. Rebekah tinha dezessete e expressou a confiança na providência de Deus me salvar por um propósito. Colin tinha quinze. Embora era mais quieto sobre os eventos, eu vi sinais definitivos do amor para mim que eu estimei porque seus anos adolescentes tinham colocado às vezes uma distância entre mim e ele. Mas nos dias que se seguiam sua bondade mais profunda revelou-se . Um irmão mais novo de Sharon, Steve Canfield, foi um oficial de polícia na Florida. Ele voou para ajudar no que fosse possível a nossa família. Desde que a polícia local era incapaz de encontrar muitos indícios a respeito da identidade do atirador, Steve e Colin saíram um dia ao local do tiro para ver se poderia encontrar quaisquer indícios. Junto descobriram algumas cápsulas da bala que era com estes que a polícia podia identificar o tipo de arma usada. Mais tarde, em casa, Colin agiu em uma maneira viril ajudando o pai assustado e enfermo para entrar em casa.
Rachel tinha treze naquele tempo e não sabia no que pensar. Mas eu recordo ter uma conversa bonita um dia no lar dos meus sogros, John e June Canfield. Os pais de Sharon incitaram-nos permanecer no mínimo  uma semana de repouso, porque o jornal local tinha imprimido nosso endereço em uma matéria um dia após o tiro. Temendo que o assaltante pudesse tentar retornar e terminar o que começou, forneceu-nos a proteção e o conforto. Uma noite, Rachel sentou-se no assoalho ao lado de minha cadeira. Quis saber como eu poderia confiar em tanto em Deus no meio deste sofrimento. E perguntou por que não pode amar a Deus como achou que eu estava fazendo. Eu disse-lhe que eu tenho andado com Deus por muitos anos e ela tinha somente treze anos. Se ela continuasse a buscar a Deus, eu disse-lhe que cresceria na santidade.
Uma resposta à oração?
Naturalmente, eu tentei fazer o sentido deste evento enquanto eu deito na cama do hospital. Em minha viagem espiritual dentro da espiritualidade católica, eu tinha vindo compreender a noção do sofrimento redentor. Embora eu nunca evitei o sofrimento como um cristão antes, as idéias de algum modo católicas sobre esta verdade espiritual pareceram mais ricas e mais profundas. Então por que Deus permitiu isto em minha vida? Eu comecei a recordar muitas verdades que eu tinha encontrado na minha procura espiritual. Eu lembrei como eu tinha orado em 1993 que eu estaria disposto compartilhar em sofrimentos de Cristo se ajudassem uma outra alma a vir mais perto de Deus. As palavras de Paulo em 2 Corintios 4,10 retornou para mim, “Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo.” A repetição do apóstolo das palavras “em nosso corpo” sugeriu-me que meu sofrimento físico fosse meios de revelar o poder de sua vida de ressurreição a outros. Este pensamento trouxe uma inundação da alegria em minha alma. Eu senti certeza que este evento, não importa quão trágico pode parecer, era de fato uma resposta a minha oração dois anos antes.
Eu também pensei divinamente estranho que a bala acertou minhas cordas vocais. Minha profissão quase inteira dependia de minha voz. Professor, pregador, guia turístico. Todos significavam ter uma voz forte. E mais adiante, eu tinha sido abençoado com uma voz de tenor que poderia cantar alto e poderosamente. Meus esposa e membros da família podem dizê-lo como eu muitas vezes afligi eles com minha voz vigorosa porque eu cantaria árias das óperas italianas, canções artísticas dos compositores famosos, e sobretudo amados hinos cristãos. Nenhum lugar, público ou confidencial, era isento porque eu cerquei para fora o Fs e o Gs na parte superior de meus pulmões. Mas nenhum lugar era mais sagrado ao meu canto do que o amado chuveiro. Muitas vezes minha esposa pediria que eu na consternação, por favor, por favor, para não cantar no chuveiro quando nossas crianças estivessem dormindo. E o acompanhamento inevitável do talento musical juntou com o pecado original, era orgulho. O Senhor não odiou minha voz, mas ele estava amando bastante para conseguir uma coisa que poderia me manter fora do Reino do Céu – minha arrogância. Hoje, minha voz foi parcialmente restaurada. Eu posso e falo das coisas do Céu – e às vezes menos do que uma maneira celestial – mas eu não posso cantar no elevado e dominante tom que eu outrora o fiz. Mas está tudo bem porque agora eu tenho um lembrete constante que eu estou na necessidade dessa virtude que parece sempre me iludir, humildade.

O tiro também trouxe à luz um terceiro aspecto de minha jornada, a unidade cristã. Eu estive tão preocupado e atemorizado pela falta da unidade entre cristãos. Eu cheguei a acreditar que pode ser o único grande escândalo na cristandade hoje, uma visão que parece ser compartilhada por um dos grandes papas do tempos modernos, João Paulo II. Quando os amigos cristãos tiveram conhecimento desta tragédia, eles alcançaram com uma piedade inacreditável. Nosso pastor luterano veio consolar pelo menos minha esposa e família uma vez por dia. Somente mais tarde eu tomei conhecimento que ele e sua esposa também conheciam muito o sofrimento. Muitos anos antes, sua terceira filha nasceu com Síndrome de Down. Sua própria piedade cresceu fora de seu sofrimento. Diversos pastores evangélicos vieram visitar, incluindo a aquele que dirigiu agora a igreja presbiteriana local que eu comecei dez anos atrás. Muitos amigos católicos vieram também. Todos os padres locais que eu conhecia inclusive um casal monges do monastério do St. Meinrad no extremo sul de Indiana. O padre da paróquia onde eu atendi na maior parte a massas do diário e da vigília de sábado veio administrar-me o sacramento da unção dos enfermos. Os antigos estudantes do seminário estavam lá em espírito e na comunicação através de cartas. Marie Jutras, minha companheira canadense de jornada, deixou todo seu grupo espiritual no norte que conhece. Através dos amigos dos amigos, eu tive pessoas em quase todo o continente que rezavam por mim. Que acontece quando pessoas oram sinceramente por outras? São juntados em uma união mística um com o outro com a mediação original de Cristo. E assim eu soube então que em alguma medida pequena meus sofrimentos significaram que os cristãos tinham sido extraídos a um outro mais próximo com da união na oração para mim. Isso fez-me muito feliz.

O tiro ocorreu apenas algumas semanas antes que o Congresso Anual na Universidade Franciscana de Steubenville esteve a ocorrer, a mesma conferência que eu tinha atendido um casal anos atrás. Marcus Grodi ligou para dizer que os padres na universidade, dirigida por padre Michael Scanlon, tinha decidido oferecer o sacrifício da noite na Missa na conferência para mim e minhas intenções. Eu mandei uma carta de agradecimentos a todos lá, e o Dr. Scott Hahn era amável bastante incluir a parte dessa carta em seu discurso na conferência naquele fim de semana.

Após aproximadamente um mês deste evento, meu irmão convidou amavelmente nossa família inteira para descer para a Florida a recuperar-me. Ele é um marido e um pai cristão devoto. Lembrou-me mais de uma vez de minha necessidade de perdoar o homem que atirou em mim e de orar por ele. O conselho do meu irmão comoveu o lar. Sem perdoar aqueles que pecam contra nós, nós não podemos esperar receber a piedade porque é somente quem é piedoso obterá a piedade, (Cf. Mt. 5,7). Durante meu alívio do dia-a-dia, Dr. Hahn ligou outra vez para oferecer seu apoio e incentivo. Antes que nós retornássemos a Bloomington, eu estava pronto para me tornar um católico na mente e no coração.
Que você está esperando?
Após o evento traumático do tiro, eu fui inclinado a pensar que vida deveria me dar algum conforto. As benevolências espirituais iniciais que eu recebi o despertar do evento pareceram desvanecer-se. Eu notei dentro de mim mesmo uma tendência decidida de querer prolongar a atenção intensa que eu recebia de outras pessoas. Eu tive tentações definitivas para a auto-piedade. Mas uma vez que nós nos estabelecemos de novo no dia-a-dia em Bloomington, as coisas continuaram de uma forma que tiveram antes, nossa crise de família. De fato, de várias maneiras a vida estava tornando-se mais difícil. Meu ensino era mais laborioso; minha pesquisa acadêmica era cansativa. Nossos filhos estavam começando a mostrar efeitos negativos deste trauma. Eu estava muito mais assustado sobre o dia-a-dia do que a que eu já tive. E enquanto eu sabia que queria ser um católico, eu parecia estar furado em uma rotina, não capaz de mover-se adiante.

Uma noite na mesa de jantar, nosso filho de dezesseis anos de idade anunciou que queria ir praticar skydiving. Minha esposa não achou aquilo engraçado. Por que você quereria saltar de um avião perfeitamente bom? Mas algo me tocou em uma resposta. Eu era temível sobre a vida. Eu sabia que tinha fazer algo a respeito. Eu estava permanecendo uma vítima toda minha vida ou eu estava superando as probabilidades e trazer de volta minha vida na trilha? Após um momento em pensamento, eu disse a nosso filho que eu gostaria de ir com ele. Era algo que nós poderíamos fazer junto e ao mesmo tempo para desafiar a mim mesmo a enfrentar meus medos. Então uma manhã de sábado, nós arrumamos nossas coisas e nos dirigimos ao local de skydiving. assim nós subimos  naquele pequeno avião naquele dia, eu pude sentir o medo em minha alma. O maior desafio foi quando eu tive que sair do avião à 762 metros acima da terra e permanecer na pequena plataforma. Sim, eu estava com medo mas eu sabia que tinha que faze-lo. Esse dia era como um exercício espiritual para mim. Ajudou-me a escutar melhor Jesus que disse tão frequentemente, “não temas!”

O outono vira inverno e inverno em primavera . Eu notei meu desejo mover adiante a volta. A sensação urgente sobre ser católico cresceu, mas também cresceu minha dor porque minha esposa não parecia crescer mais perto da igreja. Nós oramos juntos; nós íamos à igreja juntos; nos amamo-nos um ao outro, mas eu queria que nos tornássemos católicos juntos. Contudo não poderia simplesmente em boa consciência. Nós estávamos em um obstáculo.

No início de 1996 meu irmão ligou da Flórida para dizer-me que achou que eu deveria me mudar de volta ara a Flórida para estar mais perto de nossa família. Eu sou o filho único que saiu de Tampa. Enfatizou que Deus queria que eu fizesse isso. Eu disse a ele que eu oraria a respeito. Sharon e eu falamos e oramos sobre esta possível mudança por um mês. Eu estava ficando convencido que era algo que nós deveríamos fazer. Tarde da noite eu não conseguia dormir assim, eu me dirigi à igreja do S. Carlos Borromeu para rezar. Sozinho no santuário, ajoelhado diante de nosso Senhor no tabernáculo, eu perguntei, “Senhor, que queres que eu faça? Você quer que nos mudemos para a Flórida?” Eu disse, “eu realmente não quero me mudar para a Flórida, mas se quiseres que façamos isso, eu irei.” No silêncio daquela noite, parecia como se Deus estivesse me perguntando, “Ken, você sabe quer fazer minha vontade. Mas a verdadeira pergunta aqui é o que você quer? No fundo do seu coração, Ken, o que é que você mais quer?” Eu não hesitei por um momento. Eu disse, “Senhor, não me importo se eu me mudar de volta para a Flórida, mas mais do que qualquer coisa no mundo, eu quero me tornar católico.” Então uma pergunta simples atravessou minha indecisão, “Bem, então, o que está esperando?”.
Um dia Trinitário
Essa pequena voz energizou-me. Eu tive que mover-me adiante. Eu falei com o pastor, padre Charles Cheeseborough e nós ajustamos a data para 1° de junho. Mas antes do dia chegar, eu tive que ter uma das mais importantes e difíceis conversas de meu casamento. Sharon e eu sentamo-nos em nosso sofá enquanto eu lhe dizia que eu já não tinha mais escolha. Eu estava convencido que a Santa Igreja Católica era a verdadeira igreja que Jesus fundou, e que eu seria desobediente a Deus se eu não entrasse nela. Minha consciência estava limitada. Eu não poderia recusar. Eu disse a ela que sabia que isto seria doloroso, mas de algum modo ela também sabia que eu teria me juntar. Nós dois nos sentimos extremamente tristes, mas ela sentiu que estaria ajudando no caminho da obra de Deus se ela tentasse permanecer no meu caminho. Nós decidimos que continuaria a ir às vigílias das missas comigo nas noites de sábado (como teve por dois anos), e que eu iria à igreja Luterana com ela. Nós sentimos que esta era uma “separação” inevitável, mas uma que não duraria para sempre.

Eu disse a meus amigos católicos que tinham orado muito tempo por nós. Eles estavam super-alegres. Marie Jutras, uma mulher católica devota que eu conheci em Steubenville, disse que estava chegando. Trouxe um amigo com ela, um companheiro católico professor que estava a ponto de entrar no seminário para estudar para o sacerdócio. 1° de Junho de 1996 era um lindo dia de verão. Quase um ano após o tiro trágico e mais de quatro anos após aquele dia eu me tinha ajoelhado na Igreja de S. Pedro em Jackson, Mississippi, meu desejo ser católico estava se realizando. Três eventos importantes vieram junto fazer a disso um dia muito especial. Era meu quadragésimo quarto aniversário. E com corações gratos, nós exultamos que nossa filha mais velha, Rebekah, se estava se formando no colégio. Sobretudo, esse dia eu fui recebido e confirmado na Igreja, Una, Santa, Católica, e Apostólica na paróquia S. Carlos Borromeu pelo meu pastor, padre Charles Cheeseborough. Muitos de meus amigos católicos compareceram. O que me surpreendeu agradavelmente era que alguns dos meus amigos protestantes compareceram, incluindo um irmão mais velho de Sharon com quem eu cresci muito perto pelos anos. Mais tarde daquela noite, meus sogros convidaram para uma celebração em seu lar por estes três eventos.

Eu tive muitas razões para ser grato nesse dia: minha vida, minha esposa, meus filhos, e minha família inteira. Todos eram (e são) presentes preciosos! Mais especial naquele dia era receber pela primeira vez a Sagrada Comunhão como um católico. A Eucaristia que me tinha extraído e me tinha convertido era agora minha possessão estimada. Muito antes, eu comecei a fazer o sinal da cruz, mas neste dia este gesto simples tomou um significado profundo, como eu sabia que agora eu estava finalmente em casa. Agora eu estava dentro da Arca do Testamento, a Barca de Pedro, como os Pais da Igreja chamaram-na de A Igreja. Eu estava mais incorporado, agora mais inteiramente no mistério que é Deus: Pai, Filho e Espírito Santo.
Outro depoimento do mesmo Kenneth J. Howell: http://www.veritatis.com.br/article/830
fonte:veritatis


 



testemunho de um ex-pastor
Setembro 19, 2009, 1:12 am
Arquivado em: testemunhos
Hoje, após muitos estudos em teologia, e após descobrir o significado da eucaristia,
resolvi deixar a farça de lado, Fui protestante 08 anos, e minha ultima tragica experiência foi como pastor aux da IURD, aonde me sentia em uma empresa, sendo obrigado pelo meu pastor lider, a atingir metas atravéz de ofertas, as quais nem sempre eram possiveis devido ao meu descontentamento com a atitude que era obrigado a tomar, até então qdo entrei em um curso de teologia, percebi que tudo que eu achava que sabia, não passava de mera ilusão, minhas reunuões eram seg e querta as 15:00 tinha uma meta de oferta de 450,00 por reunião, porem não conseguia as vezes nem 150,00, um dia desesperado para alcançar a meta, inventei uma campanha aonde as pessoas trariam durante 4 semanas um envelope com um valor correspondente a idade de cada uma, prometendo então que Deus iria converter a casa da pessoa, ai a oferta de fato aumentou, mais minha conciência doia demais e eu ja sabia realmente a verdade, meu pai tem um problema de encefalopatia epática, e um dia ficou na uti, praticamente desenganado pelos médicos, depois de muitos protestantes orarem e gritarem, meu pai só piorava, resumindo, tive um sonho com uma mulher que dizia que ,eu pai ficaria bom, no dia seguinte ele reagiu aos medicamentos, 2 dias depois foi pro quarto, e hj ja está aqui ao meu lado, na entrada da UTI do hosp nipo Brasileiro, havia uma imagem de Nsa Sra Do Perpetuo Socorro, e tenho certeza que esse sonho q tive ñ foi em vão, após ver meu pai bem, não tive outra saida a não ser dobrar meus joelhos, agradecer a intercessão de Maria, e voltar para a Igreja Una (MT 16,18) a única fundada pelo proprio Cristo, e que eu não deveria ter saido, abandonei a gravata, entrei com um processo trabalhista contra a IURD e eles nem recorreram, em 6 meses sai minha grana, agradeço profundamente a intercessão de Maria santissima, e ABAIXO AS SEITAS PROTESTANTES, que não levam a lugar algum…… 
AUTOR: André


videos católicos
Setembro 16, 2009, 11:32 pm
Arquivado em: VIDEOS, testemunhos







testemunho e video
Setembro 6, 2009, 2:55 am
Arquivado em: VIDEOS, apogética, apologética, testemunhos

Por Pe. Jorge Enrique Múgica, LC

Fonte: http://www.voxfidei.com

Poucos eram os testemunhos públicos de famosos que estavam dispostos a manifestar sua fé cristã, a defendê-la e falar da grande importância que está exercendo em suas vidas. Mas de tempos para cá temos nos deparado com testemunhos exemplares, com palavras que oferecem esperança de conversões edificantes, de projetos de rádio, TV, Internet e produções cinematográficas que colocam os meios tecnológicos à disposição da evangelização com temas abertamente cristãos ou que promovem os valores humanos e as virtudes que o Cristianismo defende… São poucas as vozes, mas que cada vez fazem maior barulho.

Em meados do ano passado [2008], Nicole Kidman surpreendeu o mundo hollywoodiano com seu retorno ao Catolicismo, seu matrimônio e palavras de feliz recordação da aprendizagem da fé no seio de sua família.

Juliette Binoche, a atriz favorita de Kieslowski e Goddard, ganhadora de um Oscar pelo filme “O Paciente Inglês”, indicada para outro por sua interpretação em “Chocolate” e que há cerca de apenas um ano tornou a surpreender por sua interpretação em “Maria”, tem sempre expressado publicamente a importância daquilo em que crê. Em recentes declarações sobre a sua fé católica, sublinhou: “O primeiro exemplo cristão que me recordo é o de minha mãe, de origem polonesa. Dos meus colégios católicos também guardo uma boa recordação”. Obviamente, passou por dúvidas, momentos de vazio e raiva, porém ela mesmo disse: “Desde muito pequena me sinto acompanhada. No silêncio e solidão raramente me sinto sozinha”. Além disso, mencionou que no Evangelho de São João descobriu “um tesouro, sobretudo no Prólogo, um abismo que exprime o mistério do Verbo feito carne. O fato de Cristo ser divino e humano, de ser a ponte, que toma todas as cores do humano para nos levar ao divino é algo grandioso!”.

E o que dizer das palavras da conhecida lésbica afro-americana, fundadora e editora da revista homossexual “Vênus”, Charlene Cothran, que no artigo “Redimida! Dez maneiras de deixar ‘a vida’ homossexual se quiser sair dela”, comunicava os quase 40 mil assinantes da revistas e as centenas de leitores do site na Internet, sua decisão de mudar o rumo da publicação para auxiliar na recuperação de homossexuais? “Decidi entregar todos os meus dons novamente ao Senhor, inclusive a revista ‘Vênus’. O público será o mesmo, porém a missão é renovada: ‘Nossa nova missão é animar, educar e assistir todos aqueles que na vida querem mudar, porém não encontraram uma saída’. Meu irmão, minha irmã: por favor, sigam-me no caminho de saída de tudo isto”. E, mais impressionante ainda: “Embora eu tenha vivido como lésbica ao longo de toda a minha vida adulta, não tenho dúvida alguma de que o objetivo da minha alma é usar os meus dons para amorosamente compartilhar a verdade de como chegamos aqui: como nos convertemos em gay ou lésbica, como chegamos a desfrutar de nosso ‘estilo de vida’ e como chegamos a crer – equivocadamente – que isto estava de acordo com Deus”.

Em recente entrevista concedida ao periódico “National Catholic Register”, Sylvester Stallone manifestou sua intenção de, além da mensagem cristã que apresentou em “Rocky Balboa”, fazer o mesmo agora em sua nova produção “Rambo IV: Pearl of the Cobra”. No semanário, Stallone narra sua história de retorno à fé católica e mostra como o nascimento de sua filha em finais dos anos 1990 exerceu determinante papel nele: “Quando minha filha nasceu doente e percebi que precisava de ajuda, comecei a colocar tudo nas mãos de Deus, sua onipotência e grande misericórdia”.

Também a conversão do ator e cantor mexicano Eduardo Verástegui tem sido muito apontada e difundida na América Latina…

Porém, nem tudo ficou nos planos pessoais. Apenas no último semestre os diversos grupos, movimentos e leigos católicos e cristãos têm apresentado novas iniciativas na rádio, no cinema, na Internet e na televisão (basta recordar a Rádio Guadalupe, H2O.tv ou o site que o Vaticano destinará aos jovens, sobretudo aqueles que têm participado das Jornadas Mundiais da Juventude, conforme recente entrevista da ir. Judith Zoebelein, responsável pelo Departamento de Internet da Santa Sé, ao periódico “The Inquirer”).

E em declarações feitas ao diário italiano “La Stampa”, o porta-voz do Opus Dei, Pippo Corigliano, anunciou o projeto de filmagem sobre São Josemaría Escrivá de Balaguer. Nomes como Robert de Niro, Antonio Banderas ou Nicolas Cage soam como candidatos a representar o santo fundador em uma produção não financiada mas orientada pela Prelazia.

Mas nem tudo pára aqui. Após a Páscoa, a “Mondo TV” presenteará o mundo com um desenho sobre a infância de Mons. Escrivá, que será apresentado em algumas salas de cinema e canais internacionais de televisão.

Outra megaprodução, embora fonográfica e em inglês, será lançada em outubro próximo: uma coleção de 20 CDs com 25 horas de áudio, elaborada pela Thomas Nelson Inc. – a maior produtora e vendedora de Bíblias do mundo – com o propósito de efetuar uma peregrinação pela história do Novo Testamento. Neste projeto participaram atores da grandeza de Jim Caviezel (novamente interpretando Jesus), Marisa Tomei, Stacy Keach, Terence Stamp e Kimberly Williams-Paisley.

Além disso, grandes produtoras não-confessionais têm apostado em conteúdos explicitamente religiosos ou de virtudes e valores que levam a Deus. Neste sentido, durante 2006 foram lançados filmes como “Copiando Beethoven” (uma recriação autobiográfica do músico e compositor que vai desenvolvendo a alma de músico e revelando tanto a sua profunda espiritualidade quanto a sua luta interior). Juana Samanes, diretora e apresentadora de “Mais Cinema, por Favor”, da TV Popular, sublinha que “No filme, o grande compositor manifesta sua certeza de que nenhum dom humano é possível sem a participação do Criador”.

Outras boas produções foram:

- “Babel”: filme baseado em um trilogia sobre o homem contemporâneo e sua indigente situação: “O grande tema é a universalidade da ferida humana onde o abraço expressa o perdão curador mediante um sentimento de orfandade e abandono”;

- “A Rainha”: aborda o valor da família, além de ter o “plus” de registrar em filme a vida de Diana de Gales e a família real britânica.

Outros três sucessos foram:

- “O Grande Silêncio”: três horas na vida cotidiana dos [monges] cartuxos;

- “Natividade”: filme que expressa a vida da Sagrada Família, a relação humana entre Maria e José e o nascimento de Jesus;

- “Guadalupe”.

E neste ano a imprensa mexicana começou a especular acerca do projeto de gravação da vida do Pe. Kino pela “Icon”, a empresa cinematográfica de Mel Gibson;

Por outro lado, esse interesse pela evangelização, pela promoção de um humanismo cristão e por tornar pública a fé chegou também ao mundo dos esportes. Em dezembro passado, o time dos Estudantes de La Plata, campeão do futebol argentino, foi, após o campeonato, à catedral da cidade para apresentar diante da imagem da Imaculada Conceição um arranjo floral em vermelho-e-branco (as cores do time) e agradecer a Deus pela conquista.

É óbvio que não é necessário ser famoso para se testemunhar a fé, porém tampouco devemos desvalorizá-la quando pode nos servir como interpelação para viver aquilo a que fomos chamados. Como dizíamos, são pequenas vozes que se elevam, que saem ao ar; contudo, bem que poderíamos transformá-las em um alto brado, unânime e firme, se todos nos somamos a imitar o modo exemplar de vida dAquele que nos deu o maior exemplo: Cristo!

Não basta apenas crer; deve-se levar a fé à ação. Como bem dizia o Apóstolo: “Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei com obras a minha fé!”

fonte:veritatis



22.308 novos católicos na China desde começo do ano
Agosto 18, 2009, 1:37 am
Arquivado em: apologética, católicos, testemunhos

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O número de batismos está em alta

SHIJIAZHUANG, terça-feira, 5 de maio de 2009 (ZENIT.org).- Numerosos estudos indicam há anos: a China vive um «despertar das religiões» e, se a sede espiritual dos chineses «beneficia» todas as religiões e movimentos religiosos, parece que são as Igrejas cristãs, especialmente as protestantes, que atraem o maior número de novos crentes.

Um artigo recentemente publicado pelo jornal católico Xinde («A fé»), citado por Eglises d’Asie, informa que a Igreja Católica não se mantém à margem desta tendência e indica que o número de batismos está em alta, dado que a Igreja sabe mostrar-se empreendedora no campo da evangelização.

Onde as catástrofes naturais, tais como o terremoto de Sichuan, fazem estragos, o número de catecúmenos está também em crescimento.

Em um artigo publicado em 22 de abril, Xinde, que se edita em Shijiazhuang (Hebei), indica que, desde o começo deste ano, 22.308 pessoas foram batizadas na fé católica na China.

Este cálculo recolhe dados proporcionados por 90 das 97 dioceses da parte «oficial» da Igreja e, portanto, não leva em conta os batismos administrados na parte «clandestina» da Igreja.

Indica que os números comunicados por certas dioceses são incompletos e só refletem os batismos celebrados nas paróquias dos grandes centros urbanos.

Seja como for, o número de batizados aumentou este ano cerca de 40% em comparação com os números do ano passado.

Concretamente, parece estranho que uma catástrofe natural, como o terremoto que arrasou uma parte de Sichuan, em maio de 2008, contribua para levar novos fiéis à Igreja. Mas o jornal informa que, com 390 batizados, o número de novos católicos se duplicou neste ano na diocese de Chengdu.

Segundo o Pe. Peter Wu Xianliang, de Chengdu, as pessoas que viveram a provação deste terremoto experimentam uma maior necessidade de apoio espiritual e religioso.

Na diocese vizinha de Chongging, também duramente atingida pelo sismo, foram realizados 1.400 batismos na Páscoa, o que supõe um número três vezes superior ao do ano passado.

FONTE :ZENIT

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testemunho PE. ALEXANDRE PACIOLLI: VÁRIOS ANOS FUGINDO DE CRISTO
Julho 31, 2009, 12:28 am
Arquivado em: testemunhos

PE. ALEXANDRE PACIOLLI: VÁRIOS ANOS FUGINDO DE CRISTO

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Por Pe. Alexandre Paciolli, LC
Fonte: Legionários de Cristo (www.legionofchrist.org)
Vários anos fugindo de Cristo
É muito recente em meu coração e em minha mente aquele momento do dia 2 de janeiro de 2001, mais ou menos às 11h da manhã, quando o Cardeal Darío Castrillón Hoyos iniciou a oração de consagração ao sacerdócio.
Antes do chamado
Nasci na cidade de Fortaleza, Brasil, em 12 de dezembro de 1968. Tenho a graça de ser guadalupano e a Ela ? a Maria ? devo minha vocação legionária, coisa que agradeço dia e noite.
Em minha família somos atualmente cinco: meu pai, minha irmã e outros dois irmãos. Meus pais nasceram no interior do estado onde se encontra Fortaleza. Viveram em um ambiente de fé e de luta para se superarem na vida. Com eles sempre aprendi a amar o desafio e a não me conformar com o já alcançado.
Eu era muito travesso. Mas depois de tantas travessuras quis me redimir. Comecei a estudar e passei em um difícil concurso para ingressar no colégio militar, somente com dez anos de idade. Lá comecei aprender o que era disciplina e a me portar melhor. Depois de quatro anos no colégio militar de Fortaleza, decidi ser oficial militar. Queria especialmente estar na força aérea, pois meu irmão era piloto de aviões de guerra e minha irmã estava casada com um piloto também. Comentei a idéia com meus pais e eles gostaram muito. Fiz o concurso para a Marinha e fui aprovado, depois fiz para o exército de terra e fui aprovado, para a força aérea e…não fui aprovado. Deus já tinha tudo planejado. Decidi, portanto, ingressar na Marinha. Com isto começaram novas aventuras e também se iniciava a revelação do plano de Deus para a minha vida.
A chegada da vocação sacerdotal
Cheguei à Academia Naval com 15 anos e fui viver sozinho no Rio de Janeiro. Tudo era um desafio. Tinha que caminhar com minhas próprias forças e tinha que estar à altura do que meus pais esperavam de mim.
O primeiro ano na Academia Naval foi difícil. Encontrei na capela um refúgio e uma saída para o árduo ritmo de vida. Deus, infinitamente mais inteligente que eu, se aproveitou da situação para semear em meu coração o amor até Ele.
Em 1987, o padre capelão me convidou a organizar um retiro. Tudo era um desafio! Dei uma palestra sobre o ´filho pródigo´ (de fato nem sabia onde estava esta passagem na Bíblia). Quando dei esta palestra todos começaram a chorar por seus pecados e eu também pelos meus. A experiência de minha mediocridade foi muito forte e a graça de Deus, todavia, mais ainda. O retiro passou, mas a graça ficou no meu coração.

Uns dias mais tarde um amigo me disse:
´Alexandre, acaba de vir a minha mente, por que não o sacerdócio?´. Justamente naqueles dias também tinha vindo a minha mente essa idéia. Ele seguiu e me perguntou: ´E tu, iras ser sacerdote?´. Eu respondi: ´jamais´.

Deus x Alexandre

Aqui começou a luta Deus versus Alexandre Paciolli. Eu não quis de maneira nenhuma aceitar o chamado de Deus. Ele seguiu insistindo. Estava na metade do segundo ano de a academia. Era o ano de 1987. A maneira como tentei escapar foi praticando esporte. Comecei no atletismo: lançamento de bala, de disco, de dardo, 100 metros sem obstáculos. Não gostei muito e comecei a praticar voleyball. Fazia muito pouco movimento. Passei então ao water-polo. Era o goleiro da equipe de a academia. Todavia, o chamado vinha sempre a minha mente. Deus não me deixava.

Comecei então a praticar esportes mais absorventes como a pesca submarina, acampar em ilhas de difícil acesso ou com muitos perigos, etc., tudo com o intuito de não escutar a voz de Deus. Mas a voz interior seguia perseguindo-me.

Optei pelo windsurfe pensando que com os veleiros oceânicos poderia escapar definitivamente Dele. Este esporte me encantou e Deus me deu a graça de me destacar cada vez mais nas competições. Estava feliz. Ganhei vários campeonatos, e logo fui nomeado como encarregado da equipe de vela. Todavia, nada me tirava da mente a idéia que Deus havia posto em meu coração.

Para tentar esquecer definitivamente Dele, queria realizar um de meus sonhos: ter uma namorada de Copacabana. Tudo era perfeito, pois um dos meus melhores amigos me convidou a ir com ele. Lá conheci uma garota que foi de grande importância em minha vocação. Essa garota foi minha namorada e chegamos inclusive a ter planos sérios de casar-nos. Mas Deus não me deixava: ´Alexandre, te quero sacerdote´. E eu seguia fugindo de Deus.

Como conheci a Legião de Cristo

Chegou então uma etapa da minha vida onde estava já tranqüilo, pois havia conseguido esconder-me bem de minha vocação. Mas um dia, durante a missa dominical, estando com minha namorada, conheci um sacerdote que me chamou a atenção por sua alegria e seu fervor na Santa Missa. Era o P. Javier Sicília, L.C. Ele me apresentou ao P. Eduardo Robles Gil, L.C., quem dirigia a seção de jovens do Movimento Regnum Christi no Rio de Janeiro.

Primeiro acidente

A primeira chamada de atenção de Deus foi enquanto treinava para uma regata muito importante na qual ia participar no Rio de Janeiro. Desatou uma tormenta muito forte que meu barco virou, perdendo também toda a equipe que levava. Nesse momento vinha um barco petroleiro muito grande em minha direção. Salvei-me por um milagre, pois meu primo foi resgatar-me em um barco com motor.

Incorporação ao Regnum Christi

O P. Eduardo Robles Gil nos ajudou muito através de a direção espiritual e, quando menos esperava, já estava fazendo grandes apostolados por Cristo e tendo um verdadeiro pastor de almas interessado pessoalmente pela minha santificação. Identifiquei-me muito com o Regnum Christi, e sentia o chamado ao sacerdócio, mas…meu namoro e a Marinha me atavam.

Segundo acidente

Então aconteceu o segundo acidente de barco. Convidaram-me a participar do campeonato sul-americano de vela. Do caminho ao local da regata, fomos surpreendidos por uma tormenta duríssima. O veleiro estava a 20 quilômetros da costa. As ondas chegavam a 6 e a 7 metros, em que nós parecíamos folhas de papel arrastados pelo vento tão forte.

Chegou um momento no qual não podíamos agüentar a pressão do vento e o veleiro de aproximadamente 20 metros de altura se virou. Eu estava na proa e não estava com cinto de segurança. Caí e por graça de Deus meu pé ficou atado em uma corda. Fui arrastado por vários minutos, mas consegui voltar ao barco. Depois de muito esforço conseguimos colocar novamente o veleiro de pé. Foi uma tremenda experiência. Ganhamos o campeonato de vela da América do Sul. Todavia, vimos a morte a 10 centímetros. Tempo e eternidade. Neste momento me decidi: vou ser sacerdote!

O empurrão final de Deus e minha decisão

Quando chegamos ao Rio de Janeiro, felizes por ter ganhado o campeonato, via todas as honras e os convites para participar da regata para dar a volta ao mundo. Desisti da idéia de ser sacerdote. Uma vez mais meu egoísmo queria me superar. Mas Deus tinha tudo pronto.

Surgiu então o golpe final de Deus. Fui com minha namorada a um parque e enquanto falávamos, ela me perguntou: ´Alexandre, sempre quis dizer-te algo, posso?´. Eu lhe respondi que sim. E ela me disse: ´Nunca pensou em ser sacerdote?´. Não podia acreditar! Foi como um balde de água fria. O golpe amoroso de Deus que me gritava forte: ´Te quero sacerdote, filho, por favor, responda a esta grande missão!´.

Depois de muita luta me decidi: ´aqui estou, Senhor, teu servo´. A meus pais e a meu comandante lhes custou muito minha partida. Minha família em um primeiro momento não estava de acordo.

Como legionário

Perguntam-me hoje se sou feliz. Respondo que NÃO. Não sou feliz, sou MUITO feliz! Minha família aceitou minha vocação depois de uns seis anos e tive a graça de celebrar depois de dois meses de ordenado o enterro de minha mãe que faleceu de câncer. Faleceu feliz e incorporada ao Regnum Christi. Deus espera de todos nós uma resposta. Basta não ter medo e Ele fará a obra.

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videos católicos
Julho 11, 2009, 6:01 am
Arquivado em: apologética, testemunhos




videos de testemunhos
Julho 11, 2009, 3:33 am
Arquivado em: apologética, testemunhos



EX-PROTESTANTE
Maio 23, 2009, 6:44 am
Arquivado em: apogética, católicos, testemunhos

Fui protestante e perseguidor da Igreja

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Fui um grande perseguidor da Igreja Católica, da Virgem Maria, dos sacerdotes e dos dogmas católicos. Nas minhas pregações, hostilizei e cheguei até a caluniar em nome de Jesus a minha Igreja Mãe. Peço aos meus irmãos, que me perdoe e rezem por mim.

Eu tenho 26 anos de idade, sou casado, tenho dois filhos, sou funcionário Público, trabalho no hospital da Polícia Militar de Alagoas. Fui membro da Igreja do Evangelho Quadrangular. Hoje sou católico estou muito feliz e é tanta minha felicidade que, palavras não tenho para exprimí-la.

Como tudo começou:

Quando eu era protestante, tinha um verdadeiro ódio a Virgem Maria e aos católicos, não podia ver um padre ou uma freira, via neles falsos profetas, e achava que a Virgem Maria conduzia os católicos para o inferno. Também foi isso que me ensinaram desde pequeno. Um dia em um ponto de ônibus, na praça Deodoro, aqui em Maceió, encontrei um rapaz, com uma medalha pregada por um broche no bolso da camisa, fui a ele cheio de ironia, no intuito de combater o que pensava eu, ser uma idolatria, e conduzi-lo á minha igreja. Perguntei-lhe o que era aquilo, e ele com muita simplicidade respondeu-me que era a medalha milagrosa e nela tinha o retrato de Nossa Senhora. Perguntei-lhe se achava aquilo certo. Seus olhos brilharam e respondeu-me: “Para mim é, pois por ela que cheguei a Jesus, e eu podia ser um delinqüente ou nem mais existir, mas tive a Graça de ser recolhido em uma casa onde a primeira coisa que aprendi foi amar a Imaculada Mãe de Deus e por meio dela amar Jesus”.

Este rapaz começou a falar-me da sua vida, tinha sido um menino de rua hoje é aluno interno do Lar Santo Antônio de Pádua, em Quebrângulo, cidade do interior alagoano. Por fim diante daquele testemunho de vida fiquei com uma confusão enorme na cabeça até aquele dia eu achava que a Virgem Maria não levava ninguém a Cristo. Comecei a observar os católicos praticantes e cada vez mais sentia-me confuso. Como em minha conversa com Antônio Marcos, o rapaz do Lar Santo Antônio, ele convidou-me a ir passar um final de semana no orfanato, fiquei de férias do trabalho, combinei com minha esposa, e fui passar dois dias em Quebrângulo, afim de arejar a cabeça e ver se encontrava resposta às minhas dúvidas. Lá procurei o meu amigo, mas todos também eram meus amigos e não deixaram eu ir para o hotel, e em lugar de dois dias passei quinze dias.

Passei a conviver com aquelas crianças e jovens e com eles aprendi a viver o mandamento de Jesus, o “amai-vos uns aos outros”, a amar a Virgem Maria. A presença de Maria e de Jesus entre eles é muito forte. Ali ninguém fala mal de ninguém, rezam muito. Com eles aprendi a crer e amar Jesus na Hóstia. Trabalham, estudam brincam, e a paz e alegria que existe naquela comunidade é diferente e contagiante. Encontrei respostas para minhas dúvidas não com palavras, mas com o exemplo de vida e vidas de crianças e jovens. Ali tornei-me católico aos pés da Virgem. Fui orientado a procurar aqui em Maceió um frade capuchinho, chamado Frei Fulgêncio e tê-lo como meu orientador espiritual. Saí de um pedaço do céu e fui enviado a um santo. Fiquei encantado com a humildade daquele servo de Deus. Comecei a fazer parte da Renovação Carismática, o grupo de oração que faço parte é dirigido por Frei Fulgêncio, e os irmãos vivem como os cristãos primitivos.

Quando os irmãos protestantes souberam que tinha me tornado católico e minha esposa também, começaram a nos perseguir, foi aí então que eu vi o erro que vivi mergulhado durante tanto tempo. Hoje graças a Deus, eu e minha família estamos vivendo uma experiência nunca vivida com tanta felicidade.

Hoje eu posso dizer que meu Jesus, o meu Salvador não é uma ideologia, pois uma ideologia não tem mãe (esta frase eu aprendi com meus amiguinhos do orfanato). Mas um ser divino que é Deus e Homem e tem uma Mãe, e por isso somos irmãos e precisamos andar muito unidos. Ainda preciso aprender muita coisa da religião católica, estou aprendendo sobre os sacramentos, e estou me preparando para receber a primeira Eucaristia e o sacramento da Confirmação.

Neste final de semana fui a Quebrângulo, e lá aprendi a rezar o terço contemplando os mistérios da nossa Redenção, como junto aos meus amiguinhos fui esclarecido que o terço é uma oração Bíblica que nos leva ao seio da Santíssima Trindade, e por isso é uma oração que muito agrada a Maria. Deles ganhei um terço e já estou rezando-o, graças a Deus e a Maria.

Para terminar, se esse meu testemunho for publicado, eu peço a todos que lerem que nunca deixem esta Igreja Católica por nenhuma outra, pois só ela é uma em Cristo, e é a única que Cristo se faz presente pela Eucaristia, e a única que como Deus, honra a Virgem Maria e a tem como Mãe.

Julio César Leal Cavalcante – Maceó – AL

Testemunho Cedido Gentilmente por: Sacramusic.com

” A Igreja é a Coluna e o Fundamento da Verdade” ( 1 Tim 3,15 )

” Todo Aquele que Divide Jesus é um Anticristo” ( 1 Jo 4,3 )

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testemunho ex-protestantes e testemunhas de jeová
Fevereiro 10, 2009, 2:22 am
Arquivado em: apologética, católicos, icar, igreja, maria, mãe de jesus, testemunhos

http://www.youtube.com/watch?v=pCJ70x-7-Fg
http://www.youtube.com/watch?v=kHHph2a1v4c&feature=related

DAVID E SUSANA MONTEMAYOR – EX-TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Por David e Susana Montemayor

Fonte: Legionários de Cristo (www.legionofchrist.org)

A ti, que tiveste o privilégio de nascer dentro de uma família católica, vamos dirigir esta carta.


Queremos compartilhar contigo a experiência que temos vivido.


Eu (Susana) e meu esposo (David), nascemos, crescemos e vivemos em famílias sectárias (testemunhas de Jeová), durante 30 anos. Ensinaram-nos a amar profundamente a Deus e a ir de casa em casa, levando toda a ideologia de sua nova religião.


Estávamos acostumados a esta atividade, dedicando-lhe 10 horas por mês, no mínimo. Em época de férias, estas horas aumentavam em até 200 por mês.


Sentíamo-nos satisfeitos ao pensar que por intermédio de nós, muitas pessoas estavam recebendo a mensagem da nova evangelização.


Acreditamos que foi por nosso amor sincero a Deus, que Ele nos buscou, e nos fez ver que estávamos equivocados, que a única religião verdadeira é a que Ele fundou: A Católica. Há quatro anos nos convertemos em uma cerimônia muito emocionante e nos batizamos, confirmamos, recebemos a Primeira Comunhão e casamos.


Surgiram em nossas vidas coisas maravilhosas. Hoje, nosso Deus tão amado tem um rosto novo. Já temos uma Mãe Celestial, a Santíssima Virgem a quem podemos confiar nossos filhos e pedir-lhe que os ampare. Em resumo, um acúmulo de sensações que não podem ser expressas com palavras.

Certamente, a decisão foi muito difícil de tomar. Sabíamos que íamos ficar sozinhos, que a nossa família e amigos não dariam força, mas Cristo em sua grande misericórdia, nos deu fortaleza para fazer (Mat. 19, 29).


Eramos felizes, só uma coisa nos faltava, a alegria de ir de casa em casa.


Isto provocou em mim uma crise. Pedi a um sacerdote para explicar minha inquietude: Havíamos deixado família, amigos e uma falsa religião, mas o que estávamos fazendo para Deus Nosso Senhor, agora que nos havia abençoado tanto?


O padre me acalmou e disse que tudo acontece no seu tempo, e assim foi. Em 1994, Ano Internacional da Família, o Santo Padre disse que chegou o tempo da Nova Evangelização, de sair para ser apóstolos de Cristo. Que boas notícias! Assim chegou para nós a Família Missionária.


O início não foi fácil. A falta de costume e o medo de não estarmos suficientemente preparados. Sabíamos entretanto, que se pedíssemos ao Espírito Santo, Ele colocaria as palavras necessárias em nossa boca e nos ajudaria (Mat. 10:19, 20).


Disse o Pe. Maciel: Creio no valor do meu nada, unido a Cristo. E assim é, sei que só por mim não poderia, mas com a ajuda de Cristo poderei.


A chamada é urgente. Cristo nos pede emprestado nossos pés, nossas mãos e boca, para despertar o próximo não praticante, chegar ao sectário que quer sair, mas teme ficar só, a todo aquele que lhe falta uma mão estendida, alguém que lhe diga: Venha, não tenhas medo! Cristo está te esperando!

Do mesmo modo, através da Família Missionária, Cristo te diz hoje: Venha, acompanhe-me, vamos levar a todos a Água da Vida!


Este serviço deixará em você uma grande alegria no coração, ao saber que cumpriu a missão que lhe foi confiada e, sobretudo, por que é para a Glória e o Louvor de Deus, Nosso Senhor.

Srs. David e Susana Montemayor

Movimento Regnum Christi

Saltillo, México.
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A FILHA PRÓDIGA


Por Maite Tosta

Sou filha de pai católico e mãe protestante. Meu avô materno era pastor. Papai não é praticante, mas fez questão que eu fosse batizada, fizesse primeira comunhão e crisma. Quem me ensinou a orar, no entanto, foi mamãe. Quem me ensinou a ler a Bíblia, a achar as passagens, foi minha avó materna. Ela me levava para a escola dominical, para os cultos da Assembléia de Deus, onde congregava. Eu desde pequena já sabia ler, as pessoas achavam tão lindo, aquele pinguinho de gente proclamando a Palavra. Eu cresci assim, indo ao culto de manhã e à missa de noite… eu acreditava em Deus, mas não sabia de que lado ficar, então continuava em cima do muro…

Minha conversão foi um longo processo, mas se acelerou em 1999, quando meu filho tinha um ano. Desde minha entrada na UFRJ, em 1990, com quinze anos (completei dezesseis no meio do ano), recém-crismada, comecei a conviver com pseudo-intelectuais – querendo me tornar um deles. Aos dezessete anos, conheci meu ex-noivo, materialista ateu, que me deu Nietzsche e Freud para ler. Tenho um primo que é psicanalista e estudioso de filosofia, que me explicava como o ser humano precisa da idéia de Deus, do sobrenatural. Ele dizia que o homem é que “cria” Deus, e eu acreditei. Sentia-me “superior” por não acreditar naquela “baboseira” de religião. Sentia-me “livre”. Naquela época, eu li meia dúzia de livros e pensei que sabia tudo; conheci dezessete pessoas e pensei que conhecia o mundo.

Assim foi a minha juventude, estudando, trabalhando, fazendo pesquisa na Universidade, muita festa, muita bebida, muita night… Uma típica jovem “do mundo”. Fumava um maço de cigarros por dia, mais ou menos. Nem meu pai nem minha mãe fumam, eu comecei a fumar só de rebeldia mesmo, eu nem gostava tanto assim no início… Em 1998, engravidei, o que me fez deixar de fumar. A idéia de ser responsável por mais alguém… Eu me compenetrei e passei a tentar dormir melhor, comer melhor… Meu então “ficante”, hoje meu marido, Alexandre, sugeriu que tentássemos morar juntos, pelo bebê. Atordoada, sem saber muito o que fazer, aceitei, afinal, estávamos apaixonados…

Durante a gestação foi tudo muito bem, estávamos unidos pela expectativa. Quando o bebê nasceu, e as responsabilidades começaram, as coisas começaram a ir mal. Mal nos conhecíamos! Éramos completamente diferentes, e as dificuldades começaram a nos afastar. O relacionamento entrou em crise, tínhamos problemas financeiros e eu só pensava em ganhar dinheiro, achava que assim tudo se resolveria. Com isso, acumulava trabalho, cheguei a ter quatro empregos ao mesmo tempo (como professora de Inglês), e dava aulas particulares para executivos, in-company.

­­­­­­­Chegamos então a 1999. Por conta das aulas particulares, andava muito pelo centro do Rio. Estava andando em uma manhã supermovimentada, olhando para baixo (mania que tenho), quando senti que uma pessoa se aproximou de mim e disse quase no meu ouvido, em voz baixa: “Deus te ama e Alexandre também”. Olhei para cima e já não vi mais a pessoa, sumiu na multidão, não vi seu rosto… O que me chamou mais a atenção foi ela ter dito o nome do meu marido… Se ela tivesse dito somente “Deus te ama”, eu acharia que era um “pregador” desses que fica nas ruas do centro com a Bíblia na mão, eles têm o hábito de dizer isso para todos que passam… Mas essa pessoa sabia o nome do meu marido! Isso também me fez pensar nosso relacionamento e eu redescobri os motivos pelos quais me apaixonei por Alexandre. Até hoje não sei quem nem como, não tenho explicação para isso… Na época fiquei intrigada, e peguei minha Bíblia, que há muito não abria, e comecei a ler…

Isso precipitou uma busca que me levou à Assembléia de Deus, levada por uma amiga, com a bênção de mamãe. Depois, por não me adaptar aos excessos pentecostais da AD, passei à Igreja Batista e depois à Igreja Pentecostal de Nova Vida, sendo que nessa última, quase me re-batizei (2004), mas no dia marcado caiu um dilúvio como não se via há anos no Rio… Não fui e o pastor achou melhor eu orar mais para discernir melhor… Homem sábio!

Eu via muitas coisas que achava erradas nas denominações por onde passei, e comecei a questionar (o que fez com que eu não fosse muito bem vista). Quando obtinha respostas, estas não me satisfaziam… Eu achava que a visão de Deus deles era muito dura, dava mais medo do que inspirava amor, ou seja, não condizia com o Deus misericordioso que eu lia no evangelho… Não me sentia bem nos cultos e começava a faltar um, ir a outro, faltar dois… No entanto, ainda me dizia protestante, mas já estava “desviada”, como se diz no meio evangélico.

No ano de 2005, eu estudava espanhol e entrava em uma sala de bate-papo do Yahoo para praticar… Conheci então um senhor católico, americano, que tinha morado na Venezuela. Gostava muito de conversar com ele, pois tinha um jeito calmo, sereno de falar de Deus, um Deus que perdoava, um Deus que amava… Respondeu todas as minhas dúvidas sobre imagens, Maria, etc, aquelas mesmas perguntas que todo protestante tem, as mesmas objeções… Ele tinha muito conhecimento e suas respostas iam colocando por terra a minha resistência… Ele falava e no fim da nossa conversa ele me convidava a procurar uma Igreja Católica e me confessar, participar da missa… Todo dia ele me fazia esse convite e eu sempre “enrolava” e resistia:

“Eu me confesso direto com Deus…”

“Eu não tenho mais jeito, já tenho lugar marcado no inferno…”

“É capaz de um dia eu ir, só pra você parar de me encher…”

No fim de 2005, ele me contou o que fazia: Era padre, exercia seu ministério em um presídio do Texas de presos considerados de alta periculosidade… (eu imediatamente imaginei o que seria alguém ouvir confissão de traficantes, assassinos, estupradores)… E então ele me contou histórias de conversão de alguns dos presos, o que me fez pensar: “ESSE SIM É O DEUS AMOR!” (Como serzinho egoísta, pensei logo: se tem jeito para eles… tem para mim também!) Abri minha Bíblia a esmo e li:

“É por amor de meu servo, Jacó, e de Israel que escolhi/ que te chamei pelo teu nome, com títulos de honra, se bem que não me conhecesses./ Eu sou o Senhor, sem rival, não existe outro Deus além de mim./ Eu te cingi, quando ainda não me conhecias, a fim de que se saiba, do levante ao poente, que nada há fora de mim./ Eu sou o Senhor, sem rival; formei a luz e criei as trevas, busco a felicidade e suscito a infelicidade./ Sou eu o Senhor, que faço todas essas coisas.” (Is 45, 4-7)

Nesse mesmo dia, com a certeza de ser amada por Deus, fui até a paróquia que freqüento hoje, e o pároco estava de férias, então me levaram para falar com o padre que estava substituindo… Padre Rogério, que está sempre nas minhas orações, também é ex-protestante – eu só soube depois – e acabou de vez com qualquer dúvida que eu pudesse ainda ter. Não pôde, no entanto, ouvir minha confissão, porque faltava eu regularizar minha situação conjugal, pois estava vivendo em união estável… Fiquei meio triste na hora, mas eu já estava apaixonada pela idéia desse Deus que ama e acolhe, uma vez que você esteja arrependido e queira mudar. Resultado: Em fevereiro de 2006 dei entrada nos papéis, em 07 de abril de 2006 (no meio da quaresma, sem uma florzinha, para vocês verem minha pressa) nos casamos. Nosso filhote levou as alianças.

Perto da páscoa, eu não encontrava nenhum padre com tempo para ouvir a confissão de uma criatura que carregava dezesseis anos de pecados nas costas, até que numa lista de emails de universitários católicos em que eu tinha me inscrito, um padre jesuíta se ofereceu para me ouvir em confissão. Fui ao encontro dele, que ficou comigo a manhã inteira… E eu descobri que Deus tem senso de humor: Esse padre usa um aparelho de surdez que estava meio desregulado… Ora, quando o pecado é muito – digamos – “sinistro”, a gente morre de vergonha, não é? Então eu ia abaixando a voz… Daí ele ficava: “hein? hein?” e eu tinha que repetir meus piores podres em voz alta, quase gritando, uma, duas, três vezes… Eu chorava e falava, chorava e falava… Ter que ouvir aquilo tudo em voz alta me fazia ter repulsa daquilo tudo, nojo mesmo. Foi um momento bastante forte. Mas saí de lá leve, me sentindo outra pessoa.

Comungar depois de tanto tempo foi uma experiência incrível. Eu só chorava e agradecia, meu marido diz que eu parecia um disco arranhado: ajoelhada e chorando só repetia uma única palavra: “obrigada, obrigada, obrigada, obrigada…” Eu não lembro bem de ter dito nada, só lembro como me senti.

Meu marido e meu filho (que já estavam freqüentando as missas dominicais comigo desde dezembro de 2005) logo quiseram experimentar a mesma alegria: Alexandre inscreveu-se no Catecumenato Crismal, para receber a primeira Eucaristia e a confirmação; Meu filho, Matheus, iniciou a preparação para o batismo / primeira comunhão. Para Matheus, foi uma alegria saber que seríamos católicos. Explico: Quando estava na Igreja Batista, todas as vezes que íamos ao culto, tínhamos que passar em frente da praça central do bairro, onde está nossa paróquia. Meu filho apontava e dizia “mãe, quero ir nessa, não quero ir ao culto”. Eu desconversava. Quando ele participou de sua primeira missa, comportou-se incrivelmente bem. Para uma criança de sete anos, eu esperava que ele fosse ficar impaciente, algo assim. No fim da missa, eu achei que tinha que explicar a ele alguma coisa sobre Maria, afinal, eu nunca tinha falado nada sobre ela… Mostrei a imagem de Nossa Senhora da Conceição que fica ao lado do altar, e perguntei: “Você sabe quem é?” Ele me olhou com uma cara de “sabe-tudo” e respondeu: “Claro que eu sei, é minha mãe do céu!” Até hoje não sei como ele descobriu. Eu perguntei “quem te disse?” e recebi como resposta “Ninguém me disse, eu sei.”

Meu marido já recebeu a primeira eucaristia e a confirmação, e meu filho o batismo e a primeira comunhão (2007). Agradeço a Deus a bênção de ter minha família unida na fé.

Quando soube da minha conversão, minha mãe e sua família (todos protestantes) não ficaram muito satisfeitos, fizeram muitas críticas. Atualmente, no entanto, estamos tentando conviver pacificamente. Meu maior desejo é vê-los na Verdadeira Igreja… Deus tem o tempo dele. Eu oro, espero, e vou tentando fazer a minha parte. Ser católico não é fácil, e exatamente isso me dá a certeza de ter escolhido a porta certa, a “estreita”. As dificuldades só me desanimam por instantes; logo encontro de novo a alegria. A cada dia aprendo uma coisa nova, amo cada vez mais meu Deus e minha Igreja e quero compartilhar isso com todos.

Sou grata e louvo a Deus pela vida de todos que intercederam e intercedem por mim, e em especial ao Padre que, em seus momentos de folga, teve a paciência de esclarecer as minhas dúvidas e derrubar minhas objeções. Agora, é progredir; na fé, na caridade, nas virtudes, enfim. Para isso, conto com a Graça de Deus e com a intercessão de Maria Santíssima, bem como com as orações dos meus irmãos de fé.

Maite Tosta

Ad Majorem Dei Gloriam

fonte:veritatis