servos de maria


A CIÊNCIA CONFIRMA A NOSSA FÉ
Setembro 24, 2009, 10:25 am
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Surpreendentes descobertas na imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela

Foram feitos surpreendentes achados na imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela, por ocasião de trabalhos de restauro, informou a agência Zenit.

As descobertas lembram as já feitas na imagem miraculosa de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, padroeira das Américas.

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Nossa Senhora de Coromoto, imagem antes do restauro

As informações foram dadas a público em roda de imprensa na sede da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), em 3 de setembro.
A imagem de Nossa Senhora de Coromoto está ligada aos primórdios da evangelização do país. Os fatos associados à sua origem falam também diretamente a cada país latino-americano.

A tradição religiosa

Pelo fim de 1651 e inícios de 1652, uma Bela Senhora apareceu ao cacique da tribo Coromoto e à sua mulher. A Senhora envolta em luz disse na língua deles: “Ide à casa dos brancos, para que eles joguem água em vossas cabeças e assim possam ir para o Céu”.

A tribo obedeceu: abandonou a selva, recebeu a catequese, e um grande número de índios pediu o sacramento do Batismo se tornando católicos.

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Realicário contendo a pequeníssima imagem.

Entretanto, as tendências desregradas do cacique puxavam-no para voltar à vida selvagem. Os instintos desordenados levavam-no a achar que perdera a liberdade.

Concebeu, então, a idéia de fugir para a selva e afundar de novo nos vícios do paganismo. Quando estava para cometer esse projeto desvairado, na alvorada do 8 de setembro de 1652, a Bela Senhora voltou a aparecer para ele e sua mulher, além da cunhada Isabel e um filho dela.

O cacique, cegado pela ilusão da barbárie, pediu-lhe que o deixasse em paz. Disse-lhe que não iria mais obedecê-la. Nossa Senhora, então, entrou na choça sorrindo para os índios.

O cacique furioso pegou arco e flechas para matar a Nossa Senhora. Mas, Ela foi se aproximando e a armas caíram das mãos do selvagem.

O cacique não desistiu. Pegou a luminosa Senhora pelo braço para puxá-la fora da choça. Nessa hora, deu-se o milagre. A brilhante Senhora desapareceu deixando na mão do chefe da tribo sua diminuta imagem.

O cacique Coromoto ficou com o punho fechado, dizendo que a tinha pegado. Enorme foi seu espanto quando, por fim, abrindo a mão, encontrou uma imagenzinha de Nossa Senhora coroada segurando o Menino Jesus, tal como tinha aparecido.

Naquele instante começou uma grande história de favores e milagres, de devoção e expansão da fé na Venezuela. Em 1942 a Virgem de Coromoto foi proclamada Padroeira do país. Sua festa se comemora na mesma data da última aparição ao cacique: o 8 de setembro que é também dia da Natividade de Nossa Senhora.

A ANÁLISE CIENTÍFICA

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A imagem é mínima: mede só 2,5 cm de altura por 2 cm de largura. Após 357 anos da aparição nunca foi objeto de nenhum análise nem restauração. Ela estava submetida a todos os fatores de deterioração e ação do tempo e o descuido ameaçavam-na. 

A fundação venezuelana Maria Caminho a Jesus, com sede em Maracaíbo, promoveu a partir de 2002 uma campanha para restaurar a sagrada imagem.

O reitor do Santuário de Coromoto, monsenhor José Manuel Brito, aprovou o projeto e a equipe de especialistas que trabalhou no restauro.

Um laboratório foi montado especialmente perto do Santuário. Os restauradores Pablo Enrique González e Nancy Jiménez estiveram à testa de uma equipe de trabalho composta por 14 especialistas. A supervisão foi de José Luis Matheus, diretor da Fundação Zuliana e monsenhor José Manuel Brito. Eles trabalharam de 9 a 15 de março de 2009.

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Previa-se que o restauro duraria meses, pois a imagem estava colada na lupa instalada diante dela para vê-la melhor. Porém tudo correu mais rápido do imaginado e bem.

Ao longo do processo foram descobertos elementos desconhecidos. A água empregada no tratamento saia sem bactérias e com um pH neutro, fato inexplicável para os cientistas.

A imagem, segundo Matheus, se mantém consistente, nítida e exibe suaves relevos. “A tinta se encontra por cima do algodão prensado e de textura rugosa” O trono da Virgem aparece claramente montado dentro de uma construção de taipa típica dos índios.

Foram detectados ainda outros símbolos que, segundo o antropólogo Nemesio Montiel, tem origem indígena como a própria coroa da Sagrada Imagem.

 

No microscópio foi possível identificar os olhos da Virgem. Eles medem aproximadamente 0,2 milímetros, porém pode se distinguir o desenho do iris. O fato desconcertou os especialistas, pois achavam que os olhos eram simples pontos.

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Ainda mais, estudando o olho esquerdo através do microscópio puderam discernir um olho com características humanas. Nele os especialistas diferenciaram com clareza a órbita ocular, o conduto lacrimal, o iris e um pequeno ponto de luz nele.

Mas, a surpresa estava começando. Maximizando o ponto de luz os especialistas julgaram detectar uma figura humana que se assemelha muito à de um indígena.

A imagem está feita de uma espécie de compensado de algodão, material que humanamente não se entende que se mantenha intato após mais de três séculos e meio de exposição.

Até neste aspecto sem explicação a imagem de Nossa Senhora de Coromoto se assemelha à de Nossa Senhora de Guadalupe.

Veja programa de TV venezuelana sobre a história e os achados na imagem de Nossa Senhora de Coromoto:

http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com/2009/09/surpreendentes-descobertas-na-imagem-de.html

autor:oswaldo de paula garcia


USO DO NOME JAVÉ
Setembro 22, 2009, 11:41 pm
Arquivado em: icar, igreja
CIDADE DO VATICANO – A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos enviou uma carta às conferências episcopais do mundo sobre o nome de Deus, na qual pede que não se use o termo «Javé» nas liturgias, orações e cantos.
A carta se refere ao uso do nome «YHWH», que se refere a Deus no Antigo Testamento e que em português se lê «Javé». O texto explica que este termo deve ser traduzido de acordo ao equivalente hebraico «Adonai» ou do grego «Kyrios»; e põe como exemplos traduções aceitáveis em cinco idiomas:Lord (inglês), Signore (italiano), Seigneur (francês), Herr (alemão) e Señor em espanhol.
A carta está assinada pelo cardeal Francis Arinze e pelo arcebispo Albert Malcom Rajith, respectivamente prefeito e secretário da congregação vaticana, seguindo uma diretiva de Bento XVI.
Após comentar que o nome de Deus exige dos tradutores um grande respeito, o cardeal explica que a palavra «YHWH» é «uma expressão da infinita grandeza e majestade de Deus», que se manteve «impronunciável e por isso foi substituída na leitura das Sagradas Escrituras com o uso da palavra alternativa ‘Adonai’, que significa ‘Senhor’».
Esta tradição da tradução é importante para entender Cristo, assinala a carta vaticana, já que o título de «Senhor» torna-se «intercambiável entre o Deus de Israel e o Messias da fé cristã».
«As palavras das Escrituras contidas no Antigo e Novo Testamento expressam a verdade que transcende os limites do tempo e do espaço; são a palavra de Deus expressada em palavras humanas, e por meio destas palavras de vida, o Espírito Santo introduz os fiéis no conhecimento da verdade total. Por isso, a palavra de Cristo aparece diante dos fiéis em toda a sua riqueza», explica a indicação da Santa Sé.

Fonte: Agência Zenit e Vaticano.va
www.portalcatolico.org.br



didaque parte I
Setembro 13, 2009, 10:55 pm
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26/03/2008 00:00:02
Patrística – Didaque – Parte I

“DOUTRINA DOS DOZE APÓSTOLOS” – Parte I

Primeiro documento utilizado na catequese do século I. Teve várias redações, que definem as etapas da catequese para os missionários no meio judeu-cristão.
Possui uma parte doutrinária e outra litúrgica.

Introdução (Didaqué) do Senhor aos gentios.

Capítulo I – Amor a Deus e ao próximo
Os dois caminhos: o da vida exige o amor a Deus e ao próximo

1 – Há dois caminhos: um da vida e outro da morte [Cf Jer 21,8; Dt 5,32s; 11,26-28; 30,15-20; Ecli 15,15-17]. A diferença entre ambos é grande.
2 – O caminho da vida é, pois, o seguinte: primeiro amarás a Deus que te fez; depois a teu próximo como a ti mesmo [Cf Dt 6,5; 10,12s; Ecli 7,30; Lev 19,18; Mt 22,37]. E tudo o que não queres que seja feito a ti, não o faças a outro [Cf Mt 7,12; Lc 6,31].
3 – Eis a doutrina relativa a estes mandamentos: Bendizei aqueles que vos amaldiçoam, orai por vossos inimigos, jejuai por aqueles que vos perseguem. Com efeito, que graça vós tereis, se ama is os que vos amam? Não fazem os gentios o mesmo? Vós, porém, amai os que vos odeiam e não tenhais inimizade [Cf Mt 5,44s; Lc 6,27s; 6,32s].
4 – Abstém-te dos prazeres carnais [Cf 1Ped 2,11]. Se alguém te bate na face direita, dá-lhe também a outra e tu serás perfeito. Se alguém te obrigar a mil (passos), anda dois mil com ele. Se alguém tomar teu manto, dá-lhe também tua túnica. Se alguém toma teus bens, não reclames, pois de todo o jeito não podes [Cf Mt 5,39ss; Lc 6,29].
5 – Dá a todo aquele que te pedir, sem exigir devolução. Pois a vontade do Pai é que se dê dos seus próprios dons. Bem-aventurado é aquele que dá conforme a lei, pois é irrepreensível. Ai daquele que toma (recebe)! Se, porém, alguém tiver necessidade de tomar (receber), é isento de culpa. Mas se não estiver em necessidade, terá que se responsabilizar pelo motivo e pelo fim por que recebeu. Colocado na prisão, ele não sairá de lá, até ter pago o último quadrante (vintém) [Mt 5,25s; Lc 12,58s].
6 – Mas é verdade que a este propósito também foi dito: Que tua esmola sue em tuas mãos, até que souberes a quem dar [Cf Ecli 12,1].

Capítulo II – Deveres para com a vida (aborto)
Dos deveres para com a vida e a propriedade do próximo

1 – O segundo mandamento da Instrução (Didaqué) é:
2 – Não matarás, não cometerás adultério; não te entregarás à pederastia, não fornicarás, não furtarás, não exercerás magia, nem bruxaria (charlatanice). Não matarás criança por aborto, nem criança já nascida; não cobiçarás os bens do próximo.
3 – Não serás perjuro [Cf Mt 5,33; Ex 20,7], nem darás falso testemunho; não falarás mal do outro, nem lhe guardarás rancor.
4 – Não usarás de ambigüidade nem no pensamento nem na palavra, pois a duplicidade é uma trama fatal [Cf Prov 21,6].
5 – Tua palavra não seja falsa, nem vã; mas, ao contrário, seja cheia de sinceridade e seriedade (comprovada pela ação).
6 – Não serás cobiçoso nem rapace, nem hipócrita, nem malicioso, nem soberbo. Não nutrirás má intenção contra teu próximo [Cf Ex 20,13-17; Dt 5,17-21].
7 – Não odiarás ninguém, mas repreenderás uns e rezarás por outros, e ainda amarás aos outros mais que a ti mesmo (que tua alma).

Capítulo III – Contra a paixão e idolatria
Advertências contra a paixão e a idolatria

1 – Meu filho, evita tudo o que é mau e semelhante ao mal.
2 – Não sejas odiento, pois o ódio conduz à morte; nem ciumento, nem brigalhão ou provocador, pois de tudo isso nascem os homicidas.
3 – Meu filho, não sejas cobiçoso de mulheres, pois a cobiça conduz à fornicação. Evita a obscenidade e os maus olhares, pois de tudo isto nascem os adúlteros.
4 – Meu filho, não sejas dado à adivinhação, pois ela conduz à idolatria. Abstém-te também da encantação (feitiçaria) e da astrologia e das purificações, nem procures ver ou ouvir (entender) estas coisas, pois tudo isto origina a idolatria.
5 – Meu filho, não sejas mentiroso, pois a mentira conduz ao roubo; não sejas avarento ou cobiçoso de fama, pois tudo isto origina o roubo.
6 – Meu filho, não sejas furioso, pois isto conduz à blasfêmia; não sejas insolente nem malvado, pois tudo isto origina as blasfêmias.
7 – Sê, antes, manso, pois os mansos possuirão a terra [Cf Mt 5,5; Sl 31,11].
8 – Sê longânime, misericordioso, sem falsidade, tranqüilo e bom e guarda com toda a reverência a instrução ouvida.
9 – Não te eleves a ti mesmo e não entregues teu coração à insolência; não vivas com os ‘grandes’, mas com os justos e humildes.
10 – Tu aceitarás os acontecimentos da vida como sendo bons, sabendo que a Deus nada daquilo que acontece é estranho.

Capítulo IV – Deveres dos senhores e empregados
É melhor dar que receber. Deveres do senhor e dos escravos

1 – Meu filho, lembra-te dia e noite daquele que te anuncia a palavra de Deus e o honrarás como ao Senhor, pois onde se proclama sua soberania aí está o Senhor presente [Cf Hb 13,7].
2 – Todos os dias procurarás a companhia dos santos, para encontrar apoio em suas palavras.
3 – Não causarás cismas, mas reconciliarás os que lutam entre si. Julgarás de maneira justa, sem considerar a pessoa na correção das faltas [Cf Dt 1,16s; Prov 31,9].
4 – Não demorarás em procurar o que te há de acontecer ou não.
5 – Não terás as mãos sempre estendidas para receber, retirando-as quando se trata de dar.
6 – Se possuíres algo, graças ao trabalho de tuas mãos, dá-o em reparação por teus pecados.
7 – Não hesitarás em dar e, dando, não murmurarás, pois algum dia reconhecerás quem é o verdadeiro dispensador da recompensa.
8 – Não repelirás o indigente, mas antes repartirás tudo com teu irmão, não considerando nada como teu, pois, se divides os bens da imortalidade, quanto mais o deves fazer com os corruptíveis [Cf At 4,32; Heb 13,16].
9 – Não retirarás a mão de teu filho ou de tua filha, mas desde sua juventude os instruirás no temor a Deus.
10 – Não darás ordens com rancor ao teu povo ou à tua serva, que esperam no mesmo Deus que tu, para que não percam o temor de Deus que está acima de todos. Com efeito, Ele não virá chamar segundo a aparência da pessoa, mas segundo a preparação do espírito.
11 – Vós, servos, sede submissos aos vossos senhores como se eles fossem uma imagem de Deus, com respeito e reverência [Cf Ef 6,1-9; Col 3,20-25].
12 – Detestarás toda a hipocrisia e tudo o que é desagradável ao Senhor.
13 – Não violarás os mandamentos do Senhor e guardarás o que recebeste, sem acrescentar nem tirar algo.
14 – Na assembléia, confessarás tuas faltas e não entrarás em oração de má consciência. – Este é o caminho da vida.

Capítulo V – Do caminho da morte
Do caminho da morte

1- O caminho da morte é o seguinte: em primeiro lugar, é mau e cheio de maldições: mortes, adultérios, paixões, fornicações, roubos, idolatrias, práticas mágicas, bruxarias, rapinagens, falsos testemunhos, hipocrisias, ambigüidades (falsidades), fraude, orgulho, maldade, arrogância, cobiça, má conversa, ciúme, insolência, extravagância, jactância, vaidade e ausência do temor de Deus;
2 – Perseguidores dos bons, inimigos da verdade, amantes da mentira, ignorantes da recompensa da justiça, não-desejosos do bem nem do justo juízo, vigilantes, não pelo bem, mas pelo mal, estranhos à doçura e à paciência, amantes da vaidade, cobiçosos de retribuição, sem compaixão com os pobres, sem cuidado para com os necessitados, ignorantes de seu Criador, assassinos de crianças, destruidores da obra de Deus, desprezadores dos indigentes, opressores dos aflitos, defensores dos ricos, juizes iníquos dos pobres, pecadores sem fé nem lei. – Filho, fica longe de tudo isso.

Capítulo VI – Aceita o jugo do Senhor
Perfeito é quem aceita o jugo do Senhor

1 – Vigia para que ninguém te afaste deste caminho da instrução, ensinando-te o que é estranho a Deus [Cf Mt 24,4].
2 – Pois, se puderes portar todo o jugo do Senhor, serás perfeito; se não puderes, faze o que puderes.
3 – Quanto aos alimentos, toma sobre ti o que puderes suportar, mas abstém-te completamente das carnes oferecidas aos ídolos, pois este é um culto aos deuses mortos.

Capítulo VII – Instrução sobre o batismo
Instrução sobre o batismo

1 – No que diz respeito ao batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente [Cf Mt 28,19]
2 – Se não tens água corrente, batiza em outra água; se não puderes em água fria, faze-o em água quente.
3 – Na falta de uma e outra, derrama três vezes água sobre a cabeça em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
4 – Mas, antes do batismo, o que batiza e o que é batizado, e se outros puderem, observem um jejum; ao que é batizado, deverás impor um jejum de um ou dois dias.

Capítulo VIII – Sobre o jejum e oração
Sobre o jejum e a oração

1 – Vossos jejuns não tenham lugar (não sejam ao mesmo tempo) com os hipócritas; com efeito, eles jejuam no segundo e no quinto dia da semana; vós, porém, jejuai na quarta-feira e na sexta (dia de preparação).
2 – Também não rezeis como os hipócritas, mas como o Senhor mandou no seu Evangelho: Nosso Pai no céu, que teu nome seja santificado, que teu reino venha, que tua vontade seja feita na terra, assim como no céu; dá-nos hoje o pão necessário (cotidiano), perdoa a nossa ofensa assim como nós perdoamos aos que nos têm ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livra-nos do mal [Cf Mt 6,9-13; Lc 11,2-4], pois teu é o poder e a glória pelos séculos.
3 – Assim rezai três vezes por dia.

Tradução: Toni Lopes
Formatação: Maria



são joão da cruz
Setembro 13, 2009, 10:46 pm
Arquivado em: icar, igreja, santos

Ó Senhor, Deus meu! Quem te buscará com amor tão puro e singelo que deixe de te encontrar, conforme o desejo de sua vontade, se és tu o primeiro a mostrar-te e a sair ao encontro daqueles que te desejam?

O centro da alma é Deus. Quando a pessoa se encontra com ele, em todas as suas faculdades, energias e desejos, terá atingido o cerne e a raiz mais profunda de si mesma, que é Deus.

São João da Cruz (João de Yepes) nasceu perto de Ávila, em Fontiveros, Espanha, no ano de 1542. Era filho de tecelões. Após ter dado provas da sua imperícia nas várias ocupações para as quais a família, muito pobre, o tentou encaminhar, ao vinte anos, ingressou na Ordem dos Carmelitas. Estudou artes e teologia em Salamanca, onde foi prefeito dos estudantes. Foi ordenado sacerdote no ano de 1567, época em que se encontrou com Santa Teresa de Ávila (Teresa de Jesus) a reformadora das carmelitas. A Santa fundadora tinha em mente alargar a reforma também aos conventos masculinos da Ordem Carmelita, e seu delicado discernimento fê-la entrever naquele frade, pequeno, extremamente sério, fisicamente insignificante, mas rico interiormente, o parceiro ideal para levar por diante o seu corajoso projecto. Aos vinte e cinco anos de idade João de Yepes mudou de nome, passando a chamar-se João da Cruz e pôs mãos à obra na reforma, fundando em Durvelo o primeiro convento dos carmelitas descalços. Santa Teresa de Jesus chamava-o de seu pequeno Séneca, brincava amavelmente com a sua baixa estatura mas não hesitava em considerá-lo o pai de sua alma, afirmando também que não era possível discorrer com ele sobre Deus sem vê-lo em êxtase. Vinte e sete anos mais jovem que Teresa, João de Yepes é uma das figuras da mística moderna.

Mas a chamada “religiosidade do deserto” custou ao santo fundador maus-tratos físicos e difamações: em 1577 ficou preso durante oito meses no cárcere de Toledo. Mas foi nessas trevas exteriores que se acendeu a grande chama da sua poesia espiritual. “Padecer e depois morrer” era o lema do autor da Noite Escura da Alma, da Subida do Monte Carmelo, do Cântico Espiritual e da Chama de Amor Viva.

São João da Cruz, morreu no convento de Ubeda, aos quarenta e nove anos, no dia 14 de dezembro de 1591. Foi canonizado em 1726. O Papa Pio XI conferiu-lhe o título de doutor da Igreja, dois séculos depois.

fonte:verbo net



Setembro 13, 2009, 8:40 am
Arquivado em: icar, igreja

Em Lourdes, Nossa Senhora coliga seus filhos para a vitória final

Em 1858 começou em Lourdes um regime torrencial de graças e milagres, unindo os católicos fiéis em torno da Santíssima Virgem rumo ao seu triunfo final.

Luís Dufaur



No último 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição, mais de 150 mil fiéis afluíram a Lourdes, na abertura do Jubileu do 150º aniversário das aparições. Em filas tranqüilas, sob o frio e a chuva, os peregrinos passavam as mãos pelas paredes de granito da gruta, como que desejando apalpar o imponderável sobrenatural que delas emana. A superfície áspera da pedra tornou-se suave e polida até onde alcançam as mãos, transformando-se no mais expressivo livro de visitas assinado pelos milhões de fiéis que ali desfilam anualmente.

Em Lourdes, a confiança calma e ardorosa, a paz hierárquica e acolhedora, a certeza da fé na intervenção celeste no cotidiano dos homens, são hauridos no ar. Quantos, no intenso frio, aproximavam-se da gruta arrastando suas doenças de corpo e de alma! Quantos voltavam sem receber uma cura milagrosa, mas levando no fundo do coração algo que talvez valesse mais do que qualquer milagre material! Porque Lourdes conquista e cura os corações, deixando neles uma marca e uma saudade indeléveis.

Quem volta de uma peregrinação a Lourdes traz gravada no coração algo como uma reprodução da gruta de Massabielle. Para ela voltar-se-á com saudade e confiança nas horas mais difíceis, com a certeza de ser atendido. E basta recordar-se dessa lembrança para fazer renascer em si o desejo ao mesmo tempo inefável e irrefreável de algum dia retornar à gruta de Nossa Senhora.

O que visa Nossa Senhora, assim agindo no mais fundo das almas?

O início do Jubileu de Lourdes trouxe-nos uma luminosa resposta a esta interrogação.

Sobre Lourdes, as palavras do Legado Pontifício

 Representação de uma das primeiras aparições

Abrindo o ano jubilar de Lourdes, o Cardeal Ivan Dias, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Legado Papal, pronunciou uma alocução merecedora de apurada meditação. Começou qualificando as aparições a Santa Bernadette Soubirous de “autênticas irrupções marianas na história do mundo”.(1) Não se trata, portanto, de aparições fechadas em si mesmas. Pelo contrário, elas se encaixam “na luta permanente e feroz entre as forças do bem e as forças do mal, desde o início da história humana, e que continuará até o final”. Nessa imensa luta histórica, as aparições de Lourdes “marcam a entrada decisiva da Virgem no cerne das hostilidades entre Ela e o diabo, como está descrito no Gênesis e no Apocalipse”.

Referia-se o representante do Papa à realidade fundamental que marca a existência da humanidade neste vale de lágrimas. Ou seja, a luta da Santíssima Virgem e os filhos da luz seus seguidores, de um lado, contra o demônio, a serpente infernal, e seus sequazes, os filhos das trevas. O Gênesis registra-a assim: “O Senhor Deus disse à serpente: [...] Porei inimizades entre ti e a mulher, entre a tua posteridade e a sua. Ela te pisará a cabeça e tu armarás traições ao seu calcanhar” (Gen. 3, 14-15).

Esta inimizade basilar está hoje longe de ter amainado, explicou o Cardeal. Pelo contrário, “é ainda mais encarniçada do que em tempos de Bernadette”. É uma autêntica batalha, que “causa inumeráveis vítimas em nossas famílias e entre nossos jovens”. Em conseqüência dessa guerra movida pelo demônio e seus sequazes, o mundo “está sendo engolido espantosamente na voragem de um laicismo que quer criar um mundo sem Deus”.(2) Reproduzindo as palavras do então Cardeal Wojtyla, acrescentou que na nossa época está em curso “o maior combate que a humanidade jamais tenha visto”, isto é, a “luta final entre a Igreja e a anti-Igreja, entre o Evangelho e o anti-Evangelho”.(3)

As palavras do eminente purpurado nos trazem à mente o ensinamento fundamental do preclaro Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sobre essa imensa guerra contra a Igreja e a Civilização Cristã, que desde o fim da Idade Média vem sendo conduzida pela Revolução gnóstica e igualitária. Uma guerra que visa impor aos homens um mundo anárquico, visceralmente anticristão, caracterizado pela igualdade absoluta e a liberdade também absoluta em relação a toda lei, natural ou divina. Face a essa revolta, animada pelo espírito de Lúcifer, ergue-se a Contra-Revolução, que ele assim define lapidarmente: “Se a Revolução é a desordem, a Contra-Revolução é a restauração da Ordem. E por Ordem entendemos a paz de Cristo no reino de Cristo. Ou seja, a civilização cristã, austera e hierárquica, fundamentalmente sacral, anti-igualitária e antiliberal”.(4)

Coligação dos filhos da luz, fiéis a Nossa Senhora

 François Soubirous e seus dois filhos, no moinho paterno

As aparições de Lourdes constituem um capítulo decisivo na intervenção materna de Nossa Senhora para quebrar o curso devastador da Revolução. A isso se referiu o Cardeal Ivan Dias, dizendo que “a Virgem está tecendo uma rede de filhos e filhas espirituais, para lançar uma forte ofensiva contra as forças do maligno para encarcerá-lo e assim preparar a vitória final de seu Divino Filho Jesus Cristo”.(5) E acrescentou que os católicos sensíveis ao apelo de Lourdes estão convocados a se congregarem nessa luta contra o mal. Portanto – seja-nos permitido acrescentar –, a se unirem à Contra-Revolução no combate à Revolução gnóstica e igualitária.

Engajar-se, sim. Mas com que armas? Para o Cardeal Dias, em primeiro lugar, “a conversão do coração” — a conversão que Nossa Senhora pediu, em termos cada vez mais prementes, a Santa Catarina Labouré, em La Salette, em Lourdes e em Fátima. Em seguida, a recitação quotidiana do rosário, a devoção ao Santíssimo Sacramento e a aceitação e oferecimento dos próprios sofrimentos pela salvação do mundo.(6)

Eis, pois, as nossas armas: uma conversão sincera e profunda, com a mudança de vida que ela importa; e essas santas devoções voltadas monarquicamente a Nosso Senhor Jesus Cristo, pela intercessão onipotente de Maria Santíssima.

Necessidade de se conhecer melhor Lourdes

 Louise Soubirous, mãe de Bernadette

Nisto consiste o significado mais profundo dos acontecimentos de Lourdes. Entretanto, quantos de seus devotos sabem narrar o que aconteceu naquele longínquo ano de 1858? Quantos conhecem bem o que Nossa Senhora fez, falou e pediu a Santa Bernadette – e, através dela, à leitora, ao leitor?

No 150º aniversário dessa magna irrupção de Nossa Senhora na História, nada melhor do que relembrarmos tudo o que se passou em cada uma das 18 aparições que perfazem o ciclo de Lourdes.

1ª aparição – quinta-feira, 11 de fevereiro

 A Gruta na época das aparições

Santa Bernadette Soubirous redigiu de próprio punho, em sete ocasiões, a descrição da aparição, acrescentando novos detalhes em cada uma das versões. Eis um apanhado tão completo quanto possível de todos eles:(7)

“A primeira vez que fui à gruta, era quinta-feira, 11 de fevereiro. Fui para recolher galhos secos com outras duas jovens. Quando estávamos no moinho, eu lhes perguntei se queriam ver onde a água do canal se encontrava com o Gave. Elas me responderam que sim. De lá, seguimos o canal e nos encontramos diante de uma gruta, não podendo mais prosseguir.

“Minhas duas companheiras se colocaram em condição de atravessar a água que estava diante da gruta. Elas a atravessaram e começaram a chorar. Perguntei-lhes por que choravam, e disseram-me que a água estava gelada. Pedi que me ajudassem a jogar pedras na água, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas disseram-me que devia fazer como elas, se quisesse. Fui um pouco mais longe, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas não poderia”.

Esta preocupação se explica porque Bernadette sofria de asma, e a mãe não queria que tomasse friagem. Nessa ocasião ela catava galhos secos para aquecer a mísera habitação onde sua família arruinada era constrangida a viver. Prossegue o relato:

“Então, regressei diante da gruta e comecei a tirar os sapatos. Tinha acabado de tirar a primeira meia, quando ouvi um barulho como se fosse uma ventania. Então girei a cabeça para o lado do gramado, do lado oposto da gruta. Vi que as árvores não se moviam, então continuei a tirar meus sapatos.

“Ouvi mais uma vez o mesmo barulho. Assim que levantei a cabeça, olhando a gruta, vi uma Dama vestida de branco. Tinha um vestido branco, um véu branco, um cinto azul e uma rosa em cada pé, da cor da corda do seu terço.

“Eu pensava ser vítima de uma ilusão. Esfreguei os olhos, porém olhei de novo e vi sempre a mesma Dama. Coloquei a mão no bolso, para pegar o meu terço. Queria fazer o sinal da cruz, mas em vão. Não pude levar a mão até a testa, a mão caía. Então o medo tomou conta de mim, era mais forte que eu. Todavia, não fugi. A Dama tomou o terço que segurava entre as mãos e fez o sinal da cruz. Minha mão tremia, porém tentei uma segunda vez, e consegui. Assim que fiz o sinal da cruz, desapareceu o grande medo que sentia, e fiquei tranqüila.

“Coloquei-me de joelhos. Rezei o terço, tendo sempre ante meus olhos aquela bela Dama. A visão fazia escorrer o terço, mas não movia os lábios. Quando acabei o meu terço, com o dedo Ela fez-me sinal para me aproximar, mas não ousei. Fiquei sempre no mesmo lugar. Então desapareceu imprevistamente.

“Comecei a tirar a outra meia para atravessar aquele pouco de água que se encontrava diante da gruta, para alcançar as minhas companheiras e regressarmos. No caminho de volta, perguntei às minhas companheiras se não haviam visto algo.

“– Não.

“Perguntei-lhes mais uma vez, e disseram-me que não tinham visto nada. Eu lhes roguei que não falassem nada a ninguém. Então elas me interrogaram:

“– E tu viste algo?

“Eu lhes disse que não.

“– Se não viste nada, eu também não.

“Pensava que tinha me enganado. Mas retornando a casa, na estrada me perguntavam o que tinha visto. Voltavam sempre àquele assunto. Eu não queria lhes dizer, mas insistiram tanto, que decidi dizê-lo, mas na condição de que não contassem para ninguém. Prometeram-me que manteriam o segredo. Mas assim que chegaram às suas casas, a primeira coisa que contaram foi que eu tinha visto uma Dama vestida de branco. Esta foi a primeira vez”.

2ª aparição – domingo, 14 de fevereiro

Conta Bernadette: “A segunda vez foi no domingo seguinte. Voltei com várias moças, para ver se não me tinha enganado. Eu me sentia muito constrangida interiormente. Minha mãe tinha-me proibido voltar. Depois da missa cantada, as outras duas jovens e eu fomos mais uma vez pedir licença à minha mãe. Ela não queria. Dizia-me temer que caísse na água. Temia que eu não voltasse para assistir às vésperas. Prometi que sim, e deu-me então a permissão para ir.

“Fui à paróquia, pegar uma garrafinha de água benta para jogá-la na visão quando estivesse na gruta, se a visse. E saímos para a gruta. Ao chegarmos lá, cada uma tomou o seu terço e nos ajoelhamos para rezá-lo. Apenas tinha acabado de rezar a primeira dezena, quando vi a mesma Dama” (Somente Santa Bernadette via e ouvia Nossa Senhora).

“Então comecei a jogar água benta nela, dizendo que, se vinha da parte de Deus, que permanecesse; se não, que fosse embora; e me apressava sempre a jogar-lhe água. Ela começou a sorrir, a inclinar-se. Mais água eu jogava, mais sorria e girava a cabeça, e mais a via fazer aqueles gestos. Eu então, tomada pelo temor, me apressava a aspergi-la mais, e assim o fiz até que a garrafa ficou vazia. Quando terminei de rezar meu terço, Ela desapareceu e não me disse nada. Nós nos retiramos para assistir às vésperas”.

3ª Aparição – quinta-feira, 18 de fevereiro

 “Fui ali com algumas pessoas importantes, que me aconselharam a pegar papel e tinta e lhe pedisse que, se tinha algo a me dizer, que tivesse a bondade de colocá-lo por escrito” (3a aparição).

“Ela só me falou na terceira vez. Foi na quinta-feira seguinte: Fui ali com algumas pessoas importantes, que me aconselharam a pegar papel e tinta e lhe pedisse que, se tinha algo a me dizer, que tivesse a bondade de colocá-lo por escrito.

“Tendo chegado lá, comecei a recitar o terço. Após ter rezado a primeira dezena, vi a mesma Dama. Transmiti esse pedido à Senhora. Ela se pôs a sorrir, e me disse que aquilo que tinha para me dizer, não era necessário escrevê-lo. Mas perguntou-me se eu queria ter a graça de voltar ali durante quinze dias. Eu lhe respondi que sim”.

Segundo Santa Bernadette, Nossa Senhora aparecia tal qual é representada na Medalha Milagrosa, mas sem os raios que saem das mãos.(8)

4ª aparição – sexta-feira, 19 de fevereiro

Santa Bernadette não escreveu pessoalmente o relato da quinzena de aparições que começou nesse dia. Redigiu apenas uma relação geral dos ditos e pedidos mais importantes de Nossa Senhora. Por isso, a partir deste ponto, a narração é uma composição de palavras da vidente e fatos testemunhados pelos presentes.

A 4ª aparição foi silenciosa. Bernadette “saudava com as mãos e a cabeça. Dava gosto vê-la. Era como se na vida toda não tivesse feito outra coisa que não fosse aprender a fazer esses cumprimentos”, testemunhou Josèphe Barinque, uma vizinha.

Bernadette tinha um círio bento acesso. Este gesto, copiado em seguida pelos que assistiam às aparições, inspirou o costume atual de levar velas e acendê-las diante da gruta. Nesta quinzena, Nossa Senhora foi ensinando a forma de devoção que Ela queria que se praticasse em Lourdes.

5ª aparição – sábado, 20 de fevereiro

Bernadette chegou a Massabielle por volta das 6:30h. Desta vez, havia cerca de 30 testemunhas. Teve um êxtase de 40 minutos. Voltando para casa com sua mãe, confiou-lhe que a Senhora “teve a bondade de ensinar-lhe, palavra por palavra, uma oração somente para ela”. Ela a rezou todos os dias de sua vida, sem nunca revelá-la.

6ª aparição – domingo, 21 de fevereiro

A Dama se apresentou a Bernadette pela manhã, por volta das 7:10h. Cerca de 100 pessoas estavam no local. A privilegiada vidente escreveu: “Esta rainha misericordiosa me disse também para rezar pela conversão dos pecadores. Ela me repetiu várias vezes essas mesmas palavras”.

Santa Bernadette escreveu mais de uma vez: Nossa Senhora “disse-me também que não me prometia tornar-me feliz neste mundo, mas no outro”.

À tarde, o delegado de polícia Dominique Jacomet submeteu a vidente a um grosseiro e ameaçador interrogatório, exigindo-lhe que se retratasse, sob pena de prisão. Bernadette não se intimidou e respondeu com segurança, desmontando suas ciladas. No fim do interrogatório, o policial a proibiu de voltar à gruta. O pai da vidente cedeu à pressão, e também proibiu.

Segunda-Feira – 22 de fevereiro: não há aparição

Nesse dia, soldados foram postos para vigiar os movimentos da vidente, prontos a prendê-la caso regressasse à Gruta de Massabielle. O apelo interior foi contudo mais forte, e à tarde ela ali acorreu. Esta sua decisão foi confirmada em confessionário pelo Pe. Pomian. Mas Nossa Senhora não apareceu, e Bernadette parecia desfeita: “Não sei no que eu faltei a esta Dama”.

Porém, no fim do dia a cidade estava em alvoroço e o prefeito achou melhor suspender a proibição.

7ª aparição – terça-feira, 23 de fevereiro

 Dr. Pierre Dozous

Cerca de 150 pessoas foram até a Gruta por volta das 6 h.

O médico municipal, Dr. Pierre Dozous, de início um cético em relação às aparições, relatou: “Eu consegui me posicionar muito perto de Bernadette Soubirous. [...] Ela fazia continuamente reverências graciosas e respeitosas em direção ao nicho. [...] Logo apareceram no seu rosto as mutações de que me tinham falado, refletindo precisamente a visão que ela tinha. [...] Parecia quase ver-se o que a criança via. [...] Tudo com uma verossimilhança que a maior das atrizes não conseguiria atingir. [...] Eu me inclinei perto dela e medi seu pulso: era quase normal. [...] Para ir mais fundo, observei os reflexos dos olhos. Também ali não apareceu anomalia alguma. [...] O vento soprava forte. Por vezes apagava o círio. Ela percebia e levava o círio para trás, para que o acendessem, sem afastar o olhar da gruta. Enquanto a observava, eu tinha a impressão de que ela sabia muito bem o que se passava em volta dela”.(9)

Naquele dia, Nossa Senhora lhe confiou três segredos: “Ela me deu três segredos que me proibiu de contar”. Ela jamais os revelou. Interrogada, explicou: “Eles só se referem a mim, não são nem sobre a Igreja, nem sobre a França, nem sobre o Papa”.(10)

8ª aparição – quarta-feira, 24 de fevereiro

 O delegado Dominique Jacomet

O delegado Jacomet hostilizou a multidão: “Como é possível que em pleno século XIX haja ainda tantos idiotas!” –– exclamou. Os fiéis responderam com cânticos marianos.

Contou Jean-Baptiste Estrade, cobrador de impostos em Lourdes, que pouco tempo depois de ter entrado em êxtase, como alguém que recebe uma má notícia, Bernadette deixou cair os braços, e abundantes lágrimas começaram a correr pela sua face. Ela subiu de joelhos o aclive que precede a cavidade, osculando a cada passo o chão. Voltou-se depois em direção à multidão de 300 pessoas. Com a voz marcada pelos soluços, referiu à multidão o pedido de Nossa Senhora: “Penitência, penitência, penitência!”; e “rezai a Deus pela conversão dos pecadores”; além da recomendação de “beijar a terra em penitência pelos pecadores”.

“Penitência, penitência, penitência” –– lembremos que em Fátima, em 1917, Nossa Senhora faria ainda um derradeiro apelo, em termos ainda mais cogentes e dramáticos.

9ª aparição – quinta-feira, 25 de fevereiro

 “Ela me disse para comer da erva que se encontra no mesmo local onde eu fui beber”

A afluência de público atingiu aproximadamente 350 pessoas. Bernadette obedecia em êxtase às ordens da nobre Senhora, subindo até a gruta e beijando a terra com uma agilidade surpreendente.

Eis o que narrou a santa: “A Senhora me disse que eu deveria beber da fonte e lavar-me nela. Mas, como não a via, fui beber no Gave. Ela me disse que não era ali, e me fez um sinal com o dedo para ir à gruta, mostrando-me a fonte. Eu fui, mas só vi um pouco de água suja. Parecia lama, e em tão pequena quantidade, que com dificuldade pude colher um pouco no côncavo da mão. Eu me pus a arranhar a terra, até poder colhê-la, mas três vezes a joguei fora. Foi só na quarta vez que pude bebê-la, de tal maneira estava suja”.

Nossa Senhora ordenou também a Bernadette comer grama da gruta. “Ela me disse para comer da erva que se encontra no mesmo local onde eu fui beber. Foi só uma vez, ignoro por quê”. Uma vez interrogada, ela respondeu: “A Senhora me levou a fazê-lo, com um movimento interior”.

Nossa Senhora pediu-lhe que se lavasse com aquela água: “Ide a beber da fonte, e lavai-vos ali”. Seu rosto ficou então sujo. A multidão não compreendia o que se passava, e começou a achar que a vidente estava louca. A cena, uma das mais transcendentais na história de Lourdes, num primeiro momento desiludiu a todos.

26 de fevereiro – nova proibição

Aproveitando a momentânea confusão, as autoridades baixaram um novo interdito de voltar à gruta. A cena do dia 22 se repetiu: havia 600 pessoas, mas Nossa Senhora não apareceu.

10ª aparição – sábado, 27 de fevereiro

Uma massa compacta de 800 pessoas aguardava Bernadette na Gruta por volta das 6:30h. Por 15 minutos, Bernadette caminhou de joelhos e beijou o chão várias vezes. Em seguida comandou a multidão por duas vezes, com gestos, para que repetisse aquele ato de penitência. Só na segunda os presentes obedeceram. A partir daquele dia, o chão e a pedra sagrada de Massabielle são cobertos de beijos de pessoas de todo o mundo.

11ª aparição – domingo, 28 de fevereiro

Caía uma chuva fina e constante, e fazia um frio terrível, enquanto cerca de 1200 pessoas se encontravam na Gruta desde o amanhecer.

Bernadette chegou às 7h. Pôs-se de joelhos, rezou o terço e beijou a terra, enquanto um potente sopro pareceu passar sobre os presentes. Todos ou quase todos os espectadores se ajoelharam, rezaram e beijaram o chão com Bernadette.

12ª aparição – segunda-feira, 1º de março

Desta vez, o pai de Santa Bernadette acompanhou a filha à Gruta. Desde cedo, havia ali por volta de 1500 pessoas.

A pedido, a vidente tinha levado o terço de uma outra pessoa, mas na hora de rezá-lo a Dama lhe perguntou: “Onde está o teu terço?”. Bernadette tirou-o então do bolso. Sorrindo, a Virgem lhe disse: “Usai-o”.

A Santa repetia os gestos: comer ervas, beber e se lavar com a água da gruta. O povo começou a imitá-la, e se constatou que a água brotava cada vez mais límpida e abundante.

Entre os assistentes, por primeira e única vez esteve um sacerdote. Foi o Pe. Antoine Dezirat, que ignorava a interdição ao clero de comparecer ao local. Ele escreveu: “Só Bernadette viu a aparição, mas todo o mundo tinha como que o sentimento de sua presença. [...] Respeito, silêncio, recolhimento, reinavam por todo lado. [...] Oh! como estava bom. Eu acreditava estar no vestíbulo do Paraíso!”.

Na noite daquele dia aconteceu o primeiro milagre. Catherine Latapie, grávida de nove meses, tinha paralisados dois dedos da mão direita. O mal lhe impedia atender às necessidades do lar e dos filhos. Ela imergiu a mão na água e sentiu um grande bem-estar, com os dedos movimentando-se naturalmente!

13ª aparição – terça-feira, 2 de março

Nessa data, Bernadette teve só uma breve visão da Dama. Havia por volta de 1650 pessoas. “Ela me disse que eu devia dizer aos padres para construir uma capela aqui”. E contou como cumpriu essa missão: “Fui procurar o senhor pároco, para lhe dizer que uma Dama me tinha ordenado de ir dizer aos padres para construir ali uma capela. Ele me olhou um momento, e logo me perguntou num tom incomodado quem era essa Dama. Eu lhe respondi que não sabia. Então ele me encarregou de perguntar a ela o nome, e de voltar para lhe contar”.

“A Dama disse: ‘Devem vir aqui em procissão’” –– contou a vidente ao pároco, Pe. Dominique Peyramale. Para o sacerdote, isso foi demais.

14ª aparição – quarta-feira, 3 de março

 Pe. Dominique Peyramale

Três mil pessoas se apinhavam em torno da gruta. Santa Bernadette rezou por muito tempo. Mas se levantou com os olhos repletos de lágrimas, e clamou: “Não me apareceu”. No mesmo dia, após a aula, sentiu um convite interior de Nossa Senhora. Retornou à gruta, e desta vez A viu.

Bernadette cumpriu a ordem do pároco: “Eu lhe perguntei seu nome, por parte do senhor pároco. Mas ela não fazia outra coisa senão sorrir. Voltando, fui à casa do senhor pároco para dizer-lhe que tinha cumprido a missão, mas que não tinha recebido outra resposta senão um sorriso. Então ele me disse que ela zombava de mim, e que eu faria bem de nunca mais voltar. Mas eu não podia me impedir de ir”.

Fechando a questão, o Pe. Peyramale orientou: “Se a Senhora deseja realmente uma capela, que diga seu nome e faça florescer a roseira da Gruta”.

Noutra época, quando Santa Catarina Labouré soube, em Paris, das aparições de Nossa Senhora em Lourdes, exclamou: “É a mesma!”. A santa lamentou várias vezes que não se tivesse construído na rue du Bac o santuário dedicado à Medalha Milagrosa, pedido pela Mãe de Deus: “Se os superiores tivessem querido, a Santa Virgem teria escolhido nossa capela” para operar os milagres de Lourdes, disse em outra ocasião. Para Santa Catarina, Nossa Senhora escolheu Lourdes para suprir a falta de interesse das autoridades religiosas de Paris.(11)

15ª aparição – quinta-feira, 4 março

A quinzena de aparições concluiu-se no dia 4 de março. Desta vez reuniram-se entre oito e vinte mil pessoas, segundo as versões. Havia avidez de um milagre.

O delegado de polícia revistou a gruta e as proximidades, à procura de alguma espécie de fogo de artifício que servisse para simular uma aparição, mas nada encontrou.

Bernadette era amparada por um grupo de guardas que continha a multidão. O êxtase durou quase uma hora, sem que acontecesse algo extraordinário. Ela disse: “Oh, sim, Ela vai voltar. Mas agora já não é mais necessário que eu vá à gruta. Quando ela voltar, então será necessário que eu retorne à gruta. Ela far-me-á saber”.

16ª aparição – quinta-feira, 25 de março

 Bernadette explica detalhes da aparição a uma comissão do clero

Os milagres continuavam se multiplicando, e ao mesmo tempo iam se arrefecendo as resistências do pároco. Durante 20 dias, Bernadette não voltou à gruta. Sentiu o chamado de Nossa Senhora nas primeiras horas da festa da Anunciação. Então foi à gruta.-

“Depois dos quinze dias, eu lhe perguntei de novo seu nome, três vezes seguidas. Ela sorria sempre. Por fim ousei uma quarta vez, e foi então que ela, com os dois braços ao longo do corpo [como na Medalha Milagrosa], levantou os olhos ao Céu e depois me disse, juntando as mãos na altura do peito, que ela era a Imaculada Conceição”.

“Então eu voltei de novo à casa do senhor pároco, para lhe contar que ela me tinha dito que era a Imaculada Conceição. Ele me perguntou se eu estava bem segura. Respondi que sim, e que para não esquecer essa palavra eu a tinha repetido durante todo o caminho”. Santa Bernadette não sabia o significado de “Imaculada Conceição”, cujo dogma o Bem-Aventurado Papa Pio IX proclamara poucos anos antes, deixando prostrados os partidários da Revolução e empolgando os devotos de Nossa Senhora no mundo inteiro!

O pároco custou a conter as lágrimas. “Ela quer mesmo a capela”, murmurou Santa Bernadette. A partir desse momento, o sacerdote mudou de atitude.

17ª aparição – quarta-feira, 7 de abril

A Virgem chamou-a já durante a noite de 6 de abril. Tendo-se espalhado que a vidente iria à Gruta, 1200 pessoas já a aguardavam quando ela chegou por volta das 6h.

O êxtase durou 45 minutos. O Dr. Dozous e outros constataram durante 15 minutos o “milagre do círio”: Bernadette juntou as mãos sobre o fogo de um círio, como para protegê-lo do vento. A chama encostava na pele das mãos e saía entre seus dedos. “Está se queimando”, bradou alguém. Mas a vidente prosseguia, insensível. O médico verificou depois que ela não tinha sofrido qualquer queimadura.

18ª e última aparição — quinta-feira, 16 de julho

 A Gruta com as barreiras colocadas pelo governo

O chamado de Nossa Senhora surpreendeu Bernadette ao anoitecer, quando ela se encontrava em oração na igreja paroquial.

A Gruta tinha sido fechada com tapumes, por ordem das autoridades hostis à aparição. Bernadette foi então com sua tia Lucile e algumas amigas para o outro lado do rio Gave, diante da Gruta. Todas se ajoelharam e rezaram. Após alguns instantes, as mãos de Bernadette afastaram-se em sinal de maravilhada surpresa, como por ocasião da quinzena de aparições. Terminado o êxtase, e voltando à casa, ela confidenciou: “Eu não via os tapumes nem o Gave. Parecia-me estar na gruta, na mesma distância das outras vezes. Eu via somente a Virgem”.

 Procissão na Gruta ainda no século XIX

Esta última aparição ocorreu na festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo. Sintomaticamente, em 13 de outubro de 1917, depois do milagre do sol em Fátima, Nossa Senhora se mostrou revestida do hábito da Ordem do Carmo.

Foi a última despedida na Gruta. Santa Bernadette Soubirous somente voltaria a ver Nossa Senhora 21 anos depois, em Nevers, no dia 16 de abril de 1879, quando deixou esta terra de exílio para contemplá-la eternamente no Céu!

O grande apelo de Lourdes neste 150º aniversário

 Bernadette já religiosa pouco antes de sua morte

Embora apenas Santa Bernadette tenha visto, ouvido e falado com Nossa Senhora, as multidões, acorrendo à gruta, vendo-a e imitando-lhe os gestos de piedade, tinham uma certeza inabalável da realidade das aparições. Por assim dizer, os fiéis “viam” Nossa Senhora em Santa Bernadette, e experimentavam sua influência indizivelmente benéfica ao imitarem seus gestos.

A partir de então, Nossa Senhora continuou a exercer em Lourdes essa misteriosa ação de presença sobre os que lá vão rezar, a qual constitui talvez o maior milagre daquele privilegiado lugar onde o Céu osculou a Terra. Por meio dessa ação, Ela restaura as forças de seus filhos e simples fiéis, impulsionando-os com sinais sensíveis a se somarem à coligação dos bons para pôr cobro ao reinado do caos infernal.

 Corpo incorrupto de Santa Bernadette

Lourdes é, pois, um formidável apelo de Nossa Senhora a seus filhos, para que se aliem e empreendam sob o manto d’Ela essa última batalha já engajada, a qual há de culminar com o triunfo final predito em Fátima. Lembrou-nos isto, com palavras penetrantes, o Legado Pontifício Cardeal Ivan Dias, acima citado.

Enunciara-o também o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira nas páginas de Catolicismo, por ocasião do centenário das aparições, quando escreveu que Lourdes é para o mundo inteiro o primeiro marco do ressurgimento contra-revolucionário:(12)

 “A definição do dogma da Imaculada Conceição marcou o início de uma sucessão de fatos que conduzirá ao Reinado de Maria”

“Há um anseio imenso por outra coisa, que ainda não se sabe qual é. Mas, enfim –– fato talvez novo desde que começou, no século XV, o declínio da civilização cristã –– o mundo inteiro geme nas trevas e na dor, precisamente como o filho pródigo quando chegou ao último da vergonha e da miséria, longe do lar paterno. [...]

“Têm fim as misericórdias de uma Mãe, e da melhor das mães? Quem ousaria afirmá-lo? Se alguém duvidasse, Lourdes lhe serviria de admirável lição de confiança. Nossa Senhora [...] já começou a nos socorrer. [...] Os dias do domínio da impiedade estão con­ta­dos. A definição do dogma da Imaculada Conceição marcou o início de uma suces­são de fatos que conduzirá ao Reinado de Maria”.(13)

_____________

Notas:

1. Agência Zenit, 10-12-07.

2. “Il Giornale”, Milão, 9-12-07.

3. Id., ibid.

4. Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução, Artpress, São Paulo, 4ª ed., 1998, p. 93.

5. Zenit, 10-12-07.

6. “Il Giornale”, 9-12-07.

7. Para este apanhado, seguimos a cronologia formulada pelo Pe. René Laurentin nos livros seguintes: Lourdes — récit authentique des apparitions, P. Lethielleux, Paris/Oeuvre de la Grotte, 1966, 286 p.; Lourdes — Histoire authentique des apparitions I, P. Lethielleux/Oeuvre de la Grotte, Paris, 2002, 187 p., ambas obras das mais rigorosas já editadas sobre as aparições de Lourdes, e que têm o Nihil Obstat de Dom Philibert Moreau, abade de Tournay, e o Imprimatur de Mons. Pierre-Marie Théas, bispo de Tarbes e Lourdes. Do mesmo autor: Vie de Bernadette, Desclée de Brouwer/Oeuvre de la Grotte, 1978, 2ª ed., 251 p. Também nos valemos da cronologia das aparições divulgada pela Agência Fides, do Vaticano.

8. Pe. René Laurentin, Bernadette vous parle, vol I, P. Lethielleux/Oeuvre de la grotte/Apostolat des Editions, 1977, p. 224.

9. Apud Franz Werfel, Le chant de Bernadette, Albin Michel, Paris, 1953.

10. Laurentin, Bernadette vous parle, op. cit., p. 222.

11. Pe. René Laurentin, Vie de Catherine Labouré, Desclée de Brouwer, Paris, 1980, p. 147-148.

12. Catolicismo, fevereiro de 1958, nº 86.

13. Id., ibid.

Artigo extraído da Revista Catolicismo, Fevereiro/2008.

FONTE:LEPANTO



##Estudos sobre apocalipse##
Setembro 12, 2009, 6:32 am
Arquivado em: apologética, icar, igreja

Vou começar com uma coisa que acho muito importante..Quem foi a cidade dividida em 3..3 flagelos em um só dia.Apc !8,8 “Por isso num só dia virão sobre ela às pragas: Morte, pranto, fome”.Ela será consumida pelo fogo porque forte é o Senhor que a condenou.Ezequiel dividiu a cidade de Jerusalém simbolicamente em 3 partes para mostrar a destruição total dela. (Eze 5,1-5)1-E tu, filho do homem, toma uma navalha afiada, à maneira de navalha de barbeiro, e passa-a sobre a cabeça e na barba; em seguida colocarás numa balança os cabelos que houveres cortado. 2. Queimarás um terço no meio da cidade, logo que tiver decorrido o tempo do assédio; tomarás outro terço, e o cortarás com a espada, em derredor da cidade; o último terço, dispersá-lo-ás ao vento, e sacarei da espada contra eles. 3. Reservarás, entretanto, pequena quantidade que guardarás na dobra do teu manto, 4. Mas guardarás ainda uma parte para arremessá-la ao fogo e queimá-la. É de lá que sairá a chama. 5. E dirá a toda a casa de Israel: oráculo do Senhor Javé. Trata-se de Jerusalém, que eu tinha situado em meio às nações, tendo em derredor os povos pagãos
Olhem que interessante em.( Jeremias 6 ,1)Fugi, filhos de Benjamim, para longe de Jerusalém! Tocai as trombetas em Técua, erguei uma flâmula no alto de Betacarém! Porque dos lados do setentrião surge uma desgraça, uma grande calamidade.Comparem com(Apc 18, 4 )4. Ouvi outra voz do céu que dizia: Meu povo, sai de seu meio para que não participes de seus pecados e não tenhas parte nas suas pragas.E as coincidências não terminam das muitas descobertas que fiz vou compartilhar com vcs, mas uma.Em Ezequiel 9 Castigo de Jerusalém podemos ler nos versículos 4-6 A marca que Deus colocou na fronte dos fies que não faziam parte das abominações do povo de Jerusalém.4. e lhe disse: Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem. 5. Depois, dirigindo-se aos outros em minha presença, disse-lhes: Percorrei a cidade, logo em seguida, e feri! Não tenhais consideração, nem piedade. 6. Velhos, jovens, moços, moças, crianças e mulheres, matai todos até o total extermínio; precavei-vos, todavia, de tocar em quem estiver assinalado por uma cruz. Começai por meu santuário. Começaram pelos anciãos que encontraram defronte ao templo.O interessante é que vemos em apocalipse quase que uma continuação do que aconteceu em Ezequiel.(Apc 14,1) mas leiam até o versículo 5 .1. Eu vi ainda: o Cordeiro estava de pé no monte Sião, e perto dele cento e quarenta e quatro mil pessoas que traziam escritos na fronte o nome dele e o nome de seu Pai.
Sobre a divisão ..uns morreram de ao redor dos muros de Jerusalém mortos pelos romanos , uns morreram de fome e sede .. os que conseguiram sobreviver foram dispersos expulsos de Jerusalém.. uma divisão simbo
lica..


Celibato na idade média
Setembro 10, 2009, 11:25 pm
Arquivado em: apogética, apologética, icar, igreja

pergunta:celibato na idade média
na última aula de história segundo o professor qdo a Igreja instituiu o celibato obrigatório lá pelo séc XII, os padres que eram casados ou deixavam o ofício ou se divorciavam!! procede??
resposta: a Igreja sempre foi a favor da família e o divorcio não tem relação nenhuma com o celibato…Na época da Igreja apostólica, o celibato possui um valor positivo e é reconhecido como estado de vida ao lado do matrimônio. Tanto um como o outro eram vistos como carismas particulares. É possível que tenham havido casos de matrimônios “espirituais”, em que homem e mulher viviam juntos como irmãos (Paulo fala de uma situação como esta em sua primeira epístola aos Coríntios, por volta do ano 57). No final do séc. I e no séc. II existem muitos homens e mulheres celibatários (ascetas e virgens) “em honra da carne do Senhor” (Inácio de Antioquia). A princípio, havia uma ambigüidade entre a virgindade e o estado de viuvez permanente. Por volta de 150, Justino se refere a homens e mulheres que se conservaram “incorruptos”, alcançando a idade de 60 ou 70 anos. O mesmo diz Atenágoras, em torno do ano 177. Apesar disso, ainda não existe no séc. II uma forma definida para o celibato cristão.Na virada do segundo para o terceiro século, sob influência da gnose e do encratismo, surgem apologias a favor do celibato como estado de vida melhor do que o matrimônio. Clemente de Alexandria defende a santidade do casamento e ensina que a continência só é virtuosa quando vivida por amor a Deus. Aos poucos começa a se impor um novo ponto de vista, que considera a virgindade como uma forma de matrimônio místico com o Senhor. Após o ano 200, as “virgines Deo devotae” usam véu para indicar suas núpcias espirituais (Tertuliano, Sobre a oração, 22, escrito entre 200 e 206). Mas o voto de virgindade não possui caráter de ordenação, como atesta Hipólito em sua Tradição Apostólica.
Para Orígenes (que havia se castrado depois de ler Mt 19,12, detalhe peculiar) a virgindade supera o matrimônio porque enquanto este é figura da união de Cristo com a Igreja, aquela é sua realização mística e mais perfeita. Novaciano compara a virgindade com o estado angélico e Tertuliano leva ao extremo a sua exaltação, influenciado pelo montanismo. Cipriano vê a consagração virginal como esponsais com Cristo. Ele é o primeiro a usar o termo “virgindade” para se referir ao celibato masculino. Metódio de Olimpo (+311) fala dos celibatários Elias, Eliseu, João Batista, João Evangelista e Paulo, entre outros.A Igreja síriaca, até o séc. III, conserva o costume do celibato em família (os filhos consagrados permaneciam com os pais). Efrém reagirá contra esta prática. Hilário de Poitiers chamará de caelebs o não casado por razões de fé e de coelibatus o seu estado de vida.Atanásio (295-373), que conhece o ideal monástico de Santo Antão, define o matrimônio como “via mundana”, enquanto a virgindade é o caminho mais eficaz para alcançar a perfeição.Quando se encerrar o terceiro século, o celibato terá finalmente encontrado seu lugar na vida e na espiritualidade cristãs: estado superior ao casamento, comparado com a condição angélica, esponsais com Cristo, núpcias místicas, oferecimento total e perfeito a Deus. O monaquismo lhe dará forte impulso.No ano 300, o Concílio de Elvira, na Espanha, determina a obrigatoriedade do celibato para os padres e bispos da província. Com o passar do tempo esta disciplina se estenderá a toda a Igreja.FONTE: http://www.bibliacatolica.com.br/historia_igreja/30.php
Corrigindo o professor do “celibato obrigatório lá pelo séc XII”:.O CELIBATO é Bíblico: (1º Cor, 7, 32-34) “ E bem quisera eu, que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor; mas o que é casado cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher”..Tertuliano, cristão primitivo, falecido pelo ano 222, já dizia em sua obra “os clérigos são celibatários voluntários.” (Apologética 197)..A verdade histórica é que, o celibato clerical, já praticado voluntariamente, foi apenas sancionado na Igreja latina, mediante os decretos aprovados nos concílios de Elvira em 306, e de Roma em 386. Eis as provas:.ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA: “… Por volta de 306 Reuniram-se em Elvira (antiga cidade perto de Granada. Espanha), 19 bispos e 24 presbíteros da península ibérica que decretaram o celibato do Clero… “. Verbete “Concílio”.ENCICLOPÉDIA TIO SAM: “… Já no século IV, quando do Concílio de Elvira, começou-se a promover na Igreja Católica, o celibato entre os padres. Neste concílio provincial (Elvira era uma cidade romana, junto a Granada) foi imposta a “continência sob pena de degradação”. Verbete “Celibato”..
No rito oriental, há séculos, há muitíssimos voluntários padres casados, vivos e falecidos, e nunca viúvas exigiram idenizações à Igreja. Puro embuste.
Em nenhum dos casos permite-se o casamento de padres. No rito oriental, (antes da ordenação), casados podem ser padres; padres não podem casar. – Nas igrejas orientais, há a opção. Antes de se ordenar, o padre decide se vai ser celibatário ou se vai casar. Uma vez ordenado, o padre não pode mais casar. No Líbano, metade dos padres é casada, metade não.O apóstolo Paulo celibatário, escrevendo à Timóteo, também celibatário, já respeitava a cultura muitas vezes de bigamia dos homens orientais, preferindo diante da falta de solteiros, os sóbrios casados com uma só mulher:(I Timóteo 3,2)“Pois é preciso que o bispo seja irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio, ponderado, educado, hospitaleiro, apto para o ensino;”Eis a sintonia antiga com a tradição daquela região.



ISTO É O MEU CORPO…ISTO É O MEU SANGUE
Setembro 8, 2009, 9:50 am
Arquivado em: icar, igreja

ISTO É O MEU CORPO…ISTO É O MEU SANGUE

Como católico apostólico romano fico totalmente à vontade ao falar da Euca-ristia, pois embora a maioria dos evangé-licos creiam na doutrina simbolista, a própria Bíblia deles diz claramente: “Isto é o meu corpo” e “Isto é o meu sangue”. (Leia Mateus 26,26-28, por exemplo, na própria versão de João Ferreira de Almeida).
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Se um pastor fizer uma leitura com reforço oral das palavras da ceia, será ime-diatamente acusado de católico romano pelos seus próprios discípulos. Não há como escapar, as palavras do Mestre de Nazaré são muito claras. Se fosse um homem qualquer que tivesse pego o pão e o vinho usando aquelas palavras, todo mundo acharia isso ridículo, como uma grosseira mentira, mas se tais palavras foram ditas pelo Deus a quem nada é impossível (Lc 1,37) o caso já fica diferente.
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O diácono católico Francisco Almeida Araújo, ex-pastor evangélico, conta-nos que se converteu ao Catolicismo quando, numa das ceias celebradas por ele lá no Protestantismo, fez o que dissemos anteriormente: uma leitura com reforço oral do texto. Apesar de ter lido vários livros que se esforçavam por negar a realidade daquelas palavras do Senhor Jesus, uma coisa, porém, o atormentava: é que embora os livros dissessem que aquelas palavras eram simbólicas; sua única regra de fé e prática, a Bíblia, não dizia isso. Crendo mais em Jesus do que naqueles escritores falíveis, o diácono Francisco terminou por se encontrar com o Divino Mestre na Eucaristia.
Um dos livros lidos pelo diácono Francisco quando evangélico, e também por mim, diga-se de passagem, um daqueles que teimam em ensinar a simbologia da ceia, como não consegue pela sua única regra de fé e prática, provar o simbolismo de suas palavras, aconselha-nos ingenuamente a analisar uma hóstia consagrada para comprovarmos que nela estão apenas os mesmos elementos químicos que antes tivera. Dá-nos ele, inclusive, uma aula de química dizendo que a hóstia, antes ou depois da consagração, possui os seguintes elementos químicos:
Albuminóide-7,6
Gorduras-0,36
Hidrato de carbono-56,56
Sáis-0,89
Água-34,50
Todo esse ceticismo dos irmãos evangélicos concernente às palavras da ceia, lembra-nos os fariseus quando não quiseram crer que Jesus era divino, pois conheciam a sua origem em Maria (Jo 6,41.42). Raciocinaram assim: Jesus não podia ter vindo do céu porque sabemos de onde ele veio. Nós conhecemos seus pais. Não quiseram crer no Senhor Jesus porque ele era homem como nós (Hb 4,15):comia, bebia, dormia, tinha pai e mãe. Hoje, os evangélicos raciocinam da mesma forma quanto à Eucaristia: não podemos crer nela porque tem os mesmos elementos químicos que antes da consagração. Tanto na judéia há dois mil anos, como hoje na Eucaristia o que aparenta não é a realidade: embora semelhante a nós em tudo (menos no pecado, claro!) Jesus era Divino; igualmente, embora a hóstia tenha a mesma aparência depois de consagrada, substancialmente temos ali a substância do corpo e do sangue do Senhor.
Esquecidos que a Deus nada é impossível e desconhecendo o velho conselho de Jesus “bem-aventurados os que crêem sem verem” (Jo 20,29), os nossos irmãos separados esbarram em duas perguntas que os embaraçam desesperadamente:
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1) admitindo-se a simbologia da ceia, resta-nos perguntar se Jesus teria o poder de estar na hóstia caso quisesse.
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2) admitindo-se, ainda, essa simbologia, resta-nos ainda perguntar que verbo usaria ele caso quisesse dizer que estaria realmente ali no pão e no vinho.
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É óbvio que a única resposta para essas perguntas vem apenas confirmar o que ensina a Sta. Igreja Católica: Cristo está realmente na Eucaristia. Vale ressaltar aqui também que “caminhamos pela fé e não pela visão” (2 Cor 5,7).
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Ora, se isso é verdade, como de fato o é, por que teimar em negar Cristo eucarístico pelo único fato de não o vermos nas espécies do pão e do vinho?
autor:evaldo-http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=694046682941175764


católicos podem receber a comunhão na igreja ortodoxa?
Setembro 8, 2009, 3:21 am
Arquivado em: católicos, icar, igreja

CATÓLICOS PODEM RECEBER A COMUNHÃO NA IGREJA ORTODOXA?

Por This Rock Magazine – Março/1990
Tradução: Carlos Martins Nabeto
Fonte: Catholic Answers – http://www.catholic.com
- O que a Igreja ensina sobre os católicos que recebem a comunhão na Igreja Ortodoxa Oriental e participam da sua liturgia? (Anônimo)

Basta ler o “Diretório Ecumênico”: a Parte I explica quando um católico pode receber a Eucaristia em uma igreja ortodoxa oriental. Os católicos podem receber a comunhão aí quando “circunstâncias especiais, por um longo período, tornem material ou moralmente impossível ao fiel receber os sacramentos em sua própria Igreja, para que ele, com efeito, não fique privado, sem razão legítima, dos frutos espirituais dos sacramentos”.

Esta regra, porém, não se aplica àqueles que podem normalmente recorrer aos sacramentos na Igreja Católica.

O mesmo documento também enfatiza que a participação de católicos nas liturgias ortodoxas é permitida “se eles tiverem motivos razoáveis, por exemplo, em razão de cargo ou função pública, relação de parentesco, amizades, desejo de maior informação etc. Em tais casos, não há problemas em participar das respostas comuns, hinos e ações da Igreja em que são convidados”.

fonte:veritatis



SIMÃO CANANEU E JUDAS TADEU
Setembro 6, 2009, 11:27 pm
Arquivado em: apogética, apologética, icar, igreja



Por Papa Bento XVI

Tradução: Vaticano

Fonte: Vaticano

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje tomamos em consideração dois dos doze Apóstolos: Simão o Cananeu e Judas Tadeu (que não se deve confundir com Judas Iscariotes). Consideramo-los juntos, não só porque nas listas dos Doze são sempre mencionados um ao lado do outro (cf. Mt 10, 4; Mc 3, 18; Lc 6, 15; Act 1, 13), mas também porque as notícias que a eles se referem não são muitas, excepto o facto que o Cânon neotestamentário conserva uma carta atribuída a Judas Tadeu.

Simão recebe um epíteto que varia nas quatro listas: Mateus qualifica-o como “cananeu”, Lucas define-o “zelote”. Na realidade, as duas qualificações equivalem-se, porque significam a mesma coisa: na língua hebraica, de facto, o verbo qanà’ significa “ser zeloso”, “dedicado” e pode referir-se quer a Deus, porque é zeloso do povo por ele escolhido (cf. Êx 20, 5), quer a homens que são zelosos no serviço a Deus único com dedicação total, como Elias (cf. 1 Rs 19, 10). Portanto, é possível que este Simão, se não pertencia exactamente ao movimento nacionalista dos Zelotes, tivesse pelo menos como característica um fervoroso zelo pela identidade judaica, por conseguinte, por Deus, pelo seu povo e pela Lei divina. Sendo assim, Simão coloca-se no antípoda de Mateus, que ao contrário, sendo publicano, provinha de uma actividade considerada totalmente impura.

Sinal evidente que Jesus chama os seus discípulos e colaboradores das camadas sociais e religiosas mais diversas, sem exclusão alguma. Ele interessa-se pelas pessoas, não pelas categorias sociais ou pelas actividades! E o mais belo é que no grupo dos seus seguidores, todos, mesmo se diversos, coexistiam, superando as inimagináveis dificuldades: de facto, era o próprio Jesus o motivo de coesão, no qual todos se reencontravam unidos. Isto constitui claramente uma lição para nós, com frequência propensos a realçar as diferenças e talvez as contraposições, esquecendo que em Jesus Cristo nos é dada a força para superar os nossos conflitos. Tenhamos também presente que o grupo dos Doze é a prefiguração da Igreja, na qual devem ter espaço todos os carismas, os povos, as raças, todas as qualidades humanas, que encontram a sua composição e a sua unidade na comunhão com Jesus.

No que se refere depois a Judas Tadeu, ele é chamado assim pela tradição, unindo ao mesmo tempo dois nomes diferentes: de facto, enquanto Mateus e Marcos o chamam simplesmente “Tadeu” (Mt 10, 3; Mc 3, 18), Lucas chama-o “Judas de Tiago” (Lc 6, 16; Act 1, 13). O sobrenome Tadeu tem uma derivação incerta e é explicado ou como proveniente do aramaico taddà’, que significa “peito” e, por conseguinte, significaria “magnânimo”, ou como abreviação de um nome grego como “Teodoro, Teódoto”. Dele são transmitidas poucas coisas. Só João assinala um seu pedido feito a Jesus durante a Última Ceia. Diz Tadeu ao Senhor: “Senhor, como aconteceu que te deves manifestar a nós e não ao mundo?”. É uma pergunta de grande actualidade, que também nós fazemos ao Senhor: porque o Ressuscitado não se manifestou em toda a sua glória aos seus adversários para mostrar que o vencedor é Deus? Por que se manifestou só aos Discípulos? A resposta de Jesus é misteriosa e profunda. O Senhor diz: “Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada” (Jo 14, 22-23). Isto significa que o Ressuscitado deve ser visto, sentido também com o coração, de modo que Deus possa habitar em nós. O Senhor não se mostra como uma coisa. Ele quer entrar na nossa vida e por isso a sua manifestação é uma manifestação que exige e pressupõe o coração aberto. Só assim vemos o Ressuscitado.

Foi atribuída a Judas Tadeu a paternidade de uma das Cartas do Novo Testamento, que são chamadas “católicas” porque não se destinam a uma determinada Igreja local, mas a um círculo muito amplo de destinatários. De facto, ele dirige-se “aos eleitos amados por Deus Pai e guardados para Jesus Cristo” (v. 1). A preocupação central deste escrito é advertir os cristãos de todos os que, com o pretexto da graça de Deus, desculpam a própria devassidão e para desviar outros irmãos com ensinamentos inaceitáveis, introduzindo divisões dentro da Igreja “deixando-se levar pelo seu delírio” (v. 8), assim define Judas estas suas doutrinas e ideias especiais. Ele compara-os inclusivamente aos anjos caídos, e com palavras fortes diz que “seguiram pelo caminho de Caim” (v. 11). Além disso classifica-os sem reticências como “nuvens sem água que os ventos levam; árvores de outono sem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas furiosas do mar que repelem a espuma da sua torpeza; estrelas errantes condenadas à negrura das trevas eternas” (vv. 12-13).

Talvez hoje nós já não estejamos habituados a usar uma linguagem tão polémica, que contudo nos diz uma coisa importante. No meio de todas as tentações que existem, com todas as correntes da vida moderna, devemos conservar a identidade da nossa fé. Certamente, o caminho da indulgência e do diálogo, que o Concílio Vaticano II felizmente empreendeu, deve ser sem dúvida prosseguida com uma constância firme. Mas este caminho do diálogo, tão necessário, não deve fazer esquecer o dever de reconsiderar e de evidenciar sempre com igual força as linhas-mestras e irrenunciáveis da nossa identidade cristã. Por outro lado, é necessário ter bem presente que esta nossa identidade exige força, clareza e coragem face às contradições do mundo em que vivemos. Por isso o texto epistolar prossegue assim: “Mas vós, caríssimos, fala a todos nós mantende-vos no amor de Deus, esperando que a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo vos conceda a vida eterna. Tratai com misericórdia aqueles que vacilam…” (vv. 20-22). A Carta conclui-se com estas bonitas palavras: “Àquele que é poderoso para vos livrar das quedas e vos apresentar diante da sua glória, imaculados e cheios de alegria, ao Deus único, nosso Salvador, por meio de Jesus Cristo, Senhor nosso, seja dada glória, a majestade, a soberania e o poder, antes de todos os tempos, agora e por todos os séculos, Amém” (vv. 24-25).

Vê-se bem que o autor destas frases vive plenamente a própria fé, à qual pertencem realidades grandes como a integridade moral e a alegria, a confiança e por fim o louvor, sendo motivado em tudo apenas pela bondade do nosso único Deus e pela misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, tanto Simão o Cananeu, como Judas Tadeu nos ajudam a redescobrir sempre de novo e a viver incansavelmente a beleza da fé cristã, sabendo dar um testemunho dela forte e ao mesmo tempo sereno.

fonte:veritatis