” Não é lícito promover a união dos cristãos de outro modo senão promovendo o retorno dos dissidentes à única verdadeira Igreja de Cristo, dado que outrora eles, se afastaram dela”.
Cf: Papa Pio XI – Mortalium Animos.
Fora da Igreja não há salvação!
IV Concílio de Latrão,concílio infalível!
A EUCARISTIA ME CONVERTEU!
Por Kenneth J. Howell
Tradução: James Nascimento
Fonte: Coming Home Network
Esta discussão poderia continuar interminável, mas eu concluí que Jesus pretendia estabelecer uma igreja com Pedro como sua cabeça. Eu percebi tempos atrás que eu não estava lendo as Escrituras reducionisticamente. Ao invés, eu procuraria o significado total, não o mínimo possível.
Não passou quatro dias quando eu acordei da sedação que eu comecei a perceber a enormidade do que tinha acontecido. Minha esposa disse-me que eu acordei muitas vezes durante aqueles quatro dias, e disse várias coisas, as vezes coerente, as vezes incoerente. Mas eu não lembrei de nenhum deles. Eu lembro de acordar e ver meus pais ao meu lado. “Mãe, pai, o que estão fazendo aqui?” Eu perguntei. nas semanas seguintes eu descobriria o quanto meus pais se importaram enquanto permaneceram fielmente comigo depois de terem voado da Florida.
Rachel tinha treze naquele tempo e não sabia no que pensar. Mas eu recordo ter uma conversa bonita um dia no lar dos meus sogros, John e June Canfield. Os pais de Sharon incitaram-nos permanecer no mínimo uma semana de repouso, porque o jornal local tinha imprimido nosso endereço em uma matéria um dia após o tiro. Temendo que o assaltante pudesse tentar retornar e terminar o que começou, forneceu-nos a proteção e o conforto. Uma noite, Rachel sentou-se no assoalho ao lado de minha cadeira. Quis saber como eu poderia confiar em tanto em Deus no meio deste sofrimento. E perguntou por que não pode amar a Deus como achou que eu estava fazendo. Eu disse-lhe que eu tenho andado com Deus por muitos anos e ela tinha somente treze anos. Se ela continuasse a buscar a Deus, eu disse-lhe que cresceria na santidade.
Arquivado em: apologética
CONTRADIÇÕES DO MUNDO PROTESTANTE SOBRE AS IMAGENS
Por Jaime Francisco de Moura
Estátua de um anjo sobre o templo Mórmon de Salt Lake City, segundo revista “Despertai”, de 08/11/1995: exemplo de imagem em escultura no meio protestante.
Numerosos fatores dão sérias razões teológicas e litúrgicas de esperança de que as crianças mortas sem batismo serão salvas e gozarão da visão beatífica.( Comissão Teológica Internacional).
MENTIRA!
Esses lobos na pele de “teólogos” , espalham a mentira e a confusão na mente das pessoas, querem é reinterpretar o Catolicismo. Li por esses dias alguém falando que, estamos nos tornando protestantes sem ao menos percebermos e, é uma grande verdade. Infelizmente!
Esses marginais da fé, me levaram não só acreditar na não existência do limbo como e com isso, negar dois pontos extremamente importantes na Doutrina da Igreja. Com a ajuda de algumas pessoas dos blogues tradicionais( no que agradeço, Deus lhes pague!), consegui entender e perceber o meu erro, que fora ensinado por esses “teólogos” e confirmados pela sucursal protestante rc”c”, que um dia participei, DEUS ME LIVRE!
A Igreja ensina que nascemos com a mancha do pecado original( um estado herdado de Adão, no qual todo homem se encontra), exceção a Virgem Santíssima, pela Imaculada Conceição logo, Nosso Senhor Jesus Cristo, obviamente.
Necessidade do batismo: Jesus disse a Nicodemos, “ quem não renasce da água e do Espírito não pode entrar no Reino dos Céus”. Com o batismo é apagado o pecado original.
Limbo significa lugar intermediário ( limítrofe), etimologicamente deriva da palavra limite. Seria um lugar inferior em oposição ao Céu. Jamais inferno.
O limbo não é lugar de sofrimento,mas não é o paraíso a que Deus nos chama; justamente por estarem as crianças com a mancha do pecado original, lá estarão para todo o sempre, excluídas da visão de Deus.
http://www.permanencia.org.br/SimSimNaoNao/040/art1.htm
http://www.permanencia.org.br/SimSimNaoNao/045/art1.htm
http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2006-1-os-limbos.htm
http://www.capela.org.br/Artigos/limbo.htm
fonte:sucessão a apostólica
Arquivado em: apologética
“Malleus Maleficarum”
Esse livro do martelo das feiticeiras teve realmente aprovação eclesiástica??
pq pelo que os professores (sei que a maioria não é digna de crédito em relação a Igreja), tinham coisas mtoo absurdas, como por exemplo maneiras de pegar bruxas voando em vassouras, e autorizava cardeais a abusarem sexualmente de servas que estivessem longe da família no campo, e dizia que não era pecado algum!!
Quase toda quarta com certeza virei c uma pergunta diferente, dia de aula de história geral! cada quarta um novo susto!! ou uma nova piada rsrs
Quem souber fale mais sobre oq foi realmente esse livro ..
Resposta:
.
Não. Não teve aprovação eclesiástica.
.
Pura lenda o que se propala por aí.
A Igreja nunca fez uso das mediocridades desse livro, O “Malleus Maleficarum” nunca foi aprovado pela Igreja e acabou sendo inserido no Index Librorum Prohibitorum.
Confirma-se isso, lendo a biografia dos autores:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Heinrich_Kraemer
http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Sprenger
Inquirir, quer dizer indagar, investigar, consultar pessoas e não matar pessoas. A todo custo tentam mudar o significado da palavra “inquisição”, a confundindo com a crueldade dos tribunais civis.
Sobre a crueldade dos tribunais civis, H. C. Lea cita 47 bulas nas quais a Santa Sé continuamente insiste na jurisprudência que deve se observar nos tribunais eclesiásticos. Alertam para não cair na violência e injustiças freqüentes dos juízes leigos.
Uma instrução da Câmara Apostólica, de 1657 — então os processos de bruxaria somente se realizavam nos tribunais civis —, apresenta a advertência da Inquisição: “A Santa Inquisição confessa que os processos são longos para serem instruídos regularmente; ela censura os juízes pelas vexações, encarceramentos injustos, torturas. Muitos têm-se mostrado demasiado cruéis encarcerando pela mínima suspeita e têm aplicado a tortura apesar do malefício não ter sido provado”.
( Hansen, Zauberwahn…, op. cit., pp. 24s.)
autor da pergunta:pedro-http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=7651875798194937858
autor da resposta:fernando nascimento -http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=12890883198981372372
Pergunta dirigida ao Cônego José Luiz Villac: Pela Criação, conhecer a Deus Batismo de desejo e batismo de sangue
Qual o estado de uma alma não-católica ou não-cristã, quando da morte corporal? Ou seja, uma pessoa que viveu uma fé fora da Igreja, como os protestantes — ou os não-cristãos, como judeus, hindus etc. — qual o destino eterno dessas almas? Poderão ser salvas? As orações e sacrifícios da Igreja podem levá-las à salvação?
Resposta:
O que determina a salvação de uma alma é o estado de seu relacionamento com Deus no instante da morte: se ela acolheu a graça sobrenatural com a Fé, a Esperança e a Caridade, e nunca rompeu com Deus durante a vida — isto é, nunca cometeu um pecado mortal, ou, se o cometeu, teve um ato de contrição perfeita — ela estará salva, mesmo que tenha vivido toda a vida fora do grêmio visível da Igreja e nem se quer tenha sido batizada. Neste caso, ela terá recebido o que se chama batismo de desejo ou, conforme o caso, o batismo do sangue, pois sem o batismo ninguém pode entrar no Céu. Explicaremos isto melhor mais abaixo.
Posta assim a resposta em termos absolutos, resta esclarecer com que freqüência ou probabilidade essas condições absolutas se realizam na prática. E aqui a questão se complica e desdobra em numerosos aspectos.
Em primeiríssimo lugar está o dever de todo homem de reconhecer a existência de Deus e de adorá-Lo e servi-Lo como seu Criador e Senhor. Ora, depois do pecado de Adão e Eva (pecado original), a mente humana ficou obscurecida, e sua vontade debilitada. Assim, muito freqüentemente o homem nega ou duvida da existência de Deus e passa a se declarar ateu (afirma que Deus não existe) ou agnóstico (não sabe se Deus existe ou não e passa a viver como se Ele não existisse). E nisto entra uma malícia profunda, um pecado gravíssimo, que estabelece uma ruptura radical entre o homem e Deus. Porque reconhecer a existência de Deus está ao alcance de toda alma reta, como diz o livro da Sabedoria: “Pela grandeza e formosura da criatura se pode visivelmente chegar ao conhecimento do seu Criador” (13, 5).
É claro que, se o homem persistir nesta postura até o momento da morte, não poderá ser salvo, ainda que em sua vida tenha sido, como se costuma dizer, uma “boa pessoa”. Pois alguém que rompeu com Deus no fundo do seu coração é um indivíduo visceralmente ruim. Os aspectos aparentemente bons de sua personalidade apenas encobrem essa malícia de fundo, que contamina todos os seus atos internos e externos.
Obrigação de conhecer a verdadeira Fé
Ademais, o homem deve chegar normalmente ao conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Igreja por Ele fundada, e a ela incorporar-se por meio do sacramento do Batismo. Na Igreja o homem encontrará os meios necessários para alcançar a salvação: o conhecimento da verdadeira Fé, através do Magistério da Igreja, e a graça por meio dos Sacramentos.
Como o consulente se refere ao que acontece com os não-católicos, consideremos as categorias por ele mencionadas, encontráveis num país católico: protestantes e judeus. O que diremos sobre a situação num país católico vale, por extensão, para os países de minoria católica ou simplesmente não-católicos, ou até mesmo para as tribos selvagens que vivam em estado de barbárie, por não terem, porventura, entrado em contato com a civilização. Nestes casos, as dificuldades podem ser não pequenas para o conhecimento e adesão a Nosso Senhor Jesus Cristo e à Santa Igreja.
Embora dispersos pelo mundo, os judeus formam comunidades coesas em que cultivam suas tradições religiosas e culturais. Depois da rejeição de Jesus Cristo como o verdadeiro Messias, dois mil anos atrás, será muito difícil pensar numa conversão maciça antes que a hora da graça soe para eles, como está previsto na Sagrada Escritura. Algumas conversões isoladas, entretanto, se têm dado, das quais as mais famosas foram as dos irmãos Ratisbonne, no século XIX, os quais fundaram justamente uma congregação religiosa para a conversão dos seus irmãos de raça.
A pergunta do consulente é se um judeu não-convertido pode se salvar. Dado o caráter coeso e até certo ponto fechado dessa comunidade, será realmente muito difícil que um membro dela tenha condições de vencer todas as barreiras psicológicas, culturais, sociais e religiosas para aderir ao cristianismo. A ele se aplicará, pois, o que foi dito no primeiro parágrafo desta resposta: ele será julgado pela retidão de seu relacionamento íntimo com Deus — o que inclui a acolhida interior da graça sobrenatural da Fé, Esperança e Caridade — e pela observância dos Mandamentos.
Resposta análoga vale também para os protestantes. Cinco séculos de ruptura com a Igreja criaram neles obstáculos mentais de toda ordem, que exigem um esforço fenomenal — somente possível com uma ajuda especial da graça — para darem o passo decisivo da conversão. Ainda há pouco produziu profunda comoção na França a conversão ao catolicismo do pastor Michel Viot, que ocupava cargo de destaque na comunidade luterana (cfr. Le Monde, 7 de agosto de 2001).
A conversão do judeu Afonso Ratisbonne, em Roma
Como explicar que seja possível a salvação dessas almas que viveram fora do grêmio visível da Igreja? A teologia católica explica que essas almas retas, que não conseguiram superar barreiras vivenciais e culturais para reconhecer a verdadeira Igreja, se são autenticamente retas — e, portanto, se sob o influxo da graça desejaram de fato conformar suas vidas com a vontade e a lei de Deus, recebem o batismo de desejo em razão da Fé, Esperança e Caridade que, in voto (implicitamente) acolheram. Isto é, Deus as acolhe no seio da Igreja, porque esta é a comunidade de todos os autênticos filhos de Deus.
A fortiori se, sob o influxo da graça sobrenatural e por um motivo de verdadeira caridade, uma dessas almas derramou o seu sangue em defesa de um princípio da lei natural, isto é, da lei inscrita por Deus na natureza. Ou mesmo se algum não-católico for intimado, sob ameaça de morte, a renegar a Deus, ou mais especificamente sua fé em Jesus Cristo, e, movido por uma graça de caridade sobrenatural, recusar-se a fazê-lo, sendo por isso morto, ele recebe o batismo do sangue, porque in extremis terá confessado a Deus ou Jesus Cristo.
Não se trata aqui de uma subtileza teológica para explicar o princípio de que fora da Igreja não há salvação, mas da realidade profunda do relacionamento das almas com Deus, que só Deus conhece. E Deus acolhe essas almas verdadeiramente retas na Igreja triunfante, que é a comunidade dos eleitos.
De todo o dito, não se conclua que esses fatos são corriqueiros. Se já é tão difícil para nós, católicos, com todo o socorro dos ensinamentos e dos sacramentos da Igreja, nos mantermos fiéis a Deus e à sua lei, quanto mais difícil será para aqueles que não têm a dita de pertencer à Igreja católica.
De qualquer maneira, para Deus nada é impossível, e Ele pode salvar também aqueles que, sem culpa pessoal, não conheceram a verdadeira Igreja e viveram nesta vida afastados exteriormente dela, mas que, com o socorro da graça interior, foram fiéis aos Mandamentos da Lei natural e sobrenatural de Deus, nos termos indicados acima.
Sem dúvida, como sugere o missivista, as orações e sacrifícios que nós católicos façamos podem beneficiar essas almas retas espalhadas pelo mundo, que não tiveram a graça enorme de chegar ao conhecimento da única e verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja católica.
Arquivado em: apologética
Neste outro capítulo de calúnias, o embusteiro “pastor” caiu do cavalo pela falta de conhecimento sobre títulos dos cargos da Igreja. E até inventou “fábulas” para dedicá-las a Igreja. Desmascaremo-lo.- O omisso “pastor’, da religião que tinha um exército armado chamado “LIGA DE ESMALCADA” em 1531, e que em 15 de julho de 1570, degolaram os jesuítas, resolve diante de suas omissões acusar os Papas de: “organizarem exércitos, derramarem sangue e tornarem-se políticos”. – Resposta: Os Papas nunca organizaram exércitos. Quando os civis se reuniram para defender-se dos hereges e invasores daqueles tempos, era a própria sociedade em defesa da fé. Quando houve exageros foi pela ausência do controle do Papa, que não tolerava a violência. Político Jesus também foi, como fazem os Papas, só não se metem em política vulgar. Já as seitas do “pastor” não podem ver uma eleição e logo se candidatam de vereador a presidente, tem até uma sinistra “bancada evangélica sanguessuga”. Diz as Escrituras, “a boca fala do que lhe transborda do coração” (Mt 12, 34).O embusteiro “pastor”, que pertence á uma dita “igreja evangélica”, alemã, americana holandesa ou inglesa, que não existe em página alguma da Bíblia, dizia: “O Catolicismo por ser latino adotou títulos espanhóis e italianos, que resultaram numa hierarquia. Esses títulos nada tem a ver com o Cristianismo ou com o Novo Testamento, é criação do sistema deles”. – Resposta: Pergunto: Como o “pastor” acredita na Bíblia, se a palavra “Bíblia” não se encontra em toda a Escritura, e é “criação do sistema” dos Papas, orientados pelo Espírito Santo (Jo 14,26)? Respondo: ele só acredita no que convém. Como a palavra “católico” diz, o catolicismo é universal, Pedro fundou a sede da Igreja em Roma, e o idioma de Roma é que é latino. Está sim, na Bíblia a palavra “Bispo” que é o mesmo que Pai (Papa) =Cardeal =Núncio, etc. Como também está na Bíblia “Sacerdote”, “Presbítero”, que é o mesmo que Padre, Frei, Monge, etc. E estes títulos, traduzidos por outras palavras sinônimas conforme a língua, tanto tem a ver com o cristianismo, que Deus os designou para administrá-lo. (At 20,28), (Hb 5,1), (Hb 7,1).- Cego por caluniar os cargos da Igreja, ele até atacou os cargos de “BISPO” e “SACERDOTE”, dizendo que: “Sacerdote é termo do paganismo e do judaísmo.” – Desmascaramo-lo com as Escrituras: “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho, sobre que o Espírito Santo vos constituiu BISPOS, para apascentardes a Igreja de Deus a qual santificou pelo seu próprio sangue” (At 20, 28). – Blasfemava o “pastor”, insinuando que Cristo era pagão por ser também “SACERDOTE”. Está na Bíblia: “Tu és SACERDOTE eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.” (Hb 5,6). – Respondo ainda com o Cristão primitivo, Santo Inácio de Antioquia, (ano 110), que já descrevia assim, os cargos iniciais da Igreja de Cristo: “Assegurem, portanto, que se observe uma Eucaristia comum; pois há apenas um Corpo de Nosso Senhor, e apenas um cálice de união com seu Sangue, e apenas um altar de sacrifício – assim como há um bispo, um clérigo, e meus caros servidores, os diáconos. Isto irá assegurar que todo o seu proceder está de acordo com a vontade de Deus.” (carta aos Filadelfos IV – ano 110). Acabam assim os blefes do “pastor” sobre os cargos da Igreja de Cristo.- Desesperado, ele até tentou atacar os padres, mas foi em vão, dizia: “padre, o mesmo que pai, é o que deveriam ser tendo esposa, filhos e lar.” – Resposta: o celibatário São Paulo assim escreveu em sua carta: “O solteiro (Padre) cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor; – mas o que é casado (“pastor”) cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher.” (1Cor 7,32-33). Pegue sua Bíblia e confira mais em: (1Cor 7, 7-8), (Mat 19,12), (Apo 14,4-5). O padre é pai espiritual e o “pastor” é pai dos filhos da sua mulher. Essa é a imensa diferença. E não me venham eles com versículos mal interpretados e distorcidos.Adiante, mentindo e se afastando cada vez mais de Cristo, o embusteiro “pastor”, sofisma, inventa títulos para os Papas e os acusa de serem “obsecados (sic) por títulos”. Citava que se intitulam: “Salvatore, Filius Dei, Sacratissímus Dominus Noster, Pontíficie Maximus, Augustos (digno de ser adorado) e outros superlativos que os distancia de Cristo”. – Resposta: Estes nunca foram títulos usados pelos Papas que se chamam na imprensa: “SERVOS DOS SERVOS”, “BISPOS DE ROMA”, “VIGÁRIO DE JESUS CRISTO”, PATRIÁRCAS DO OCIDENTE”, “SUA SANTIDADE”. Desmascaremos agora o sofisma do “pastor”: Ele escreveu “Salvatore”, para insinuar que o Papa se diz salvador, ele escreveu “Fílius Dei”, para pregar que o Papa quer ser “Jesus”; ele escreveu “Sacratissímus Dominus Noster “ para colocar o Papa no lugar de Cristo; ele escreveu “Pontíficie Maximus”, para novamente colocar o Papa no lugar de Cristo; ele escreveu “Augustos (digno de ser adorado)”, para enganar você leitor, pois “Augusto” no dicionário, vai de “Respeitável” a “Solene”, nada de “adorado”. Cai o sofisma do “pastor”.À seguir, ele falando do que não entende, escorrega, julgando que não há harmonia entre as Ordens religiosas Católicas por serem diferentes. – Resposta: que fiasco, meu caro “pastor”! Que pena que o senhor não sabe que as ORDENS são ministérios que tratam assuntos diferentes, mas todas em comunhão com a unidade da Igreja Católica de Jesus Cristo. Coisa que não acontece com a DESORDEM das seitas, como a do “pastor. Ele vilipendiando as ORDENS, gratuitamente acusou os Jesuítas de “belicosos”, escondendo que foram os BELICOSOS protestantes que degolaram os humildes jesuítas em 15/07/1570 (Enciclopédia Microsoft Encarta 99).- Adiante, ele caluniava dizendo: “Rui Barbosa dizia que ‘A Igreja Católica é uma religião de FÁBULAS’ e o apóstolo Paulo mandava regeitá-las.(sic) (l Tim. 4:7)”.– PURA CALÚNIA! Rui Barbosa nunca falou essa asneira. Ele sim, para estrebucho geral dos “evangélicos”, ao fim da vida disse: “Estudei todas as religiões do mundo e cheguei a seguinte conclusão: religião ou a Católica ou nenhuma.” (Livro Oriente, de Carlos Mariano M. Santos (1998-2004) – Art 5). Este mesmo Rui Barbosa foi elogiado pelo Papa João Paulo II, quando de sua visita a Campo Grande, em 1991. Quanto as “fábulas” citadas pelo vil “pastor”: em (1Tim. 4,7) o apóstolo Paulo na verdade manda rejeitar as “FABULAS PROFANAS das velhas”, ou seja, que não diz respeito à religião. Como pregar o evangelho sem as parábolas (que é o mesmo que fábulas) de Jesus??? São Paulo mandou mesmo foi se afastar de quem como o “pastor”, promove dissensão (divisão da fé), isso o “pastor” não leu (Rm 16,17,18).- Ao contrário do que vemos nas seitas, na Igreja Católica não há espaço para fábulas profanas, nem falsos milagres. Tudo antes de ser proclamado é exaustivamente analisado por 76 médicos e respeitados cientistas, para isso o Vaticano tem quatro Academias Pontifícias em Ciências com 25 Nobel´s. Só é declarado milagre o que a ciência atesta. Desmascaremos abaixo, o que o precipitado “pastor” enumerou como “fábulas” da Igreja. Dizia Ele:“1 – Os anjos conduziram pelas nuvens a casa de Nossa Senhora de Loreto desde a Palestina até a Itália. Devido a esse “milagre” ela é padroeira dos aviadores!” – Resposta: Puro engano do embusteiro. Quem trouxe a casa de Nossa Senhora à Loredo foi uma família Cristã de sobrenome “dos anjos”. Este dado está de acordo com o que dizem os estudiosos do início deste século. Afirmam eles, com efeito, ter lido esta notícia em outros documentos do Arquivo Vaticano. Neles se lia que uma família Bizantina chamada “dos Anjos”, em latim, “De Angelis”, no século XII, salvou da destruição muçulmana, as pedras da Santa Casa de Nazaré, e as mandou trazer para Loreto a fim de construir ali a Capela. Provavelmente do nome da família “dos Anjos” ( DE ANGELIS ) do aforismo surgiu o engano do “pastor”, de que a Santa Casa veio para cá conduzida pelos anjos. Buscando a verdade dos fatos, autoridades governamentais, eclesiásticas, científicas e técnicas da época, nada constataram de fictício ao analisarem as fundações que permaneceram em Nazaré ou na própria casa. No dia 10 de dezembro de 1995, dia de Nossa Senhora de Loreto, como parte dos festejos dos 700 anos de devoção à Virgem, foi lançado pelos Correios o selo comemorativo desse acontecimento. Nossa Senhora de Loreto é a Padroeira dos Aviadores a pedido do Exmo. Sr. Ministro da Aeronáutica, em carta datada de 10/08/70 à Sua Emª, o cardeal D. Jaime de Barros Câmara, pede, que seja solicitada junto à Sua S. o Papa Paulo VI, no sentido de que esta igreja seja proclamada Santuário Nacional de Nossa Senhora de Loreto, Protetora da Aviação Brasileira Civil e Militar. O que foi concedido pelo Papa, em 08/10/70. (http://www.loreto.org.br/loreto.asp), (Zenit (29/03/2006).Isso acaba com a primeira fábula do embusteiro “pastor”, que se desdobra em calúnias, coloca palavras na boca dos outros e levanta falso testemunho contra a Igreja. – Fantasiava ele a seguir, sobre o exemplar Padre Anchieta:“2 – O padre Anchieta navegava de barco, sendo molestado pelo sol, surgiram pássaros que voaram em formação, fazendo sombras sobre sua cabeça. Este “Milagre” consta no processo de sua canonização!” – Resposta: Isto não consta no processo de sua canonização, pois seria um “milagre” a si próprio. Os milagres atribuídos ao padre Anchieta consta de bebês que sendo enterrados vivos pelos índios por serem filhos de brancos que estupravam índias, eram desenterrados vivos pelo padre morrendo apenas só depois de batizados. – Seguia o embusteiro:“3 – Em Portugal uma jovem roubava ouro e jóias de uma Mansão para dar aos pobres. Quando surpreendida, revistaram sua cesta, então houve o “milagre”, as jóias roubadas transformaram-se em flores! – Essa jovem foi canonizada!”. – Resposta: Note que a sua suposta “canonizada”, nem nome tem. Esta é outra fábula inventada pelo velhaco “pastor”, já que na Igreja Católica ninguém é venerado por roubo, como é a “bancada evangélica” da religião do “pastor” que chefiava a quadrilha dos “Sanguessugas” das ambulâncias. – Dizia ainda o vilipendiador:“4 – Numa gruta na Bahia há sinais de pés de uma criança, bem forjados! ‘Naquela gruta o menino Jesus refugiou-se quando perseguido por Herodes!’ Anualmente chegam naquela gruta centenas de romeiros; a Igreja diz que o povo é “simples e ignorante”, mas os padres estão presentes, tirando proveito dessa situação espiritual miserável em que se encenara nossa gente!” – Resposta: Sua gente usa paletó e se candidata à político usando o nome de Deus para enganar o povo simples, “pastor”. Diferente do que o senhor pensa, a Igreja não compactua com as crendices populares. Se o senhor estudasse a história do Brasil, saberia que os padres já estavam na Bahia, capital da antiga “Terra de Santa Cruz”, mesmo antes dos “brasileiros” existirem. Portanto NÃO CALUNIE dizendo que os padres estão presentes só para tirar proveito como fariam os “pastores” que vendem Bíblias para analfabetos. A história que o “pastor” narra é da cultura popular e não “fábula” da Igreja. – E continuava ele:“5 – Como a Igreja não sabe quando as almas saem do purgatório e cobram “Missas de intenção” sucessivamente, criaram uma lenda para desencargo de consciência que diz: “Nossa Senhora do Carmo, no primeiro sábado de cada mês, deixa o céu e vai até o purgatório tirar algumas almas privilegiadas!”” – Resposta: Do mesmo modo que o “pastor” não sabe o dia que o mundo acabará, é Deus quem sabe quando as almas saem do purgatório e não a Igreja. E bem diferente do que ele fala, a Igreja NÃO cobra “Missas de intenção SUCESSIVAMENTE”, é geralmente grátis e NÃO CRIA LENDA para “desencargo de consciência”. Sua acusação, os críticos consideram espúria, isto é, NÃO AUTÊNTICA, a bula de João XXIII em que se fala deste privilégio sabatino de ficar livres do inferno e do purgatório no primeiro sábado após a morte. Na verdade, na bula de 11/02/1950, o Papa Pio XII apenas convidava a “colocar em primeiro lugar entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”, apenas isso, e isso não é fábula. (Um santo p/ cada dia – M. Sgarbossa, Paulus, pág. 223) – Seguia o “pastor”:“6 – Seis padres belgas e um holandês da Ordem dos Bolandistas investigam oficialmente a história dos Santos {Hagiografia} (…) O porta voz deles Van OMMESlLAEGHE anunciou que “Santa Catarina nunca existiu”, foi uma fábula da Igreja.” – Resposta: PURA CALÚNIA! Os jesuítas belgas conhecidos como Bolandistas, subordinados ao Papa, apenas investigam e eliminam a parte lendária, de modo a restaurar o relato da vida dos santos, o mais fiel possível à realidade comprovável. É uma “fábula” a estória do “pastor” de que estes teriam alegado que Santa Catarina nunca existiu. Nos livros hagiográficos, concluídos pelos Bolandistas, existem 04 Santas Catarinas autênticas. Santa Catarina da Suécia, Santa Catarina de Alexandria, Santa Catarina de Gênova e Santa Catarina de Sena. Todas pessoas distintas que viveram em épocas diferentes, em lugares diferentes. Portanto “pastor”, sua calúnia acabou aqui. Desde então proclame esta verdade e se envergonhe de sua mentira. (Um santo para cada dia, Mario Sgarbossa – Luigi Giovannini , pág 93, 377,159, 133, Ed. Paulus). Continuava o embusteiro:“7 – Os Carmelitas supunham que sua Ordem teve origem com o Profeta Elias no Monte Carmelo ha 900 anos antes de Cristo! Agora estão revoltados com os Bolandistas, porque eles descobriram que a Ordem dos Carmelitas é recente, datando do ano 1.160 Depois de Cristo. (Do nosso, arquivo)”. – Resposta: PURA CALÚNIA! Jogue esse “arquivo” protestante no lixo. A Ordem Carmelita não se julga tendo origem com o profeta Elias, apenas o tem por patriarca modelo, por este ser o primeiro a orar no Monte Carmelo (1Reis 18,42). Os monges no ano 93 d.C., destruíram sua antiga casa e construíram uma capela sobre o Monte Carmelo, perto da fonte de Elias, em honra a primeira Virgem voltada a Deus. Portanto, é uma balela dizer que os Carmelitas tenham se revoltado com os Bolandistas, que muito menos afirmaram que os Carmelitas são datados de 1.160 d.C. (Um santo para cada dia, Mario Sgarbossa – Luigi Giovannini , pág 223, Ed. Paulus). E assim caem todas as “fábulas” inventadas pelo embusteiro “pastor”. Diz a bíblia dele: “… a Igreja é coluna e firmeza da verdade” (1Tim 3,15). Se a lê-se teria se poupado deste mico.
fonte:blog calúnias contra a igreja
autor:oswaldo de paula garcia
Vou começar com uma coisa que acho muito importante..Quem foi a cidade dividida em 3..3 flagelos em um só dia.Apc !8,8 “Por isso num só dia virão sobre ela às pragas: Morte, pranto, fome”.Ela será consumida pelo fogo porque forte é o Senhor que a condenou.Ezequiel dividiu a cidade de Jerusalém simbolicamente em 3 partes para mostrar a destruição total dela. (Eze 5,1-5)1-E tu, filho do homem, toma uma navalha afiada, à maneira de navalha de barbeiro, e passa-a sobre a cabeça e na barba; em seguida colocarás numa balança os cabelos que houveres cortado. 2. Queimarás um terço no meio da cidade, logo que tiver decorrido o tempo do assédio; tomarás outro terço, e o cortarás com a espada, em derredor da cidade; o último terço, dispersá-lo-ás ao vento, e sacarei da espada contra eles. 3. Reservarás, entretanto, pequena quantidade que guardarás na dobra do teu manto, 4. Mas guardarás ainda uma parte para arremessá-la ao fogo e queimá-la. É de lá que sairá a chama. 5. E dirá a toda a casa de Israel: oráculo do Senhor Javé. Trata-se de Jerusalém, que eu tinha situado em meio às nações, tendo em derredor os povos pagãos
Olhem que interessante em.( Jeremias 6 ,1)Fugi, filhos de Benjamim, para longe de Jerusalém! Tocai as trombetas em Técua, erguei uma flâmula no alto de Betacarém! Porque dos lados do setentrião surge uma desgraça, uma grande calamidade.Comparem com(Apc 18, 4 )4. Ouvi outra voz do céu que dizia: Meu povo, sai de seu meio para que não participes de seus pecados e não tenhas parte nas suas pragas.E as coincidências não terminam das muitas descobertas que fiz vou compartilhar com vcs, mas uma.Em Ezequiel 9 Castigo de Jerusalém podemos ler nos versículos 4-6 A marca que Deus colocou na fronte dos fies que não faziam parte das abominações do povo de Jerusalém.4. e lhe disse: Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem. 5. Depois, dirigindo-se aos outros em minha presença, disse-lhes: Percorrei a cidade, logo em seguida, e feri! Não tenhais consideração, nem piedade. 6. Velhos, jovens, moços, moças, crianças e mulheres, matai todos até o total extermínio; precavei-vos, todavia, de tocar em quem estiver assinalado por uma cruz. Começai por meu santuário. Começaram pelos anciãos que encontraram defronte ao templo.O interessante é que vemos em apocalipse quase que uma continuação do que aconteceu em Ezequiel.(Apc 14,1) mas leiam até o versículo 5 .1. Eu vi ainda: o Cordeiro estava de pé no monte Sião, e perto dele cento e quarenta e quatro mil pessoas que traziam escritos na fronte o nome dele e o nome de seu Pai.
Sobre a divisão ..uns morreram de ao redor dos muros de Jerusalém mortos pelos romanos , uns morreram de fome e sede .. os que conseguiram sobreviver foram dispersos expulsos de Jerusalém.. uma divisão simbolica..
pergunta:celibato na idade média
na última aula de história segundo o professor qdo a Igreja instituiu o celibato obrigatório lá pelo séc XII, os padres que eram casados ou deixavam o ofício ou se divorciavam!! procede??
resposta: a Igreja sempre foi a favor da família e o divorcio não tem relação nenhuma com o celibato…Na época da Igreja apostólica, o celibato possui um valor positivo e é reconhecido como estado de vida ao lado do matrimônio. Tanto um como o outro eram vistos como carismas particulares. É possível que tenham havido casos de matrimônios “espirituais”, em que homem e mulher viviam juntos como irmãos (Paulo fala de uma situação como esta em sua primeira epístola aos Coríntios, por volta do ano 57). No final do séc. I e no séc. II existem muitos homens e mulheres celibatários (ascetas e virgens) “em honra da carne do Senhor” (Inácio de Antioquia). A princípio, havia uma ambigüidade entre a virgindade e o estado de viuvez permanente. Por volta de 150, Justino se refere a homens e mulheres que se conservaram “incorruptos”, alcançando a idade de 60 ou 70 anos. O mesmo diz Atenágoras, em torno do ano 177. Apesar disso, ainda não existe no séc. II uma forma definida para o celibato cristão.Na virada do segundo para o terceiro século, sob influência da gnose e do encratismo, surgem apologias a favor do celibato como estado de vida melhor do que o matrimônio. Clemente de Alexandria defende a santidade do casamento e ensina que a continência só é virtuosa quando vivida por amor a Deus. Aos poucos começa a se impor um novo ponto de vista, que considera a virgindade como uma forma de matrimônio místico com o Senhor. Após o ano 200, as “virgines Deo devotae” usam véu para indicar suas núpcias espirituais (Tertuliano, Sobre a oração, 22, escrito entre 200 e 206). Mas o voto de virgindade não possui caráter de ordenação, como atesta Hipólito em sua Tradição Apostólica.
Para Orígenes (que havia se castrado depois de ler Mt 19,12, detalhe peculiar) a virgindade supera o matrimônio porque enquanto este é figura da união de Cristo com a Igreja, aquela é sua realização mística e mais perfeita. Novaciano compara a virgindade com o estado angélico e Tertuliano leva ao extremo a sua exaltação, influenciado pelo montanismo. Cipriano vê a consagração virginal como esponsais com Cristo. Ele é o primeiro a usar o termo “virgindade” para se referir ao celibato masculino. Metódio de Olimpo (+311) fala dos celibatários Elias, Eliseu, João Batista, João Evangelista e Paulo, entre outros.A Igreja síriaca, até o séc. III, conserva o costume do celibato em família (os filhos consagrados permaneciam com os pais). Efrém reagirá contra esta prática. Hilário de Poitiers chamará de caelebs o não casado por razões de fé e de coelibatus o seu estado de vida.Atanásio (295-373), que conhece o ideal monástico de Santo Antão, define o matrimônio como “via mundana”, enquanto a virgindade é o caminho mais eficaz para alcançar a perfeição.Quando se encerrar o terceiro século, o celibato terá finalmente encontrado seu lugar na vida e na espiritualidade cristãs: estado superior ao casamento, comparado com a condição angélica, esponsais com Cristo, núpcias místicas, oferecimento total e perfeito a Deus. O monaquismo lhe dará forte impulso.No ano 300, o Concílio de Elvira, na Espanha, determina a obrigatoriedade do celibato para os padres e bispos da província. Com o passar do tempo esta disciplina se estenderá a toda a Igreja.FONTE: http://www.bibliacatolica.com.br/historia_igreja/30.php
Corrigindo o professor do “celibato obrigatório lá pelo séc XII”:.O CELIBATO é Bíblico: (1º Cor, 7, 32-34) “ E bem quisera eu, que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor; mas o que é casado cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher”..Tertuliano, cristão primitivo, falecido pelo ano 222, já dizia em sua obra “os clérigos são celibatários voluntários.” (Apologética 197)..A verdade histórica é que, o celibato clerical, já praticado voluntariamente, foi apenas sancionado na Igreja latina, mediante os decretos aprovados nos concílios de Elvira em 306, e de Roma em 386. Eis as provas:.ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA: “… Por volta de 306 Reuniram-se em Elvira (antiga cidade perto de Granada. Espanha), 19 bispos e 24 presbíteros da península ibérica que decretaram o celibato do Clero… “. Verbete “Concílio”.ENCICLOPÉDIA TIO SAM: “… Já no século IV, quando do Concílio de Elvira, começou-se a promover na Igreja Católica, o celibato entre os padres. Neste concílio provincial (Elvira era uma cidade romana, junto a Granada) foi imposta a “continência sob pena de degradação”. Verbete “Celibato”..
No rito oriental, há séculos, há muitíssimos voluntários padres casados, vivos e falecidos, e nunca viúvas exigiram idenizações à Igreja. Puro embuste.
Em nenhum dos casos permite-se o casamento de padres. No rito oriental, (antes da ordenação), casados podem ser padres; padres não podem casar. – Nas igrejas orientais, há a opção. Antes de se ordenar, o padre decide se vai ser celibatário ou se vai casar. Uma vez ordenado, o padre não pode mais casar. No Líbano, metade dos padres é casada, metade não.O apóstolo Paulo celibatário, escrevendo à Timóteo, também celibatário, já respeitava a cultura muitas vezes de bigamia dos homens orientais, preferindo diante da falta de solteiros, os sóbrios casados com uma só mulher:(I Timóteo 3,2)“Pois é preciso que o bispo seja irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio, ponderado, educado, hospitaleiro, apto para o ensino;”Eis a sintonia antiga com a tradição daquela região.
s Cruzadas
D. Estevão bettencourt, osb
Por “Cruzadas medievais” entendemos, as expedições empreendidas pelos cristãos do Ocidente para libertar do domínio muçulmano o S. Sepulcro de Cristo em Jerusalém. Têm início em fins do séc. XI (1095) e terminam em 1291, quando os últimos bastiões dos cruzados no Mediterrâneo oriental sucumbiram sob os ataques dos turcos. Recobrem, pois, os séculos XII e XIII. Verdade é que houve expedições bélicas para libertar a Terra Santa ou o Oriente da Europa ameaçado pelos turcos também nos séculos XIV e XV, como antes de 1095 se falava de reconquistar a Espanha ocupada pelos árabes… Antes de entrarmos no tema propriamente dito, importante observação deve ser feita, a saber: não se pode entender um episódio do passado sem se reconstituírem previamente o quadro geral respectivo e as categorias de pensamento dos atores desse episódio. A propósito damos a palavra a Profª. Regine Pernoud no seu livro “Les Croisades” (Paris 1960, p. 7): “É de notar quanto a historiografia nos tempos modernos se tornou moralizante e quão poucos historiadores resistem à tentação de se transformar em juizes e censores dos acontecimentos que eles referem. Ora os julgamentos que os historiadores possam proferir sobre o passado, arriscam´se muitas vezes a ser inadequados ou injustos, porque, sem que o próprio estudioso tenha sempre consciência disto, ele julga segundo critérios que datam da sua época, e não da época analisada. Especialmente estranho é o fato de que esse moralismo histórico se tenha propagado precisamente nos séculos XIX e XX, quando se registra admirável esforço em prol da historiografia objetiva, imparcial configurada às ciências exatas, que seguem métodos rigorosos. Os julgamentos dos historiadores acarretam o inconveniente de introduzir um dos elementos mais subjetivos, ou seja, as opiniões políticas ou religiosas abraçadas pelo estudioso… Essas sentenças arbitrárias, simplistas demais para poder ser verídicas, não provém do fato de que em geral o estudioso está mais apressado para julgar do que para compreender?’ Conscientes do valor destas advertências, procuraremos, nas páginas que se seguem, antes do mais compreender ´ o que não significa legitimar indistintamente os fatos narrados.
Causas da “Viagem da Cruz”
O fundo de cena histórico
1 ´ O termo “Cruzada” mesmo nunca ocorre nos documentos medievais; é vocábulo posterior, como também moderno é o vocábulo corporação, utilizado de maneira um tanto inadequada quando se fala de instituições medievais. Na Idade Média falava´se de “caminho de Jerusalém, passagem, viagem, via da cruz, peregrinação”. É, pois, a partir deste vocabulário que havemos de começar o estudo do que posteriormente foi chamado “Cruzadas”. “Peregrinação” é uma das práticas mais ancoradas na Bíblia ou ´ ainda ´ na tradição judaica, na tradição cristã e na tradição muçulmana; ver Deuteronômio 16,16; Lucas 2,41. Em particular, a peregrinação a Jerusalém e aos lugares santos da Redenção do gênero humano foi sempre uma das expressões de fé mais caras aos cristãos. No séc. IV após a era das perseguições, quando o Cristianismo começou a usufruir de liberdade no Império Romano, vê´se a lmperatriz Helena, mãe de Constantino, ir à Palestina para descobrir e restaurar os testemunhos da vida, da morte e da ressurreição de Cristo, que haviam sido sufocados pela ocupação romana a partir de 70 e, máxime, após 135 d.C. Pouco depois de Helena, mãe de Constantino, tem´se a figura de S. Jerônimo (†421), que resolveu estudar a Bíblia na Terra Santa, estabelecendo´se na gruta de Belém. Aos paucos, no país biblico foram´se constituindo numerosos mosteiros de homens e mulheres, que queriam beneficiar´se do contato com os lugares sagrados. Do séc. IV em diante, o movimento de peregrinações a Terra Santa não cessou entre os cristãos: Jerusalém, Roma e Compostela eram os principais pontos de atração da piedade. Têm´se mesmo ainda hoje numerosos “Itinerários” de Terra Santa escritos em latim através dos séculos por cristãos de nomeada, como o peregrino de Placência, Silvia, Etéria… Na ldade Média tão arraigado era o hábito de peregrinar que até mesmo o servo da gleba (o homem estatico por excelência, porque ligado ao campo, que ele não podia deixar e que ninguém tinha o direito de Ihe tirar) gozava do direito de sair da sua terra para realizar uma peregrinação, sem que ninguém se Ihe opusesse.
2 ´ No séc. VII a expansão árabe fez perecer as numerosas comunidades cristãs esparsas pela Síria, a Palestina, o Egito, o norte da Africa. Jerusalém em 638 foi ocupada e, em parte, transformada em cidade Árabe muçulmana. As condições dos cristãos.que lá viviam ou que lá iam ter a fim de visitar os lugares santos, tornaram´se difíceis, embora oscilantes segundo as épocas; a tensão do ambiente foi as vezes abrandada por acordos, como, por exemplo, os de Carlos Magno († 814) com o califa Haroun al´Rachid; esses pactos, porém, nem sempre foram respeitados, como no caso do califa Hakim, fundador da religião drusa, que em 1009 mandou destruir a basílica do S.Sepulcro em Jerusalém e durante dez anos moveu perseguição a cristãos e judeus. Pouco depois, ou seja, a partir de 1055, os Turcos seleucidas entraram no próximo Oriente. Em 1071, Jerusalém caia em suas mãos. Os cristãos, em conseqüência, sofreram opressão. Os peregrinos que voltavam da Terra Santa, narravam no Ocidente a ingrata situação em que se achavam os irmãos e os santuários na Terra Santa de Cristo. As condições de peregrinação eram extremamente penosas. Os relatos falam de peregrinos colocados no cárcere, seqüestrados em troca de dinheiro, torturados, durante a viagem para a Terra Santa. Uma das crônicas mais impressionantes era a da peregrinação de Bünther, bispo de Bamberga (Alemanha), que, com milhares de companheiros, a pequena distância de Jerusalém, sofreu duro ataque dos beduínos da região durante três dias. Certamente muitos episódios e casos particulares circulavam de boca em boca na Europa a respeito do que ocorria em Jerusalém e nos arredores; tais episódios constituiam o teor do que o cristão podia conhecer a respeito da Terra Santa. Dessas informações temos um espécimen ainda hoje numa crônica de Guilherme de Tiro, historiador do século XII: “Aconteceu, por permissão de Nosso Senhor e para provação do povo, que um homem desleal e cruél se tornou senhor e califa do Egito. Tinha por nome Hakim e quis ultrapassar toda a malícia e a crueldade que tinham estado em seus ancestrais. Ele foi tal que os homens da sua lei o tinham também na conta de eivado de orgulho, de furor e de deslealdade. Entre outras deslealdades, mandou abater santa igreja do sepulcro de Jesus Cristo, que fora construída anteriormente por ordem de Constantino Imperador, pelo patriarca de jerusalém chamado Máximo e que fora refeita por Modesto, outro patriarca do tempo de Heráclio.53 Então começou a situação de nossa gente a ser muito mais dura e dolorosa do que fora, pois grande luta lhes entrara no coração por causa da lgreja da Ressurreição de Nosso Senhor, que eles viam assim destruída .Doutra parte eram dolorosamente sobrecarregados de impostos e tarefas, contra os costumes e os privilégios que eles haviam recebido dos príncipes incrédulos. Até mesmo o que jamais lhes fora imposto, chegou a ser lhes proibido: a celebração das suas festas. No dia que soubessem ser a maior festa dos cristãos, eles (os drusos) os obrigavam a trabalhar mais sob o jugo e a força; proibiam´lhes (aos cristãos) sair das portas de suas casas, em que eles eram encerrados para que não pudessem celebrar festa alguma. Em suas casas mesmas não gozavam de paz nem segurança, pois se atiravam sobre elas grandes pedras e pelas janelas lançavam excrementos, lama e toda espécie de lixo. Se acontecesse que alguns cristãos dissesse uma só palavra capaz de desagradar a esses incrédulos, logo, como se tivesse cometido um morticínio,era arrastado à prisão e Ihe cortavam o pé ou a mão, ou podiam todos os seus bens ser confiscados pelo califa …Muitas vezes, os incrédulos tomavam os filhos e as filhas dos cristãos em suas casas e com eles faziam o que queriam;ora mediante adulação os incrédulos constrangiam muitos jovens a renegar a fé…Os bons cristãos esforçavam´se por sustentar tanto mais firmemente a sua fé quanto mais eram maltratados. Seria longo contar todos os vexames e as desgraças em que o povo de Nosso Senhor se encontrava então. Eu vos contarei um episódio, para que mediante esse possais compreender muitos outros. Um dos incrédulos, malicioso e desleal, que odiava cruelmente os cristãos, procurava certa vez um meio de os fazer morrer. Viu que a cidade inteira (Jerusalém) tinha grande honra e reverência pelo Templo que fora refeito54… Diante do Templo há uma praça que se chama a esplanada do Templo, que eles (os muçulmanos) guardavam e mantinham limpa, como os cristãos mantém limpas as suas igrejas e os seus altares. Esse incrédulo desleal tomou de noite, sem que alguém o visse, um cão morto, pútrido e fétido, e colocou´o nessa esplanada, diante do Templo. De manhã, quando os homens da cidade foram ao Templo para orar, encontraram esse cão. Fez´se então um grande grito, rumor e clamor por toda a cidade, a ponto que só se falava do ocorrido. Reuniram´se e não tiveram dúvida em dizer que os cristãos haviam feito isto. Todos concordaram em passar ao fio da espada todos os cristãos; já estavam mesmo desembainhadas as espadas que a todos deviam cortar a cabeça. Entre os cristãos havia um jovem de coração generoso e de grande piedade. Falou ao povo e disse: ‘Meus senhores, verdade é que não tenho culpa alguma no que aconteceu, como aliás nenhum de nós a tem; isto, eu o dou por certo. Mas será extremamente doloroso se morrerdes todos assim e se todo o Cristianismo se extinguir nesta terra. Por isto pensei em vos libertar a todos com o auxílio de Nosso Senhor. Apenas vos peço duas coisas pelo amor de Deus: que oreis por minha alma em vossas preces e que tomeis sob os vossos cuidados e reverência a minha pobre família. Pois eu assumirei a causa sobre mim e direi que fui eu que fiz aquilo de que acusam a todos nós!’ Os que lamentavam morrer, tiveram grande alegria então e prometeram ao jovem fazer orações e honrar os seus familiares de tal modo que estes, no domingo de Ramos, trouxessem sempre a oliveira, que significa o Cristo, e a colocassem em Jerusalém. ´ O jovem, portanto, foi ao encontro dos injustos e disse que os outros cristãos não tinham culpa alguma no ocorrido e que ele era o autor da façanha. Quando os incrédulos ouviram isto, puseram em liberdade todos os outros, e somente ele teve a cabeça talhada. “ Faça´se o desconto devido possivelmente ao estilo panegirista do cronista… É certo, porém, que ainda no séc. XII havia em Jerusalém uma família encarregada de fornecer aos fiéis as palmas para o domingo de Ramos, em memória (diziam) da dedicação desse antepassado generoso, que se teria sacrificado em prol da comunidade.
Concepções e características medievais
1 ´ Note´se agora que os relatos corcernentes aos vexames da Terra Santa ecoavam nos ouvidos de sociedade e povos caracterizados por dois traços profundamente marcantes:
a) Eram populações nas quais todos os indivíduos (com raras exceções, que confirmavam a regra) tinham ´ ou ao menos julgavam ter ´ e professavam a fé cristã. Essa fé não procedia de uma autoridade exterior (do Papa ou do Imperador), mas era uma convicção profundamente ancorada no coração de todos. Os valores da fé eram, para esses homens, o que fazia que a vida valesse a pena de ser vivida. O calendário da vida pública, as catedrais românicas e góticas, os nomes de acidentes geográficos e instituições, além de numerosos outros dados, atestam. o profundo impacto que a mensagem da fé causava sobre os povos medievais, ritmando as minúcias da vida cotidiana. Não há dúvida, a fé dos medievais era muito propensa a demonstrações exuberantes, como também a dar crédito a visões, aparições, feitos extraordinários, sinais retumbantes de Deus… Ao lado das grandes Universidades de Paris, Oxford, Bolonha, Nápoles, havia também muita simploriedade e infantilidade na piedade cristã. Mas inegavelmente tudo que se ligasse com a fé, revestia´se de grande significado para os medievais.
b) A sociedade na Idade Média estava toda impregnada do espírito e da realidade dos cavaleiros. Efetivamente, a espiritualidade germãnica, França, celta, goda levou a civilização medieval o ideal do cavaleiro. Este aspirava a servir a Deus na bravura destemida, magnânima, e até mesmo na guerra (caso julgasse que a honra de Deus exigia a intervenção da espada). A espiritualidade do cavaleiro retratada nas canções e trovas da Idade Média era apta a suscitar façanhas heróicas em nome da fé. Mais deve´se lembrar que na ldade Média também os monges desenvolveram papel importante, professando, porém, uma espiritualidade assaz diversa da do cavaleiro. Enquanto o cavaleiro procurava intensificar suas atividades no mundo, aspirando assim a unir´se a Deus e chegar à vida eterna, o monge se separava do mundo secular para penetrar diretamente em Deus e na contemplação. Enquanto o cavaleiro aplicava os instrumentos da sua profissão, isto é, as armas, para servir ao seu Senhor, o monge, professando pobreza e silêncio, recusava o recurso a tais expedientes. Ora os medievais haviam de conseguir fazer a síntese desses dois tipos de ideal cristão ´ o do cavaleiro e o do monge ´, criando no século XII as chamadas “Ordens Militares”. Nestas o cavaleiro se consagrava a Deus para O servir com destemor e gaIhardia num quadro de pobreza, castidade e obediência.
Referindo´se aos Templários, dizia S. Bernardo († 1153):
“Não sei se os devo chamar monges ou cavaleiros; talvez seja necessário dar´lhes um e outro nome, pois eles unem, à brandura do monge a coragem do cavaleiro” (De laude nova emilidae(IV8).
2 ´ É, portanto, nas populações medievais, caracterizadas por tais traços, que ecoaram os relatos, de estilo simples e pungente, dos peregrinos da Terra Santa, no séc. XI. Compreende´se que tenham desencadeado reação espontânea e decidida da parte dos seus ouvintes. Somente o entusiasmo e o vigor comunicados pela fé (e que só a fé pode comunicar) explicam tal resposta: multidões se abalaram, prontificando´se a partir para terras longínquas, desconhecidas, sujeitas a surpresas e ciladas, sem reabastecimento seguro, sem guias peritos, sem planos de viagem muito definidos, mas conscientes (ao menos nos primeiros tempos) de que Deus o queria; “Deus lo volt”, eis o brado que em Clermont, no ano de 1095, impressionou os primeiros expedicionários e impulsionou a tantos outros que lhes seguiram o exemplo. Cosiam uma cruz de pano vermelho ao ombro direito; donde as expressões que se tornaram técnicas: “assumir a cruz” e “fazer a cruzada”. O ímpeto inicial teve suas repercussões durante os dois séculos de duração do movimento de Cruzadas. Aliás, os medievais dedicavam grande devoção ao Santo Sepulcro do Senhor, que os cronistas Ihes apresentavam sujeito a vexames. Era tido como o maior santuário do mundo cristão, como o centro do universo, segundo os sermões e os noticiários da época. É somente a partir de tais concepções, muito vivas e significativas para os medievais, que se podem entender as Cruzadas. Nenhum tipo de guerra moderna, nem mesmo a chamada “guerra santa” (jihad) dos muçulmanos, pode servir de ponto de referência para se entenderem a inspiração e a força, motriz dos cruzados. É mister, porém, reconhecer que as idéias religiosas dos primeiros expedicionários foram sendo, aos poucos, no decorrer de dois séculos, solapadas, de sorte que a imagem do cavaleiro que em seu fervor tomava sobre si a cruz para ir libertar o S.Sepulcro do Senhor, se foi modificando. É essa imagem posterior que muitas vezes predomina em certos tratados sobre as Cruzadas.
As Cruzadas em resenha Foi o Papa Urbano II quem, no Concílio de Clermont (França) em 1095, lançou o programa de expedições destinadas a reconquistar o S. Sepulcro em Jerusalém. O ambiente, como vimos, estava assaz motivado para receber tal apelo. Conseqüentemente, o brado de Urbano II suscitou entusiasmo delirante; muitos pregadores puseram´se a percorrer a Europa, incitando os homens a cerrar fileiras. Grande multidão de ouvintes, de origem social diversa, assumiu então a cruz, emblema da campanha. Os expedicionários, provenientes da França, da Inglaterra, da Itália, eram dotados de benefícios espirituais pelo Papa; a quem ousasse violar ou roubar as suas propriedades durante a respectiva ausência, tocaria a pena de excomunhão. Em resposta imediata ao apelo e sem esperar a organização de exércitos devidamente constituídos (coisa que levaria tempo), grande número de simples fiéis pôs´se logo em marcha para o Oriente sem o equipamento necessário. Essa Cruzada Popular, chefiada por Pedro o Eremita e Gualtero “sem Haveres” (Gauthier sans Avoir), fracassou, pois os seus membros ou pereceram na estrada ou foram exterminados pelos turcos.
1a Cruzada: Em fins de 1096, quatro exércitos de senhores feudais chegavam a Constantinopla:
1) os lorenos e alemães, com Balduíno de Hainaut e Godofredo de Bouillon;
2) os franceses do norte, sob o conde de Vermandois e o duque de Normandia;
3) os provençais, com o conde de Tolosa e o legado Ademar de Monteil;
4) os normandos da ltália, com Boemundo de Taranto e Tancredo. Nenhum rei os acompanhava, nem esses exércitos cuidaram de instituir um Chefe geral para todos. O lmperador bizantino Aléxis Comnene, em Constantinopla, esperava servir´se desses guerreiros para reconquistar parte da Ásia Menor, que fora arrebatada pelos turcos. A cidade de Nicéia perto de Constantinopla foi então realmente reconquistada, mas, em vez de ser atribuída aos ocidentais, voltou a ser domínio do lmperador bizantino. Este fato frustrou os latinos e concorreu para que doravante latinos e bizantinos concebessem desconfiança mútua! ´ Após dois anos e meio de lutas e sofrimentos atrozes, os cruzados, tendo vencido o exército de Solimão em Doriléia, havendo tomado Edessa (1097) e Antioquia (1098), chegaram finalmente a Jerusalém e dela se apoderaram (1099). Essa sangrenta expedição, que custara a vida a cerca de meio´milhão de homens, terminou com a fundação de quatro centros latinos: o reino de Jerusalém, o principado de Antioquia, os condados de Edessa e de Trípolis, aos quais foram atribuídos governantes latinos. As grandes cidades da costa palestinense foram ocupadas por navegantes e comerciantes ocidentais. Os peregrinos recomeçaram a afluir à Terra Santa. Para protegê´los e defendê´los, foram criadas as Ordens de Cavaleiros Militares (Hospitalários, Templários, etc.). Como se compreende, os territórios latinos no Oriente eram constantemente ameaçados e só podiam subsistir com o auxílio de reforços vindos do Ocidente. É o que explica uma série de expedições, ora mais, ora menos vultosas, colocadas entre as grandes Cruzadas. Somente estas, em número de oito, serão aqui recenseadas.
2a Cruzada: Os turcos tendo reconquistado e destruído Edessa, preparou´se nova Cruzada, que partiu do Ocidente em 1147. Exortados por S. Bernardo, o rei de França, Luís VII, e o da Germânia, Conrado III, tomaram a cruz sobre si e fundiram suas tropas num só exército. Mas não conseguiram tomar nem mesmo Damasco, e regressaram sem êxito em 1149.
3a Cruzada: O sultão Saladino apoderou´se de Jerusalém em 1187. Respondendo então a um apelo do Papa Urbano III, Filipe Augusto da França, Frederico Barbaroxa da Alemanha, e Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra, apresentaram´se para partir. Os alemães, tendo seguido por terra, chegaram até a Ásia Menor; mas a morte de Frederico, afogado nas águas do rio Cydnus (Cilícia), provocou a dispersão do seu exército (1190). Os reis da França e da Inglaterra dirigiram´se por mar a S. João de Acre, que conseguiram ocupar (julho de 1191). Embora lutassem juntos, os dois monarcas nutriam desconfiança mútua. Filipe Augusto, tendo caído doente, voltou à Europa, e, apesar da palavra dada, pôs´se a tramar com João sem Terra a invasão dos domínios do rei da lnglaterra. Ricardo viu´se assim compelido a voltar (1192). Naquela época, os cristãos já não possuiam senão o litoral, desde Tiro até Jafa, com S. João de Acre como capital, além do principado de Antioquia, assaz reduzido. Todavia Ricardo Coração de Leão havia conquistado Chipre, que se tornou um reino latino próspero.
4a Cruzada: O Papa lnocêncio III (1198´1216) aspirava ardentemente à libertação de Jerusalém. Suscitou nova expedição, a qual, porém, se afastou da sua orientação, sob a influência de Filipe da Suábia, de Veneza e dos gregos. Os cruzados empreenderam a conquista de Constantinopla (!), que eles saquearam, fazendo da mesma a capital de um Império latino. Esse lmpério, que compreendia a península dos Balcãs, durou até 1261, quando Miguel o Paleólogo retomou Constantinopla.
5a Cruzada: Entre 1219 e 1221, alemães e húngaros assumiram a cruz. Dirigiram´se para o Egito; mas a cheia do Nilo, que os cristãos não previam, obrigou´os a retirar´se.
6a Cruzada: É também chamada “peregrinação sem fé” (1228´1229). Excomungado pelo Papa, Frederico II resolveu empreender uma Cruzada, não tanto para libertar o S. Sepulcro, quanto para unir em sua pessoa os títulos de Imperador da Alemanha e rei de Jerusalém; amigo da ciência e da cultura árabes, Frederico II aparentava amizade com os Árabes, de sorte que obteve do sultão do Egito, por dez anos, o domínio sobre Jerusalém, Belém e Nazaré. Terminado esse prazo, Jerusalém recaiu nas mãos dos Árabes.
7a e 8a Cruzadas: São Luís IX, rei da França, resolveu reconquistar a Cidade Santa. Em 1248, atacou o sultão Eyoub, não na Síria, mas no Egito. Como em 1221, também dessa vez os cristãos tomaram Damieta, mas cairam diante de Mansourah. Foram todos encarcerados, só conseguindo a liberdade mediante enorme preço de resgate. Em 1270, S. Luís renovou seus esforços, conseguindo a muito custo constituir um exército para empreender nova expedição. O irmão do rei, Carlos de Anjou, persuadiu´o de ir primeiramente a Túnis; diante desta cidade, o monarca, acometido de peste, veio a falecer aos 25 de agosto de 1270. Após estes fatos, a pressão dos exércitos turcos se intensificou, visando aos últimos redutos cristãos da Asia. Em 1291, estes sucumbiram, encerrando´se assim a era das Cruzadas propriamente ditas. Ainda, a título de ilustração, mencionamos as Cruzadas das crianças, pois são significativas do espírito da época. Em 1212, um jovem pastor, chamado Estêvão, dizendo´se enviado por Deus, convocou as crianças da França para empreenderem uma Cruzada. O exército de 30.000 jovens que assim se formou, embarcou em Marselha. Dois condutores de frota haviam se comprometido a transportá´los ao Oriente gratuitamente; todavia venderam´nos aos mercadores de escravos no Egito. A maioria dos participantes pereceu; um pequeno número recuperou mais tarde a liberdade. Na mesma época, a Alemanha foi teatro de episódio semelhante. Vinte mil jovens, dirigidos por certo Alexandre, tão imperito quanto os seus seguidores, atravessaram os Alpes para embarcar em Gênova. Todavia, frustrados, dispersaram´se sem êxito algum. Depois desta visão panorâmica do que foram concretamente as Cruzadas, importa agora procurar compreender os fatores que provocaram o seu estranho desenrolar. Cruzadas: idealismo ou decadência?
Os motivos de duvidar Quem leva em conta a história das Cruzadas, à primeira vista é levado a dizer que constituiram um fracasso ou até mesmo um contra´testemunho dos cristãos. Têm´se catalogado vários capítulos de censura aos cruzados: ambição, traição, vileza de costumes… É interessante notar que não somente historiadores modernos denunciam falhas tais, mas também pregadores e cronistas medievais. Com efeito, no decorrer dos séculos XII e XIII, perguntavam por que Deus havia permitido a derrota deste ou daquele exército de seus servidores ou por que consentira na perda da Cidade Santa Jerusalém. ´ Em resposta, julgavam que o pecado devia ser a causa de tais insucessos; em conseqüência, apontavam uma série de faltas morais dos cruzados. Entre outras instâncias, o Concílio de Lião I em 1245 também fez advertências a procedimentos indignos dos cruzados; cf. Mansi, Conciliorum amplissima collectio XXIII, p. 628. A vista destes dados, dir´se´á que as Cruzadas representam um ponto negro da história medieval. Quem assim julgasse em bloco, seria unilateral ou mesmo injusto.
Quadro geral: apreciação Não se pode deixar de sublinhar em primeiro lugar o que de positivo as Cruzadas representam. Abstração feita de pessoas e episódios particulares, as Cruzadas têm sua inspiração fundamental na fé dos homens da Idade Média, no seu amor aos valores sagrados e no seu espírito cavaleiresco, corajoso e magnânimo. A fé e o amor dos cristãos, na Idade Média, recorreram às armas para se exprimir concretamente… Hoje muitos cristãos hesitariam diante de tal expressão; seriam até propensos a condená´la. Atualmente os homens têm meios de confrontar suas divergências mediante reuniões, assembléias, concordatas; por isto rejeitam (ao menos em teoria…) as soluções violentas (na prática, porém, não faltam as guerras também em nossos dias, suscitadas pelos mais diversos motivos). Contudo na ldade Média as distâncias geográficas, culturais, filosóficas constituiam barreiras quase intransponíveis, que dificultavam aos homens a aproximação física e a superação de suas divergências; julgavam em muitos casos ter que recorrer às armas para preservar seus valores e garantir o bem comum. Assumir as armas em tais circunstâncias era tido como louvável; fugir delas mereceria censura. Verdade é que o movimento das Cruzadas não conseguiu devolver aos cristãos, de maneira duradoura, a posse da cidade de Jerusalém e da Terra Santa em geral. Todavia ele se prolongou por dois séculos, a custa de ingentes sacrifícios, que revelam notável espírito de heroísmo. Sucessiva e tenazmente, as gerações de cristãos despertaram as suas energias para recomeçar a grande façanha que outros não haviam conseguido realizar plenamente. Assim deixaram eles à posteridade o testemunho de sua fé. Não se poderiam silenciar outrossim os benefícios acarretados pelas Cruzadas no plano cultural e científico. O contato entre latinos, gregos (bizantinos) e árabes ocasionou incremento para a matemática, a medicina, a indústria, o comércio e outros ramos das atividades humanas; desenvolveu a navegação e modificou as condições econômicas da sociedade feudal. Em suma, preparou o grande surto das artes e das ciências ditas “exatas” nos séculos XV/XVI.
Fatores negativos O entusiasmo que desencadeou as Cruzadas era mais idealistas do que realista; os seus arautos não mediam a amplidão dos encargos e problemas que a execução concreta do programa devia acarretar. É o que explica que os cruzados, após haver obtido os seus primeiros resultados, tenham experimentado sucessivos reveses. Estes se devem a fatores vários, que podem ser assim enunciados:
1) A amplidão da tarefa empreendida pelos cruzados exigiu, com o passar do tempo, o recurso a subsídios novos e necessariamente heterogêneos, a saber: — Os cavaleiros e outros cristãos que entusiasticamente se ofereciam para assumir a cruz, já não bastavam para o objetivo. Foi preciso recrutar soldados mercenários, que pugnariam não tanto por ideal cristão, mas, sim, por interesses pessoais, às vezes mesquinhos. Muitos desses mercenários eram antigos criminosos detentos, a quem se dava a liberdade à condição de que fossem lutar no Oriente. Ora compreende´se que tais soldados, vendo´se livres, facilmente voltavam aos maus hábitos e prejudicavam o conjunto da tropa. Assim foi sendo cada vez mais diluída a imagem do cavaleiro que galhardamente partia para a Terra Santa às próprias custas, porque amava o Senhor Jesus. — As despesas com os soldados mercenários e seus equipamentos eram ingentes, exigindo dos responsáveis que procurassem angariar quantias de dinheiro jamais suficientes. Ora onde entra dinheiro, facilmente é excitada a cobiça do ser humano com suas paixões, qua levam a abusos e desatinos. infelizmente não se tem documentação precisa sobre o montante das despesas exigidas por uma expedição de cruzados. Desejar´se´ia saber quanto cada soldado em média percebia, quanto os reis davam do seu erário e quanto o Papa empenhava nas sucessivas Cruzadas. Existem, sem dúvida, notícias a respeito. Todavia os diversos dados supõem épocas diversas, as quantias são expressas em moedas heterogêneas, as notícias são parceladas, de sorte que é difícil ter idéias claras do conjunto. Apenas as duas Cruzadas de S. Luís IX têm certa contabilidade escrita em livros; sabe´se, pois, que o total das despesas de campanha de 1247 a 1256 comportou 1.537.570 libras de Tours. Mesmo assim há dúvidas: outra documentação refere que somente nos anos de 1250 a 1253 a Cruzada consumiu 1.053.476 libras de Tours! — De modo particular, criou problemas o transporte das tropas para o Oriente. O meio mais indicado a preferido eram as embarcações, que atravessavam o Mediterrâneo. Ora até a quinta Cruzada os expedicionários não possuiam frota própria. Justamente a quarta Cruzada foi desviada para Constantinopla, porque, não tendo naves próprias, foi obrigada a valer´se das de Veneza, que procuraram servir aos seus interesses comerciais, e não aos dos cruzados. Tardiamente, sob Frederico II e Luis IX, os cruzados recorreram a equipamento marítimo próprio. Anteriormente, porém, tinham que utilizar os navios das cidades comerciantes de ltália ou de França (Veneza, Gênova, Pisa, Marselha …), que, em troca, exigiam para si direitos e privilégios nos portos da Palestina. — O vulto crescente das Cruzadas exigiu que a direção das mesmas fosse confiada a reis, príncipes e grandes senhores de terras, pois estes poderiam, mais facilmente do que os cavaleiros, organizar e sustentar exércitos de mercenários. Ora os reis a grandes senhores nem sempre se entendiam entre si; objetivos políticos e nacionalistas facilmente afrouxavam ou solapavam alianças previamente contraídas (levem´se em conta a primeira e a terceira Cruzadas). ´ Notório é o caso de Frederico II da Alemanha, orientalista e diletante.
2) Também se apontam falhas morais no procedimento dos cruzados: rapina, abuso de mulheres e outros males, que já os pregadores e o Concílio de Lião I censuravam… O historiador sincero há de reconhecer tais erros. Todavia não se deveria fazer dessas faIhas a nota característica ou uma das notas características das Cruzadas. Elas ocorreram com os cruzados como geralmente ocorrem nas expedições militares. Todo soldado é sujeito a procurar suas “compensações” depois de haver sofrido os rigores de fome, da sede, do frio e de severa disciplina durante a respectiva campanha. Não poucos cruzados chegavam finalmente à costa da Palestina doentes, vítimas de febres, e facilmente aceitavam ser tratados em clima de moleza, bem estar e gozo. ´ Nem por isto tais “compensações” são legítimas. Numerosos outros episódios se poderiam ainda propor para analisar e comentar as Cruzadas. Em síntese, porém, parece que os principais traços das mesmas e do respectivo fundo de cena foram indicados nestas páginas. Em suma, pois: recolocadas no seu contexto medieval, as Cruzadas não são mancha negra; mas, ao contrário, atestam (naturalmente segundo as categorias a possibilidades da época) a unidade e a homogeneidade dos povos da Alta Idade Média, que encontraram na sua fé ´ valor que eles não discutiam ´ o estímulo e o dinamismo para realizar façanhas heróicas, ao mesmo tempo marcadas pela virilidade, pela poesia e pelas limitações humanas…!
Assunto: Idolatria
Achei o argumento sobre idolatria tão pobre, na verda um daqueles sofismas falaciosos.
1. Quando se veneram (adoram) os santos, também se reconhece implicitamente que os mesmos também possuem atributos divinos.
2. As Sagradas Escrituras também não autorizam, em nenhuma parte, a veneração dos santos, nem sequer que se interceda através dos mesmos.
3. Se nós é autorizado fazer imagens (as do querubim, as da arca), quando Deus assim o permite (e só quando ele permite), o que dizer das que ele não autoriza nem permite: as de São José, São Benedito, etc…? São elas autorizadas? Além do mais, se se “veneram” as imagens, como as de uma fotografia, o que se diria se alguém se prostrasse dante da fotografia de um ente querido e lhes fizessem orações, e até flagelações.
Ora, se isto não é idolatria (culto aos ídolos), o que é então? Omde, por Deus, nas Sagradas Escrituras nos é ensinado a venerar as imagens dos santos?
Se me forem enviados alguns versículos das Sagradas Escrituras mensionando tal ensinamento, ou seja de veneração ou dos santos, me torno Caatólico Romano imediatamente.
G.
* Resposta
Respondido em 2/3/99
G.,
Antes de responder às suas objeções, quero agradecer seu e-mail.
É bom que você se manifeste e faça as perguntas que fez.
Em primeiro lugar, devemos saber o que é uma idolatria.
Existem três tipos básicos de cultos possíveis: dulia, hiperdulia e latria. A latria é o culto que se deve somente a Deus e consiste em reconhecer nele a divindade. Ou seja, reconhecer que ele é o Senhor de todas as coisas e criador de todos nós, etc.
O culto de dulia ou hiperdulia é a veneração ou a hiperveneração, que consiste em reconhecer em outra pessoa virtudes exemplares e impetratórias (intercessão). O culto de hiperdulia se deve somente à Mãe de Deus, é claro.
Por acaso você sabe o que é, então, a idolatria?
A idolatria consistiria em achar que a divindade está em uma estátua, por exemplo. Ou seja, teríamos que colocar alimentos para as imagens, como faziam os romanos, os egípcios e os demais povos idólatras. Teríamos que achar que Deus e o santo são a mesma pessoa. No fundo, seria dizer que S. Benedito não é e nem foi S. Benedito, mas foi Deus, etc.
Nunca se ouviu algum católico defendendo que o Santo era Deus! Mesmo porque isso seria cair em um panteísmo (defendido por Calvino e Lutero em algumas de suas obras).
Ademais, sobre fazer imagens, onde você leu que elas só podem ser feitas com autorização de Deus? Você pede que eu mostre uma autorização, mas não me mostra onde ela é requerida! Ora, se Deus manda fazer imagens em pelo menos três passagens das Sagradas Escrituras e proíbe que se faça imagens em outra, de duas uma, ou Deus é contraditório ou fazer imagens não é idolatria!
Os Judeus, saindo da dominação egípcia, um povo idólatra, tinham muita tendência à idolatria. Basta ver o que aconteceu quando Moisés desceu do Monte Sinai com as Tábuas da Lei e encontrou o povo adorando o “Bezerro de Ouro” como se ele fosse uma divindade, um amuleto. É claro, como permitir que um povo tendente à idolatria fosse fazer imagens. Entretanto, o mesmo Deus mandou que se fizesse imagens em outras passagens.
Sobre os santos possuírem atributos divinos, devo dizer que há uma confusão de linguagem. Os santos não possuem atributos divinos, mas sim virtudes que os tornam “semelhantes” a Deus. Lembre-se que S. Paulo disse: “já não sou eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim”.
Já viu alguma imagem católica que representasse um vício ou defeito? É claro que não, pois elas são “imagens” de pessoas virtuosas. Virtude essa que provém da graça de Deus. O mesmo não se dava na idolatria, pois os povos idólatras representavam as virtudes e os vícios em seus ídolos.
O poder de interceder pelos vivos está expresso em diversas passagens das Sagradas Escrituras. Lembre-se das Bodas de Canáa, onde Nosso Senhor não queria fazer o milagre, pois “ainda não havia chegado Sua hora” e “o que temos nós a ver com isso (com a falta de vinho)?”. Bastou Nossa Senhora pedir para que seu Filho fizesse o milagre, que Ele adiantou sua hora para atender à intercessão de sua Mãe Santíssima. Quer maior poder de interceder do que esse? Fazer com que Deus, por assim dizer, mudasse seus planos? É tal o poder de Nossa Senhora que a doutrina católica a chama de onipotência suplicante, ou seja, Aquela que tem, por meio de sua súplica a seu Filho, o poder onipotente!
Sobre os santos, também existem diversas passagens em que Deus só atende por meio da intercessão deles, como, por exemplo, no caso de Jó, em que Deus expressamente mandou que um dos que pediam a Ele pedisse através de seu servo Jó. Ou mesmo do discípulo de Santo Elias, que só fazia milagres quando pedia através do Deus de Elias.
Ora, é natural que Deus atenda àqueles que estão mais perto dele do que àqueles que estão mais distantes. Quanto maior a virtude de uma pessoa, tanto mais perto de Deus ela está e tanto mais pode interceder.
Quando a Sagrada Escritura diz que Nosso Senhor é o único caminho entre os homens e Deus, não quer dizer que entre os homens e Nosso Senhor não possa haver intercessores. É claro, só Nosso Senhor é o intercessor entre nós e Deus Pai, mas não significa que entre nós e Ele não existam degraus de pessoas que O conheceram, amaram e serviram de forma exemplar.
Sobre a fotografia, só seria idolatria alguém rezar diante de uma fotografia se o que reza pensasse que a foto fosse Deus ou que a pessoa fotografada fosse Deus. Fora isso, não há problema em se rezar para alguém, quem quer que seja, se a intenção é crescer em virtude ou alcançar alguma graça por intercessão dela.
O problema dos protestantes, Gilson, não é conhecer as respostas que estou dando (que são simples e básicas), mas é em reconhecer o orgulho que existe em quem rompe com a Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo.
O Sofisma, quem faz são os protestantes, que se fecham para a Igreja, para Nossa Senhora e para a Eucaristia. Querem dizer que seguem a “Bíblia” e se esquecem que a Bíblia foi feita pela mesma Igreja que combatem. Uma Igreja que já existia há 1.500 anos quando apareceu o primeiro protestante. Uma Igreja que recebeu a promessa de que as “portas do inferno nunca prevaleceriam contra ela”. E olhe bem, se não “prevaleceriam” é porque pareceriam prevalecer em algumas épocas históricas!
Gilson, espero que abra seus olhos, pois Deus é um só e não pode haver mais de uma religião verdadeira. Ele não teria vindo ao mundo para deixar os homens sem uma religião (pois todos os povos já tinham a sua) e perdidos no caos do “livre exame”!
As respostas às suas objeções foram dadas, espero que faça a sua parte. Se quiser, procure-me pessoalmente e conversaremos sobre qualquer dúvida que tenha.
Seu em Cristo e Maria,
F.V.
Frente Universitária Lepanto
fonte:http://www.lepanto.com.br


