servos de maria


RETORNO A FÉ CATÓLICA
Setembro 23, 2009, 12:06 am
Arquivado em: apologética, testemunhos

” Não é lícito promover a união dos cristãos de outro modo senão promovendo o retorno dos dissidentes à única verdadeira Igreja de Cristo, dado que outrora eles, se afastaram dela”.
Cf: Papa Pio XI – Mortalium Animos.

Fora da Igreja não há salvação!

IV Concílio de Latrão,concílio infalível!

A EUCARISTIA ME CONVERTEU!


Por Kenneth J. Howell
Tradução: James Nascimento
Fonte: Coming Home Network

Assim que me ajoelhei na Catedral de São Pedro na Missa Diária, meu coração se esforçou para saber o que Deus queria que eu fizesse. O ano passado abriu meus olhos para a beleza da Missa e para a verdade da Fé Católica, mas eu não poderia me tornar católico. Como eu poderia desistir do que eu tinha trabalhado tão para realizar? Agora que eu fui bem sucedido no que eu sempre quis fazer, não seria tolice caminhar longe de tudo? O que aconteceria se minha esposa não fosse ou não pudesse me seguir em minha jornada espiritual? Deveria eu por meu casamento em risco ou por nossos filhos em confusão? Eu simplesmente não sabia o que fazer ou onde eu estava indo em minha vida.
Naquele dia a missa foi a mesma que eu tinha ido conhecer no ano passado. O que parecia esquisito e estranho era agora precioso e convidativo. Tão convidativo foi o que senti como se um imã gigante me puxasse para algo maior que eu mesmo. Quando chegamos ao Rito da Comunhão, o padre levantou a hóstia para todos verem e disse estas palavras: “Felizes os convidados para a Ceia do Senhor, eis o cordeiro de Deus que tira o todo pecado do mundo!”.
Como muitas vezes tinha visto esta hóstia antes! E como muitas vezes eu tinha acreditado naquelas palavras em minha alma! Mas hoje foi diferente. Assim que olhei para hóstia nas mãos do padre, as palavras brotaram da minha alma alcançando meus lábios. Com um pequeno sussurro eu disse a mim mesmo: “Eu realmente acredito nisso. Isto é realmente o Filho de Deus, o Cordeiro do sacrifício que levou os meus pecados.” Com um novo e profundo sentido eu disse com a congregação: “Senhor eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e eu serei salvo.” Assim que deixei a igreja de São Pedro em Jackson, no Mississippi naquele dia, eu soube profundamente em meu coração que algum dia tinha me tornado católico.
Aquele dia foi um auge e um começo. Eu tinha estudado a Eucaristia intensamente por dois anos. Eu cheguei a acreditar que Cristo tinha intenção em suas palavras, “Isto é o Meu Corpo” ser levado a sério e sabia que a fé cristã não foi uma teoria acadêmica, isso deve ser seguido com todo o vigor.
Desde 1988 ensinava num seminário presbiteriano. Dez anos antes eu tinha sido ordenado ministro presbiteriano após completar o colégio e o seminário durante aqueles dez anos, minha esposa e eu fomos recipientes de três maravilhosos presentes: Rebekar, Colin e Rachel. Naqueles mesmos anos tinham-nos visto comovidos assim que me tornei pastor de duas pequenas igrejas, uma na Flórida e outra em Indiana. Meu maior trabalho mais intenso naquele período, porém obtive o grau do doutorado em lingüística. Além de pós graduado. Meu pastor de infância é quem foi meu reitor do seminário presbiteriano, chamou-me e perguntou se eu tinha algum interesse em ensinar linguagem bíblica e literatura em sua faculdade de teologia. Assim pegamos nossas coisas em agosto de 1988. Eu fiquei convencido de que eu estava a ponto de fazer o que eu sempre quis em toda a minha vida. Eu quis ensinar aos jovens e moças que estavam preparando para várias formas de ministérios na tradição presbiteriana. Se tornar católico era a coisa que estava mais longe da minha mente.
Eu nasci e criado em Tampa, Flórida, o terceiro de quatro filhos. Meus pais nos criaram na Igreja Presbiteriana e estive ativamente envolvido em nosso vibrante grupo de jovens durante a minha adolescência. No meu ultimo ano do colégio eu tive uma genuína experiência de conversão. Daquele tempo em diante eu estava determinado a me tornar ministro presbiteriano apesar de minha tendência intelectual sempre sugeriu um chamado acadêmico como teólogo. Eu assumi aquela minha inclinação próxima e o dom de aprender línguas foi uma confirmação clara daquele chamado desde que soube que teólogos tinham que ser familiarizado com linguagens antigas. Por dois anos eu freqüentei o Convenant Colllege, uma experiência que aprofundou a minha vida espiritual consideravelmente. Eu fui cercado de cristãos devotos que conheciam bem a bíblia.todos os meus professores me encorajaram  no meu movimento a respeito da teologia. Mais importantemente, eu conheci minha esposa de 28 anos no primeiro dia de nossa iniciação de calouros. Não levou muito tempo para eu me apaixonar por Sharon Canfield e sua família.
Após estarmos separados nos últimos dois anos de nossa carreira no colégio. Sharon e eu nos casamos em 21 de dezembro de 1974 na maior igreja presbiteriana da Flórida, com o mais alto coral da Igreja Presbiteriana. Durante os anos decorrentes, Sharon provaria ser tão bonita por dentro quanto ela foi por fora. Como todo casal nós tínhamos nossos momentos, mas sua fidelidade, sua personalidade calma, sua tendência amorosa provou ser a quieta origem da força que eu estava desesperadamente precisando tanto.
Assim que eu olho para trás no agora, ela foi de longe a melhor esposa para mim do que eu fui um marido para ela. Nas maneiras que eu não pude então articular. Eu estava provido com um exemplo de fidelidade que me ensinou quase imperceptivelmente como seguir a Cristo. Durante o tempo de meu ministério pastoral, Sharon me deu livremente de seu tempo e se esforçou em apoiar em seguir com meu trabalho. Muitas pessoas que teriam por outro lado perdido para minha influencia venceram pela sua gentileza e maneira de amar. E ela esteve feliz quando nos mudamos para Mississippi em 1988 porque ela sabia que ensinar em educação colegial era o que eu sempre quis fazer.
Um coração católico e uma cabeça protestante
Durante aqueles anos de ministério pastoral (1978-1988), dois eventos importantes eventos no qual seria prenúncio da minha futura jornada à Igreja Católica. O primeiro foi um sermão que eu preguei na Igreja Presbiteriana da Esperança em Bradenton, Flórida. Um domingo eu estava pregando o Salmo 100 e eu focalizei nas palavras do verso quarto: “Entrai cantando sob seus pórticos, vinde aos seus átrios com  cânticos;  glorificai-O e Bendizei o Seu nome,” Desde que eu almejei pela minha congregação para entender a verdadeira natureza da adoração cristã, eu pedi a eles para fecharem seus olhos e imaginarem-se no céu com Deus. Lá eles encontrariam um grande número de anjos. E lá eles se juntariam com todos os santos, os cristãos das gerações passadas que serviram a Deus fielmente.
Lá eles ouviriam incessante canções que louvavam o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Então eu pedi que imaginassem o telhado de nossa pequena igreja abrindo e esta celestial multidão de anjos e santos descendo em nosso meio. Esta união do céu e da terra, eu disse a eles, era a essência da adoração cristã. Nesse tempo eu não tinha idéia de que isso entendia o que a Igreja Católica ensinava na Missa. Eu achava que a única maneira para nós cristãos de experiênciar esse tipo de adoração era senti-la dentro de nossos corações.
O segundo evento foi uma conversa que tomou lugar por volta de 1986. Um casal de católicos tinha visitado a nossa igreja presbiteriana em Bloomington, Indiana por algum tempo. Eu acho que eles gostaram meu ensino bíblico tão bem quanto à amizade que minha esposa desenvolveu com a mulher. Quando os visitei em seu lar uma noite, eles me disseram que eram católicos e que eles estavam indo à missa toda semana, assim como assistiam nosso serviço de adoração. Quando eu ouvi isso, eu respondi a eles que nós presbiterianos éramos católicos também. Eles ficaram confusos. Eu continuei explicando que no coração de um protestante reformado estava a questão, “quem eram os verdadeiros católicos”? Eu disse a eles que eu não rejeitei o título “católico” ao todo. De fato eu disse a eles que foram os católicos romanos que se separaram da antiga fé católica. Eu dei a eles a versão da historia que aprendi no seminário. O propósito da reforma não foi romper com a igreja, mas trazer de volta seu original propósito de pregar o evangelho. Os primeiros séculos da cristandade eram mais do gosto das igrejas evangélicas modernas do que as igrejas católicas romanas modernas, eu insisti. Se eles queriam ser verdadeiros católicos, eles deviam se tornar presbiterianos. Isso foi o que São Paulo e os outros apóstolos tinham ensinado. Calvinista como um proeminente presbiteriano eu pus que foi a cristandade que veio por si próprio. Eu sinceramente acreditava que estava seguindo os passos de São Paulo na linha dos crentes na primitiva igreja como Santo Agostinho. Eu não desprezei a história da igreja; eu honrava. Somente mais tarde eu viria compreender que o que eu honrava era uma versão protestante daquela história. No meu coração, eu queria ser um verdadeiro católico, mas a minha crença na minha cabeça não me permitia.
Explorando a eucaristia
Por volta de 1990 eu comecei a ensinar um curso no Seminário Teológico Reformado chamado “exegese bíblica avançada” no qual eu era livre para organizar de qualquer forma que eu escolhesse. Desde que os sacramentos tipicamente celebrados em um menor papel nas igrejas presbiterianas, eu queria que meus alunos tivessem uma profunda apreciação pela Ceia do Senhor, nome usado na Eucaristia pelas tradições protestantes. Minhas intenções originais não tinham nada a ver em me tornar católico. Simplesmente queria explorar os fundamentos históricos e bíblicos deste sacramento. Durante esse curso, eu e meus alunos traduzimos relevantes porções das Escrituras do Grego e Hebraico. Nós lemos a história da doutrina cristã sobre este sacramento. Começamos com os Pais da Igreja primitiva como Inácio de Antioquia e Justino Mártir. Lemos os teólogos medievais como Tomás de Aquino e Boaventura. Lemos os luteranos, os calvinistas e os modernos católicos romanos. O ultimo documento histórico que lemos foi a encíclica sobre a Eucaristia do Papa Paulo VI intitulada Mysterium Fidei. O efeito desta pesquisa e ensino foi inesperado.
Eu entrei na profunda história da instituição das passagens nos Evangelhos (Mt 26, Mc 14 e Lc 22). Eu concluí que era impossível rejeitar a idéia do Sacrifício da Eucaristia. Eu sabia que a tradição reformada tinha rejeitado a missa como o verdadeiro sacrifício porque viu que a missa como competição com o único sacrifício de Cristo no Calvário. Além disso, cheguei a ver que Paulo queria dizer sobre o culto cristão ser sacrifical quando ele disse em I Cor. 10, 14-16: “Portanto caríssimos fugi da idolatria. Falo como a pessoas sensatas; julgai vós mesmos o que digo. O cálice de benção, que benzemos, não é a comunhão com o sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão com o corpo de Cristo?”  Este texto era o contexto de Paulo falando sobre comer a refeição sacrificada nos templos pagãos. Sua exortação não é para participar daquelas refeições que foram baseadas na refeição eucarística. É como se Paulo estivesse dizendo que nós cristãos tivéssemos nossa própria refeição sacrifical. Eu perguntei a mim mesmo como minha própria tradição reformada poderia rejeitar a associação do sacrifício com a eucaristia se estava profundamente implícito nos textos bíblicos. O que me impressionava especialmente era como os antigos documentos cristãos disponíveis da eucaristia ensinavam do que a Igreja Católica ensina hoje. Como eu traduzi os capítulos 9 e 14 da Didaquê para meus alunos, eu vi o autor unindo a Eucaristia para orar pela unidade cristã: “Como este pão partido foi partido sobre as montanhas e reuniu em um, então deixe sua igreja ser reunida nos quatro cantos da terra para o seu Reino.” A analogia entre o trigo partido em um e o povo de Deus no Seu eterno Reino para mim que a antiga prática cristã da Eucaristia envolvia o desejo da unidade. Desde meus dias no colégio, eu ficava incomodado pela desunião e discordância entre meus amigos protestantes. Na leitura de João 17, eu sabia que Jesus queria Seu povo sendo um em comunhão com o Pai. Mas os cristãos estavam tão divididos; acreditando em diferentes doutrinas, cultuando de modos diferentes, defendendo diferentes posições morais. Algo tinha que estar errado.
A Didaquê também pegou minha atenção em outra consideração. É comum entre evangélicos hoje permitir que qualquer um que professa ser cristão, receber a comunhão mesmo apesar que aquela pessoa não é um membro que serve a igreja. No 9° capítulo o autor diz: “Deixar somente aqueles que são batizados em nome do Senhor comer ou beber da Sua Eucaristia.” Daí era uma única igreja real nesse tempo, isso significa com efeito que os líderes da Igreja tinham a obrigação de assegurar que os comunicantes eram membros daquela única e verdadeira Igreja. Este tipo de cuidado pastoral, outrora na comum corrente principal das Igrejas protestantes, é agora quase que totalmente ausente. A fenda entre o contemporâneo evangelicalismo e o antigo cristianismo era de impressionar a mim mais e mais.
Neste ponto, em minha jornada de diferentes aspectos da fé cristã estavam começando a vir junto no conjunto coerente. Primeiro, eu comecei a imaginar que meu desejo de se tornar um verdadeiro católico não estava sendo preenchido minha experiência como evangélico americano nem mesmo na minha herança reformada. O que eu tinha expressado naquele casal católico em 1986 voltou a me assombrar. Se meu desejo em seguir a antiga Fé Católica poderia ser encontrada dentro do limite do presbiterianismo, então por que a tradição reformada rejeitou a natureza sacrifical da Eucaristia que estavam implícitos nos textos bíblicos que eu estava estudando? E por que os antigos documentos cristãos tais como a Didaquê e Inácio de Antioquia parece ter visão da Eucaristia que estava mais perto do Catolicismo Romano do que a minha herança reformada? Por exemplo, como poderia Santo Inácio de Antioquia dizer: “A Eucaristia é a carne de Nosso Salvador Jesus Cristo no qual sofreu por nossos pecados e no qual o Pai em Sua bondade o ressuscitou?” Eu estava começando a duvidar que meu entendimento da história do cristianismo antigo estava correto.
A segunda questão elevou a cabeça novamente. Eu comecei a ver que a unidade cristã estava intimamente ligada à Eucaristia. Em I Cor. 10, 16, Paulo perguntou aquelas duas questões retóricas que eu citei anteriormente (“O cálice de benção, que benzemos, não é a comunhão com o sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão com o corpo de Cristo?”). Ele vai ao verso 17 dizer: “Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo: porque todos participamos do mesmo pão.” Aqui Paulo parece ensinar que é a Eucaristia que produz unidade entre os crentes. Isto foi relativamente um novo conceito pra mim porém me fez recordar o sermão que eu preguei anos atrás. Se o culto cristão foi a união do céu e da terra, e se a Eucaristia era o verdadeiro centro do culto cristão, contido na Didaquê, então isto significa que não poderia haver unidade sem a Eucaristia. Além disso, a união que estes cristãos primitivos expuseram não era sentimento geral de amar um ao outro, mas um sacramento e uma unidade Organizacional.
Isso parecia confirmar por Sto. Inácio de Antioquia que disse várias vezes em suas cartas que uma Eucaristia poderia ser somente válida se tiver a união com um bispo. Falando para aqueles que abraçaram os ensinamentos heréticos, Inácio incluiu suas visões da Eucaristia. Ele falou do “Julgamento daqueles que não acreditam no Sangue de Cristo”. Seus pecados foram duplicados: A Cisma e a Heresia.
Eles abstém da Eucaristia e do tempo de oração porque eles não confessam que a Eucaristia é a Carne de Nosso Salvador Jesus Cristo no qual sofreu por nossos pecados e no qual o Pai em Sua bondade O Ressuscitou. Aqueles que se opuserem ao Dom de Deus com suas disputas morrerão. (Carta aos Esmirnenses 7, 1).
Estes líderes cristãos primitivos não diminuíam as palavras. Inácio se tinha uma antiga crença na Real Presença de Cristo. Se os antigos documentos cristãos testemunharam crer na presença real, eu raciocinei, como poderia minha tradição presbiteriana realmente representa a antiga crença cristã? Chegando a acreditar na real presença corporal de Cristo me fazer outra pergunta. Onde eu posso encontrar esta Eucaristia? Poderia ser encontrada na Igreja Presbiteriana ou era encontrada em outra igreja?
Onde pode ser encontrada uma Eucaristia Válida?     
Durante o ano quando assistia missa católica quase que diariamente – antes daquele dia da epifania que eu descrevi anteriormente – eu estava procurando por uma resposta para esta questão. Que igreja tem a Eucaristia válida? Todas? Se somente algumas quais? E como eu reconheço a Eucaristia válida daquela que não é? No inicio dos meus estudos eu queria saber que igrejas diferentes ensinavam sobre o sacramento, mas agora eu queria saber qual dessas igrejas tem essa presença real não importa qual seja se acreditavam ou não. Crendo que tinham a presença real, não significava que realmente criam. Eu raciocinei, completamente natural, que aquelas igrejas no qual não tinham o que ensinar da presença real do corpo de Cristo provavelmente por não ter. 
Como sabemos qual que seja a igreja que tenha dado a Eucaristia valida ou não? Essa foi a pergunta que agora bate dentro da minha cabeça. Dos meus estudos eu sabia que somente três de quatro igrejas acreditavam na presença real do corpo de Cristo: Os Luteranos, os Anglicanos, os Ortodoxos e os Católicos. Desses quatro a que mais tinha a objeção na minha comunidade Presbiteriana eram os católicos. Eu não podia me tornar um luterano porque excluiria a minha agora crença reformada. Assim as tradições católicas e ortodoxas estavam fora de questão, somente uma opção permaneceu. Durante o ano em que assistia a missa católica, eu também assistia a Eucaristia da Igreja Anglicana Tradicional toda sexta-feira. Eu fui fortemente tentado a me tornar um anglicano, especialmente quando o pastor dessa igreja sugeriu que eu me tornasse um pastor anglicano sem muita dificuldade. Nos dias de festas especiais como a Semana Santa, eu levei minha família para a Catedral Episcopal no centro de Jackson, Mississippi onde eu achei a liturgia que me atraia muito mais. Tão forte foi este empurrão que um dia tive uma conversa com o presidente do meu seminário que tinha pego o vento das minhas peregrinações e me pediu para conversar. Assim ele pôde ver minha inclinação em direção à liturgia da “igreja do alto”. Eu perguntei a ela francamente se haveria algum problema em me tornar um ministro episcopaliano ele graciosamente sugeriu o anglicanismo evangélico não seria problema. Aqui estava a resposta para o meu dilema eu podia continuar o ensino que eu amava e ser um ministro numa igreja com uma liturgia linda.
Porém velhas perguntas ainda me atormentavam. Enquanto eu sentia o encanto da linda liturgia, eu sabia que a questão da eucaristia válida era questão principal. Assim eu comecei a ver em muitos outros cumprimentos, eu vi que os cristãos primitivos brigavam com esta simples questão. Inácio de Antioquia testemunha novamente para este problema:
“Preocupai-vos em participar de uma só Eucaristia. De fato há uma única carne de nosso Senhor Jesus Cristo e haver um cálice para a unidade em Seu Sangue. Há um altar assim como há um bispo junto ao presbitério e os diáconos meus companheiros de serviço. O propósito de tudo isso é que suas práticas serão de acordo com a intenção de Deus.” (Carta aos Filadelfos 4:1)
As palavras de Inácio admite que algum de seus dias tentava celebrar a Eucaristia separada da Igreja unida no qual estava simbolizada o fez num concreto bispo.ele salienta que aquelas celebrações no qual agrada a Deus são aqueles no qual são submetidas a legitima autoridade. Esta autoridade está enraizada na realidade sobrenatural da presença corporal de Cristo. Desde que haja um real corpo e sangue de Cristo. Devemos saber que a Eucaristia que celebramos contém de fato o verdadeiro Corpo e Sangue. E p único jeito de perceber isso é se a celebração está de acordo com a vontade de Deus. E o único jeito de saber posteriormente é se a celebração está união com o bispo. Este entendido é o único jeito de fazer sentido de sua urgência (“Ser diligente”). Sem esta verdadeira Eucaristia, não há jeito de ter “unidade no Seu Sangue”.
Agora as questões estavam começando a convergir em minha mente. A questão da Eucaristia válida dependia de um sacerdócio válido sob a correta autoridade do bispo no qual se prolongou desde os apóstolos. Para ter uma Eucaristia Válida teria que haver uma conexão histórica com os apóstolos. Em outras palavras, quais das igrejas em nossos dias acreditavam e possuíam a sucessão apostólica? Isso excluiu a tradição Luterana porque eles não acreditam que a Eucaristia válida depende da sucessão apostólica. Quanto à tradição Anglicana e Episcopaliana? Enquanto alguns na tradição Anglicana acreditavam na sucessão apostólica outros, não. Além disso, mesmo que fosse uma doutrina declarada na sua crença oficial, isso não fez sentido que o sacerdócio Anglicano foi um fato válido. Na minha mente, esta avaliação me deixou duas escolhas: Católico ou Ortodoxo.
Ajuda ao longo do caminho  
Neste ponto a minha jornada para a Igreja Católica foi auxiliada por muitos fiéis católicos. Um dia, desfeita a tristeza, um comerciante da Califórnia me chamou. Scott Butler era dez anos mais novo que, apesar de ter crescido católico e passou sua juventude até a idade adulta nas igrejas evangélicas. Depois de retornar à Igreja, ele fez sua missão pessoal tanto em ajudar os muitos ministros protestantes como ele ajuda-los a encontrar os caminhos para a Igreja Católica. Após vários meses me enviando fitas e livros de autores católicos, Scott me surpreendeu ainda mais quando um dia se ofereceu pagou meu ingresso para uma conferência católica na Universidade Franciscana de Steubenville, Ohio.
Tudo o que o que soube desta universidade era que um bem-conhecido convertido chamado Scott Hahn ensinava lá. Até esse tempo, eu li alguns livros e artigos do Dr. Hahn, assim como ouvi suas fitas. Quando eu ouvi que ele estava palestrando na conferência, eu fiquei intrigado e concordei em assistir. A conferência foi espetacular. Eu fiquei oprimido pela pronunciação e os palestrantes inspirados que esquematizaram a fé católica em claros detalhes. Apesar de não poder recordar muito dos ditos específicos naquele fim de semana, eu lembro de ter ficado comovido pela personalidade e santidade de homens como Karl Keating, Dr. Alan Schreck, Thomas Howard e Peter Kreeft.
Em uma das questões e períodos de respostas, Pe. Ray Ryland disse algo que ficou comigo. Por mais de vinte anos eu estive preocupado em relação à unidade cristã. Eu muitas vezes lamentei das divisões entre os cristãos, mas eu vi uma pequena esperança para superar aquela constante divisão. No meu modo presbiteriano de pensar, tudo que eu pude esperar era um grande amor através do limite denominacional. As diferenças de crenças entre cristãos protestantes era muito para esperar qualquer unidade num senso organizacional. Alguém perguntou ao Padre Ryland se era necessário abandonar a distinção da ordem católica para alcançar a grande unidade cristã. Eu esperei completamente Pe. Ryland dizer “sim” porque na minha maneira de pensar  simplesmente não havia outro jeito. Eu fiquei surpreso quando Padre Ryland salientou que não era apenas necessário, mas atualmente prejudicial abandonar a doutrina católica na ordem para ganhar outros cristãos. Ele continuou a dizer que a unidade pode somente ser alcançada quando cristãos de todas as faixas se submeterem para a verdade ensinada por Cristo. Fora de Cristo não podia haver nenhuma unidade cristã verdadeira. E assim católicos acreditavam que a fé católica representava a totalidade do cristianismo. Seria prejudicial para outros cristãos negligenciar qualquer coisa que Cristo tenha ensinado.   
Apesar de ficar chocado de primeira, eu me encontrei feliz que foi tão honesto e franco. Mais tarde eu refleti num verso de São Paulo que eu lembrei de ler nos meus dias de colégio: 1 Cor 1, 10, “Rogo-vos,  irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja entre vós divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento.” A solução de Paulo para as divisões na igreja de Corinto não era abandonar as diferenças entre os cristãos, mas salientar a necessidade de buscar a unidade na fé ou na doutrina. Eu ouvi Pe. Ryland confirmar algo que eu já tinha suspeitado. A fé católica não era relativa ao compromisso com a verdade – apesar de eu ter ouvido outros padres católicos mergulhar na fé – mas era relacionado a abraçar totalmente o ensinamento de Jesus. Esta profundidade de convicção agradou a mim. Isso fortaleceu minha decisão de encontrar a igreja que cristo fundou a igreja que ensinou a totalidade da fé.
Minha viagem de verão a Steubenville trouxe outras duas surpresas inesperadas. Outro dia no almoço da cafeteria da universidade, eu sentei e comecei a conversar como um homem sobre certos pontos teológicos que eu tinha ouvido naquela manhã. Quando mencionei algo que Padre Bernard Lonergan tinha escrito, ele não tinha idéia de quem eu estava falando. Eu simplesmente admiti que qualquer católico deve ter ouvido falar desse grande teólogo dominicano. Do meu lado sentou uma senhora que conhece o trabalho de Lonergan e começou a articular pontos da doutrina católica numa maneira simpática. Marie Jutras era a pessoa que eu precisava conhecer naquela fase da minha vida. Ela não era somente conhecedora de teologia, mas ela era uma apaixonada e aceitando o ser humano. Ela afirmou o trabalho do Espírito Santo em minha vida; de fato, ela podia ver melhor do que eu. De alguma forma isto me impressionou como uma verdadeira maneira católica de evangelizar, afirmando que foi bom e pacientemente responder as perguntas. Durante os próximos anos, Marie Jutras se tornaria a católica mais importante na minha jornada à igreja. Ela fielmente ligava para nossa casa basicamente todo mês oferecendo assistência que podia. Eu não tenho dúvidas de suas orações, seus presentes materiais e sua bondade pessoal eram na verdade o que eu estava aprendendo comigo mesmo, para permanecer nos recessos de meu coração. Não importa o quanto possamos estar convictos da verdade em nossa mente, devemos enxergar isso vivido nas pessoas ao nosso redor.
A outra pessoa que eu conheci naquele verão foi Marcus Grodi, outro ministro presbiteriano que estava perto de entrar na Igreja. Durante os próximos anos, Marcus alcançou de mim oferecimento de apoio e amizade. Sua experiência como ministro presbiteriano mais de uma vez trouxe-me a atenção que eu precisava porque ele podia entender o esforço num caminho difícil a não ser que um tivesse a posição similar. Marcus conhecia os vacilos para frente e para trás, as dúvidas de suas próprias integridades, e os medos de um futuro desconhecido no qual encaram ministros que contemplam se tornarem católicos.
Estas fidelidades católicas eram como “sacramentos” pra mim. A personificação do amor de Deus nos ajudando pelo caminho. Calmamente, eu sabia que a bondade pessoal das pessoas, não importa quão amável e sedutor, não podia ser o princípio de minha decisão. Eu precisava saber a verdade. Nada menos seria suficiente.
Do Sucesso ao Sofrimento
O inverno de 1993 viu outra dimensão para minha jornada que eu nunca tinha sonhado. Eu encontrei um padre que sabiamente ofereceu dar-me uma direção espiritual e introduziu-me para exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola. Apesar de agora minha sede espiritual era tão intensa que devorei livros de espiritualidade católica. Eu nunca encontrei profundidade da introspecção espiritual na minha própria tradição que encontrei nestes livros. Pelo verão de 1993 eu estava pronto para um retiro inaciano. Sendo um homem de família com múltiplas responsabilidades. Eu simplesmente não podia passar 30 dias por um retiro como um padre jesuíta. Entretanto, meu coração ardia pelo tempo de encontrar Jesus da maneira que Inácio descreveu. Eu tinha que encontrar um jeito.
Na providencia de Deus, eu cheguei a devorar o livro de André Ravier intitulada Do-It-At-Home Spiritual Exercises(Faça-o em casa exercícios espirituais). Essa foi a solução do meu dilema. Durante o curso de trinta dias no verão de 1993, eu e minha esposa fomos andando para o retiro inaciano, meditando na vida de nosso Senhor Jesus. Como Inácio ensinou, nós suplicamos a Deus pela graça de conhecer o coração de Jesus e força para segui-Lo. Na terceira semana do retiro meditamos a Paixão de nosso Senhor, no seu sofrimento e sua dor.
Eu fiquei especialmente comovido quando chegou a meditação da agonia de Jesus no Getsêmani (Mc 14, 32-42). Por alguma razão, eu sempre fui atraído por esse evento particular na vida de Jesus desde minha conversão como adolescente de 20 anos. Foi somente no retiro inaciano que entendi porque. Eu comecei a ver que Jesus que eu entrasse no seu sofrimento e compartilhasse sua paixão. Eu acreditava que a agonia de Jesus era o seu sofrimento por mim; agora cheguei a compreender que Sua agonia era também intenção de Seu sofrimento por mim. Meu coração agora começou a sentir Seu esforço, Sua fragilidade humana, e Sua determinação de fazer a vontade seu Pai (Mc 14, 36). Enquanto meditava na agonia de Jesus, escrevi algo como isso no meu jornalzinho de oração:
“Senhor, eu sou um pequenino de 40 anos de idade e nunca conheci qualquer sofrimento. E que sofrimento eu suportei, eu acreditava que só Vós me livraria disso. Agora eu entendo que compartilhar o teu sofrimento é um privilégio. Eu quero estar contigo na tua agonia se isso trouxer-me para perto de ti. Senhor deixe-me compartilhar do Teu sofrimento.”
Essa oração foi inimaginável conforto e enormemente perigosa. Demoraria dois anos para entender totalmente o que significava. Após o próximo ano acadêmico (1993-1994), eu e minha família deixamos Jackson, Mississippi. O motivo foi quieto, porém doloroso. Minha simpatia católica se tornou tão óbvia que o seminário não me toleraria mais como professor. Ninguém foi indelicado, mas sabíamos que era o início de ser um embaraço para o seminário. Eles simplesmente não poderiam ter alguém ensinando lá acreditando no que eu acreditava. Eu entendi sua situação impossível. No meu lado, eu antes contribuia para o juramento de fidelidade que os professores exigiam assinar a cada ano. Na minha consciência eu não podia contribuir com a Crença dos Reformados. Era hora de ir.
Problemas na Família
Não poderia ser a hora mais inconveniente, nossos filhos agora estavam com quinze, treze e onze anos. Para tirá-los e mudar para outro lugar foi tão preocupante quanto qualquer coisa que tivéssemos de fazer. Até ali não tivemos escolha. Assim tentamos restabelecer nosso lar em Bloomington, Indiana, no verão de 1994, as duas únicas escolhas verdadeiras para mim era ou católico ou ortodoxo. Mas isso era mais fácil falar do que fazer. Um dos mais difíceis obstáculos nesta jornada era a rejeição da minha esposa mudar tanto para o catolicismo quanto para a ortodoxia. Ás vezes isso põe uma grande distancia entre nós, era uma distancia tão dolorosa tanto para mim quanto para ela. Apesar de acreditarmos que nossa união matrimonial era de maior importância. Não importa qual a forma de cristianismo estávamos tentando abraçar, sabíamos que Deus quer que sejamos um casal fiel. Fiel um ao outro e principalmente a Ele. Continuamos a orar juntos como casal e como família, porém as tensões na teologia assim como os anos turbulentos de revolta que os adolescentes trouxeram para o nosso lar. Parte dessa confusão era a dúvida que nossos filhos sentiram em relação a nossa identidade religiosa. Nesse ponto tudo o que eu podia dizer era  que somos cristãos. Eu podia dizer que eles queriam algo mais específico e definitivo, mas eu não podia dar a eles ainda. Isso trouxe tristeza para mim e minha esposa, nunca tivemos conhecido antes. A minha conversa e de minha esposa levou minha esposa a ver a Presença Real de Cristo na Eucaristia, mas ela ainda tinha muitas dúvidas. Nós queríamos uma igreja que fosse mais sacramental do que a Presbiteriana, mas ela não se sentia confortável sendo católica.
Nosso compromisso era seguir a igreja Luterana(sínodo de Missouri) na cidade. Aqui encontramos uma comunidade acolhedora de cristãos fiéis com o pastor com qual eu considero como o cristão mais gentil que eu conheci. Mas a maioria das pessoas da igreja luterana não sabia da minha íntima jornada espiritual. Desde que seguimos os serviços da igreja fielmente, nos tornamos amigos de muitas pessoas ali. Um pouco de quem sabia que eu era um ministro da igreja presbiteriana sugeriram que eu me tornasse um pastor luterano. A maioria me consideraram apenas como um acadêmico. Pela paz de minha família, minha esposa ocasionalmente me pediu que eu pudesse ser feliz com o maior sacramentalismo da igreja luterana. E se a paz de minha família era minha maior meta, teria sido uma boa escolha.
Eu sabia que não poda me tornar um luterano de boa consciência, não importa o quanto eu apreciasse as boas pessoas daquela congregação, por eu sinceramente acreditar na sucessão apostólica. A próxima igreja que eu faria parte ensinava e tinha a sucessão dos padres desde os apóstolos. Havia duas escolhas: católico ou ortodoxo. Durante o ano acadêmico 1994-1995, eu consolidei o meu entendimento da natureza apostólica da Igreja por estudar a emissão do papado.
A missa diária continuava a ser parte de minha vida. Eu cresci no conhecimento e no amor da missa diária passando pelas três paróquias de Bloomington. De muitas maneiras eu era uma parte integral da comunidade católica, mas isso somente fortaleceu a dor que senti porque eu não podia me juntar na maior expressão da vida católica na terra – A Santa Comunhão.  Este período foi marcado principalmente pelo sofrimento em nossa família. Minha filha mais velha ficou completamente doente e era difícil cuidar dela, assim tentamos manter algum semblante de uma vida familiar normal, dinheiro estava começando a acabar. Eu estava fazendo uma pesquisa histórica para escrever uma dissertação para o segundo grau de doutorado. Esse tratado se tornaria mais tarde num livro de ciência e religião.
O último obstáculo? O papado
Eu fui para trás a quatro passagens chaves no Novo Testamento que furam na introdução do papado. Por muito tempo, eu pensei que somente em de Mateus 16,13-20 poderia ter achado toda a referência remota ao papado, mas por outro lado eu comecei a examinar também outras passagens. As outras passagens eram o 18, 15-20 de Mateus; 21, 15-19 de João, e Lucas 22, 31-34. Eu posso somente indicar algumas características destes textos que me conduziram considerar a legalidade do papado. Sobretudo, eu fui golpeado pela posição singular de Pedro entre os apóstolos. A Igreja Católica acredita que Pedro era o escolhido de todos os apóstolos para conduzi-los nas responsabilidades pastorais da igreja. Os papas continuaram este ministério pastoral universal através dos anos. Este ministério Petrino é uma das características de distinção da igreja católica porque as igrejas ortodoxas não reconhecem uma primazia da jurisdição para o Bispo de Roma. Eu soube que puxando estes textos eu estava vindo perto de decidir entre ser ortodoxo ou católico.

O texto clássico de Mateus 16, 13-20 parecem sugerir que Jesus esteja fazendo de Pedro a rocha ou a fundação sobre a qual igreja é construída. Pedro identifica Jesus como “o messias, filho do deus vivo.” (Verso 16). Por sua vez, Jesus identifica Pedro como a rocha em que a igreja é construída. Naturalmente, eu estava ciente de todas as interpretações protestantes que sugeriram que Peter não seja a rocha. Agora, eu estava pronto para avaliá-los com uma mente aberta. Eu poderia facilmente rejeitar o argumento, o mais fraco de encontro a um ministério distintivo de Pedro baseado na diferença entre Petros (nome de Pedro) e petra (rocha). A objeção é que Jesus está extraindo uma distinção entre Pedro e a rocha em que a igreja é construída usando duas palavras diferentes. Mas a maioria dos eruditos, mesmo eruditos evangélicos, vêem este como uma interpretação errônea. A razão verdadeira que Jesus usa a forma masculina de Petros é que você não pode chamar um homem por um título feminino no grego clássico. Assim, porque Jesus quis chamar Pedro de rocha, fêz a palavra normal feminino petra da palavra masculina (Petros) para criar um jogo de palavras. O verso 18 pôde ser traduzido desta maneira para trazer para fora o jogo de palavra, “você é rocha, e nesta rocha eu construirei minha igreja.”

Eu também percebi que o resto da passagem não faria sentido se Pedro não está sendo identificado como a rocha. Em Mateus 16, 19 nós vemos Jesus dar a Pedro as chaves do reino dos céus, “eu dar-lhe-ei (soi) as chaves do reino dos céus e tudo o que você ligar na terra será ligado no céu e o que desligares na terra será Desligado no céu.” Se Jesus não quis dizer que Pedro devia ser a rocha, então por que daria a ele as chaves do reino? O pronome grego soi é singular que refere somente a Pedro. O poder das chaves é dado a Pedro sozinho nesta passagem. A frase “que liga e que desliga” implica a jurisdição, não apenas uma primazia de exemplo ou honra. Não é de maravilhar-se que Pedro está identificado como a rocha da igreja se a intenção de Jesus era exercer o poder das chaves, isto é, jurisdição universal sobre a igreja inteira.

De fato, eu estava também ciente do argumento protestante desde a história. Por exemplo, em um ponto de suas escritas, S. Agostinho interpretou “a rocha” como a confissão da fé que Pedro tinha dado. Disto, os intérpretes protestantes disseram que a confissão de fé é a rocha, e tão qualquer um que seguir o exemplo de Pedro professando Cristo como o filho de Deus igualmente se tornarão rocha. Neste momento, eu pensei duramente sobre tendências entre católicos e protestantes na leitura da escritura. A tendência protestante, evidente em minha herança reformada, era ler o texto como também/ou. Ou Peter deve ser a rocha ou as confissões devem ser. Eu perguntei-me porque nós devemos ler o texto esta maneira. Por que não pode ser ambos/e? Não pode ser verdadeiro que a essência da profissão de Pedro a Cristo é a fundação doutrinal da igreja quando o próprio Pedro é a fundação governamental? Ou melhor, por que nós não podemos ver Cristo como a pedra angular da igreja, como Paulo diz em Efésios 2, 20, e que esta fundação tem manifestações doutrinais e governamentais?
Esta discussão poderia continuar interminável, mas eu concluí que Jesus pretendia estabelecer uma igreja com Pedro como sua cabeça. Eu percebi tempos atrás que eu não estava lendo as Escrituras reducionisticamente. Ao invés, eu procuraria o significado total, não o mínimo possível.

O grego original de Lucas 22, 31-34 também estavam compelindo. Jesus diz no verso 31, “Simão, Simão, Satanás pediu para peneirar vocês como o trigo.” A palavra vocês é plural em grego indicando que os desejos de Satanás peneirar são de mais de uma pessoa; são todos os apóstolos que estão com Jesus na última ceia. Jesus continuou, “mas eu mesmo orei por você para que sua fé não falhe.” Aqui você é singular que indica somente Pedro. A pergunta natural é: se Satanás quis destruir todos os apóstolos, por que Jesus orou somente por Pedro? Não diz respeito aos outros apóstolos? Sua indicação seguinte explica-o, “e você, quando você se converter, fortalece seus irmãos.” Ou seja Jesus pretende reforçar todos os apóstolos com o ministério de Pedro. Terá uma única posição original entre os apóstolos cuja a finalidade será conduzir e guiar o colégio apostólico no ministério. Isto soou exatamente como a linguagem que os papas usaram no discurso do ministério Petrino.

A unicidade de Pedro entre os apóstolos, como indicados em Mateus 16 e em Lucas 22, pareceu fazer demasiado o sentido da passagem em João 21, 15-19. Esta é a passagem conhecida onde Jesus pergunta a Pedro três vezes se o ama. A maioria dos expositores concordam que as três perguntas correspondem às três negações de Pedro a Cristo durante sua paixão. Para nossas finalidades agora, nós precisamos somente notar Jesus na ênfase no papel pastoral ao qual Jesus tem por Pedro quando o manda três vezes, “apascenta minhas ovelhas.” (versos 15-17). Pedro precisa compreender a conexão entre o amor de Jesus e de seu papel como pastor. A pergunta pertinente é por que Jesus escolhe Pedro. É simplesmente porque é a única pessoa que negou Jesus? Ou era Jesus que pretendia mostrar a Pedro que ele deve tomar seu lugar como o pastor humano principal da igreja terrestre sob a autoridade do pastor principal divino Cristo? (Cf. 1 Pedro 5, 4).

Eu concluí que havia muita evidência no novo testamento para o ministério de Pedro. Embora havia ainda muitas perguntas e nuances a segurar, eu cheguei a acreditar que nosso Senhor Jesus pretendia ser o único  pastor que teria a jurisdição sobre a igreja inteira. Esta posição era em desacordo com protestantismo histórico e ortodoxia oriental. Este reconhecimento também ajudou-me a perceber como a unidade poderia ser realizada. Eu tinha desacreditado há muito tempo da fragmentação da cristandade protestante, mas agora eu também vi porque a ortodoxia não conseguiu o tipo de unidade evidente na igreja católica. Para mim, havia somente de sentido único ter a totalidade da fé cristã em um corpo que mediu o globo. Exigia o reconhecimento do centro da igreja sob um pastor, o Bispo de Roma.

Assim eu superava os últimos obstáculos para me tornar católico em minha mente, eu estava esforçando-me em minha vida emocional, em muitas partes dianteiras. A vida emocional de nossa família inteira estava todo o tempo para baixo. Domingo de Páscoa daquele ano, 1995, era qualquer coisa menos alegre. Aqui foi o dia do ano cristão inteiro que devia trazer a alegria em nossos corações, mas tudo que nós poderíamos necessitar era ir à igreja como o peso inoperante. Grato, por Pentecostes de 1995, nós estávamos começando a ver nosso caminho fora do labirinto que nos sentíamos presos por dentro. Nossa filha estava se recuperando e nossa família encontrava uma estabilidade mais certa. Então, em apenas um dia, nossas vidas tomaram um outro rumo para a escuridão.
Uma volta pela a escuridão
3 de Junho, 1995 era um sábado brilhante e alegre. Naquela tarde, eu fazia meu caminho para meu escritório na Universidade de Indiana para limpar algumas papeladas deixadas desde o semestre anterior. Assim eu passei por um homem jovem que estava sentado no meio-fio, como eu lembro bem, notei que estava vestido em um revestimento pesado do inverno, uma coisa impar dada que era um dia tão morno. Assim eu passei por ele uns quinze passos de distância, eu descobri o motivo. De repente, ouvi um dos sons mais altos que ouvi em minha vida. Eu me virei para ver o que foi aquele enorme estouro. Estava lá aquele homem jovem apontar uma nove milímetros semi-automático em minha cara. Disparou outra vez. Desta vez a bala atravessou minha garganta. Eu não tive o tempo para pensar. Eu corri para o lado do prédio onde ele não poderia me ver. Pouco eu sabia do tempo que ele vinha atrás de mim, disparando mais três vezes em um esforço ajustado para matar-me. Cinco tiros, somente um acertou-me. Mas certamente causou seu dano.

A bala viajou através de minha garganta faltando passar pela minha artéria carotídea por somente dois milímetros. Como o doutor me disse mais tarde, se essa bala tivesse passado através dessa artéria principal, eu estaria morto em minutos. Assim foi, a bala separou minhas cordas vocais que destroem a cartilagem que prende as aletas vocais a minha garganta interna. Mais tarde na tarde daquele dia de junho, eu deitei na sala de emergência do hospital de Bloomington com minha família que permanecia por perto no desânimo. Tudo tinham sido arredondados e levaram lá o nosso fiel pastor luterano. Naquele momento, com minha voz ido embora, tudo que eu poderia fazer era escrever as palavras “eu te amo” em uma tabuleta!
Não passou quatro dias quando eu acordei da sedação que eu comecei a perceber a enormidade do que tinha acontecido. Minha esposa disse-me que eu acordei muitas vezes durante aqueles quatro dias, e disse várias coisas, as vezes coerente, as vezes incoerente. Mas eu não lembrei de nenhum deles. Eu lembro de acordar e ver meus pais ao meu lado. “Mãe, pai, o que estão fazendo aqui?” Eu perguntei. nas semanas seguintes eu descobriria o quanto meus pais se importaram enquanto permaneceram fielmente comigo depois de terem voado da Florida.

Nada mais impressionou minha alma durante aqueles dias do que o amor perseverante e macio da mulher com quem eu casei vinte e um anos atrás. Sharon não saiu do meu lado de forma alguma quando eu estava sob sedativos. Comeu, dormiu, e sentou-se por mim com seu coração amarrado ao meu. Seu amor imprimiu-se em meu coração em uma maneira nova quando eu vi na mesa de noite ao meu lado toda minha parafernália católica que tinha trazido de casa: meu missal, meu rosário, meus cartões de oração. Embora não pôde usar essas ajudas espirituais para sua própria jornada de fé, ela sabia o quanto significavam pra mim. A mim esses volumes falados e foi então que eu soube além da dúvida que todos nossos esforços sobre as verdades da fé cristã nunca nos separariam.

Nossos filhos reagiram diferentemente. Rebekah tinha dezessete e expressou a confiança na providência de Deus me salvar por um propósito. Colin tinha quinze. Embora era mais quieto sobre os eventos, eu vi sinais definitivos do amor para mim que eu estimei porque seus anos adolescentes tinham colocado às vezes uma distância entre mim e ele. Mas nos dias que se seguiam sua bondade mais profunda revelou-se . Um irmão mais novo de Sharon, Steve Canfield, foi um oficial de polícia na Florida. Ele voou para ajudar no que fosse possível a nossa família. Desde que a polícia local era incapaz de encontrar muitos indícios a respeito da identidade do atirador, Steve e Colin saíram um dia ao local do tiro para ver se poderia encontrar quaisquer indícios. Junto descobriram algumas cápsulas da bala que era com estes que a polícia podia identificar o tipo de arma usada. Mais tarde, em casa, Colin agiu em uma maneira viril ajudando o pai assustado e enfermo para entrar em casa.
Rachel tinha treze naquele tempo e não sabia no que pensar. Mas eu recordo ter uma conversa bonita um dia no lar dos meus sogros, John e June Canfield. Os pais de Sharon incitaram-nos permanecer no mínimo  uma semana de repouso, porque o jornal local tinha imprimido nosso endereço em uma matéria um dia após o tiro. Temendo que o assaltante pudesse tentar retornar e terminar o que começou, forneceu-nos a proteção e o conforto. Uma noite, Rachel sentou-se no assoalho ao lado de minha cadeira. Quis saber como eu poderia confiar em tanto em Deus no meio deste sofrimento. E perguntou por que não pode amar a Deus como achou que eu estava fazendo. Eu disse-lhe que eu tenho andado com Deus por muitos anos e ela tinha somente treze anos. Se ela continuasse a buscar a Deus, eu disse-lhe que cresceria na santidade.
Uma resposta à oração?
Naturalmente, eu tentei fazer o sentido deste evento enquanto eu deito na cama do hospital. Em minha viagem espiritual dentro da espiritualidade católica, eu tinha vindo compreender a noção do sofrimento redentor. Embora eu nunca evitei o sofrimento como um cristão antes, as idéias de algum modo católicas sobre esta verdade espiritual pareceram mais ricas e mais profundas. Então por que Deus permitiu isto em minha vida? Eu comecei a recordar muitas verdades que eu tinha encontrado na minha procura espiritual. Eu lembrei como eu tinha orado em 1993 que eu estaria disposto compartilhar em sofrimentos de Cristo se ajudassem uma outra alma a vir mais perto de Deus. As palavras de Paulo em 2 Corintios 4,10 retornou para mim, “Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo.” A repetição do apóstolo das palavras “em nosso corpo” sugeriu-me que meu sofrimento físico fosse meios de revelar o poder de sua vida de ressurreição a outros. Este pensamento trouxe uma inundação da alegria em minha alma. Eu senti certeza que este evento, não importa quão trágico pode parecer, era de fato uma resposta a minha oração dois anos antes.
Eu também pensei divinamente estranho que a bala acertou minhas cordas vocais. Minha profissão quase inteira dependia de minha voz. Professor, pregador, guia turístico. Todos significavam ter uma voz forte. E mais adiante, eu tinha sido abençoado com uma voz de tenor que poderia cantar alto e poderosamente. Meus esposa e membros da família podem dizê-lo como eu muitas vezes afligi eles com minha voz vigorosa porque eu cantaria árias das óperas italianas, canções artísticas dos compositores famosos, e sobretudo amados hinos cristãos. Nenhum lugar, público ou confidencial, era isento porque eu cerquei para fora o Fs e o Gs na parte superior de meus pulmões. Mas nenhum lugar era mais sagrado ao meu canto do que o amado chuveiro. Muitas vezes minha esposa pediria que eu na consternação, por favor, por favor, para não cantar no chuveiro quando nossas crianças estivessem dormindo. E o acompanhamento inevitável do talento musical juntou com o pecado original, era orgulho. O Senhor não odiou minha voz, mas ele estava amando bastante para conseguir uma coisa que poderia me manter fora do Reino do Céu – minha arrogância. Hoje, minha voz foi parcialmente restaurada. Eu posso e falo das coisas do Céu – e às vezes menos do que uma maneira celestial – mas eu não posso cantar no elevado e dominante tom que eu outrora o fiz. Mas está tudo bem porque agora eu tenho um lembrete constante que eu estou na necessidade dessa virtude que parece sempre me iludir, humildade.

O tiro também trouxe à luz um terceiro aspecto de minha jornada, a unidade cristã. Eu estive tão preocupado e atemorizado pela falta da unidade entre cristãos. Eu cheguei a acreditar que pode ser o único grande escândalo na cristandade hoje, uma visão que parece ser compartilhada por um dos grandes papas do tempos modernos, João Paulo II. Quando os amigos cristãos tiveram conhecimento desta tragédia, eles alcançaram com uma piedade inacreditável. Nosso pastor luterano veio consolar pelo menos minha esposa e família uma vez por dia. Somente mais tarde eu tomei conhecimento que ele e sua esposa também conheciam muito o sofrimento. Muitos anos antes, sua terceira filha nasceu com Síndrome de Down. Sua própria piedade cresceu fora de seu sofrimento. Diversos pastores evangélicos vieram visitar, incluindo a aquele que dirigiu agora a igreja presbiteriana local que eu comecei dez anos atrás. Muitos amigos católicos vieram também. Todos os padres locais que eu conhecia inclusive um casal monges do monastério do St. Meinrad no extremo sul de Indiana. O padre da paróquia onde eu atendi na maior parte a massas do diário e da vigília de sábado veio administrar-me o sacramento da unção dos enfermos. Os antigos estudantes do seminário estavam lá em espírito e na comunicação através de cartas. Marie Jutras, minha companheira canadense de jornada, deixou todo seu grupo espiritual no norte que conhece. Através dos amigos dos amigos, eu tive pessoas em quase todo o continente que rezavam por mim. Que acontece quando pessoas oram sinceramente por outras? São juntados em uma união mística um com o outro com a mediação original de Cristo. E assim eu soube então que em alguma medida pequena meus sofrimentos significaram que os cristãos tinham sido extraídos a um outro mais próximo com da união na oração para mim. Isso fez-me muito feliz.

O tiro ocorreu apenas algumas semanas antes que o Congresso Anual na Universidade Franciscana de Steubenville esteve a ocorrer, a mesma conferência que eu tinha atendido um casal anos atrás. Marcus Grodi ligou para dizer que os padres na universidade, dirigida por padre Michael Scanlon, tinha decidido oferecer o sacrifício da noite na Missa na conferência para mim e minhas intenções. Eu mandei uma carta de agradecimentos a todos lá, e o Dr. Scott Hahn era amável bastante incluir a parte dessa carta em seu discurso na conferência naquele fim de semana.

Após aproximadamente um mês deste evento, meu irmão convidou amavelmente nossa família inteira para descer para a Florida a recuperar-me. Ele é um marido e um pai cristão devoto. Lembrou-me mais de uma vez de minha necessidade de perdoar o homem que atirou em mim e de orar por ele. O conselho do meu irmão comoveu o lar. Sem perdoar aqueles que pecam contra nós, nós não podemos esperar receber a piedade porque é somente quem é piedoso obterá a piedade, (Cf. Mt. 5,7). Durante meu alívio do dia-a-dia, Dr. Hahn ligou outra vez para oferecer seu apoio e incentivo. Antes que nós retornássemos a Bloomington, eu estava pronto para me tornar um católico na mente e no coração.
Que você está esperando?
Após o evento traumático do tiro, eu fui inclinado a pensar que vida deveria me dar algum conforto. As benevolências espirituais iniciais que eu recebi o despertar do evento pareceram desvanecer-se. Eu notei dentro de mim mesmo uma tendência decidida de querer prolongar a atenção intensa que eu recebia de outras pessoas. Eu tive tentações definitivas para a auto-piedade. Mas uma vez que nós nos estabelecemos de novo no dia-a-dia em Bloomington, as coisas continuaram de uma forma que tiveram antes, nossa crise de família. De fato, de várias maneiras a vida estava tornando-se mais difícil. Meu ensino era mais laborioso; minha pesquisa acadêmica era cansativa. Nossos filhos estavam começando a mostrar efeitos negativos deste trauma. Eu estava muito mais assustado sobre o dia-a-dia do que a que eu já tive. E enquanto eu sabia que queria ser um católico, eu parecia estar furado em uma rotina, não capaz de mover-se adiante.

Uma noite na mesa de jantar, nosso filho de dezesseis anos de idade anunciou que queria ir praticar skydiving. Minha esposa não achou aquilo engraçado. Por que você quereria saltar de um avião perfeitamente bom? Mas algo me tocou em uma resposta. Eu era temível sobre a vida. Eu sabia que tinha fazer algo a respeito. Eu estava permanecendo uma vítima toda minha vida ou eu estava superando as probabilidades e trazer de volta minha vida na trilha? Após um momento em pensamento, eu disse a nosso filho que eu gostaria de ir com ele. Era algo que nós poderíamos fazer junto e ao mesmo tempo para desafiar a mim mesmo a enfrentar meus medos. Então uma manhã de sábado, nós arrumamos nossas coisas e nos dirigimos ao local de skydiving. assim nós subimos  naquele pequeno avião naquele dia, eu pude sentir o medo em minha alma. O maior desafio foi quando eu tive que sair do avião à 762 metros acima da terra e permanecer na pequena plataforma. Sim, eu estava com medo mas eu sabia que tinha que faze-lo. Esse dia era como um exercício espiritual para mim. Ajudou-me a escutar melhor Jesus que disse tão frequentemente, “não temas!”

O outono vira inverno e inverno em primavera . Eu notei meu desejo mover adiante a volta. A sensação urgente sobre ser católico cresceu, mas também cresceu minha dor porque minha esposa não parecia crescer mais perto da igreja. Nós oramos juntos; nós íamos à igreja juntos; nos amamo-nos um ao outro, mas eu queria que nos tornássemos católicos juntos. Contudo não poderia simplesmente em boa consciência. Nós estávamos em um obstáculo.

No início de 1996 meu irmão ligou da Flórida para dizer-me que achou que eu deveria me mudar de volta ara a Flórida para estar mais perto de nossa família. Eu sou o filho único que saiu de Tampa. Enfatizou que Deus queria que eu fizesse isso. Eu disse a ele que eu oraria a respeito. Sharon e eu falamos e oramos sobre esta possível mudança por um mês. Eu estava ficando convencido que era algo que nós deveríamos fazer. Tarde da noite eu não conseguia dormir assim, eu me dirigi à igreja do S. Carlos Borromeu para rezar. Sozinho no santuário, ajoelhado diante de nosso Senhor no tabernáculo, eu perguntei, “Senhor, que queres que eu faça? Você quer que nos mudemos para a Flórida?” Eu disse, “eu realmente não quero me mudar para a Flórida, mas se quiseres que façamos isso, eu irei.” No silêncio daquela noite, parecia como se Deus estivesse me perguntando, “Ken, você sabe quer fazer minha vontade. Mas a verdadeira pergunta aqui é o que você quer? No fundo do seu coração, Ken, o que é que você mais quer?” Eu não hesitei por um momento. Eu disse, “Senhor, não me importo se eu me mudar de volta para a Flórida, mas mais do que qualquer coisa no mundo, eu quero me tornar católico.” Então uma pergunta simples atravessou minha indecisão, “Bem, então, o que está esperando?”.
Um dia Trinitário
Essa pequena voz energizou-me. Eu tive que mover-me adiante. Eu falei com o pastor, padre Charles Cheeseborough e nós ajustamos a data para 1° de junho. Mas antes do dia chegar, eu tive que ter uma das mais importantes e difíceis conversas de meu casamento. Sharon e eu sentamo-nos em nosso sofá enquanto eu lhe dizia que eu já não tinha mais escolha. Eu estava convencido que a Santa Igreja Católica era a verdadeira igreja que Jesus fundou, e que eu seria desobediente a Deus se eu não entrasse nela. Minha consciência estava limitada. Eu não poderia recusar. Eu disse a ela que sabia que isto seria doloroso, mas de algum modo ela também sabia que eu teria me juntar. Nós dois nos sentimos extremamente tristes, mas ela sentiu que estaria ajudando no caminho da obra de Deus se ela tentasse permanecer no meu caminho. Nós decidimos que continuaria a ir às vigílias das missas comigo nas noites de sábado (como teve por dois anos), e que eu iria à igreja Luterana com ela. Nós sentimos que esta era uma “separação” inevitável, mas uma que não duraria para sempre.

Eu disse a meus amigos católicos que tinham orado muito tempo por nós. Eles estavam super-alegres. Marie Jutras, uma mulher católica devota que eu conheci em Steubenville, disse que estava chegando. Trouxe um amigo com ela, um companheiro católico professor que estava a ponto de entrar no seminário para estudar para o sacerdócio. 1° de Junho de 1996 era um lindo dia de verão. Quase um ano após o tiro trágico e mais de quatro anos após aquele dia eu me tinha ajoelhado na Igreja de S. Pedro em Jackson, Mississippi, meu desejo ser católico estava se realizando. Três eventos importantes vieram junto fazer a disso um dia muito especial. Era meu quadragésimo quarto aniversário. E com corações gratos, nós exultamos que nossa filha mais velha, Rebekah, se estava se formando no colégio. Sobretudo, esse dia eu fui recebido e confirmado na Igreja, Una, Santa, Católica, e Apostólica na paróquia S. Carlos Borromeu pelo meu pastor, padre Charles Cheeseborough. Muitos de meus amigos católicos compareceram. O que me surpreendeu agradavelmente era que alguns dos meus amigos protestantes compareceram, incluindo um irmão mais velho de Sharon com quem eu cresci muito perto pelos anos. Mais tarde daquela noite, meus sogros convidaram para uma celebração em seu lar por estes três eventos.

Eu tive muitas razões para ser grato nesse dia: minha vida, minha esposa, meus filhos, e minha família inteira. Todos eram (e são) presentes preciosos! Mais especial naquele dia era receber pela primeira vez a Sagrada Comunhão como um católico. A Eucaristia que me tinha extraído e me tinha convertido era agora minha possessão estimada. Muito antes, eu comecei a fazer o sinal da cruz, mas neste dia este gesto simples tomou um significado profundo, como eu sabia que agora eu estava finalmente em casa. Agora eu estava dentro da Arca do Testamento, a Barca de Pedro, como os Pais da Igreja chamaram-na de A Igreja. Eu estava mais incorporado, agora mais inteiramente no mistério que é Deus: Pai, Filho e Espírito Santo.
Outro depoimento do mesmo Kenneth J. Howell: http://www.veritatis.com.br/article/830
fonte:veritatis


 



contradição do protestantismo
Setembro 21, 2009, 1:52 am
Arquivado em: apologética

CONTRADIÇÕES DO MUNDO PROTESTANTE SOBRE AS IMAGENS

Por Jaime Francisco de Moura

Ainda que alguns protestantes se manifestem a favor do uso de imagens, é muito comum encontrarmos posições críticas a esse respeito. Na maioria das vezes, os protestantes apresentam algumas inconsistências dignas de serem observadas.
Antes de tudo é bom sempre lembrar que:
A própria Bíblia é uma imagem: as palavras impressas sobre o papel nada mais são do que símbolos gráficos que excitam os olhos resultando na imaginação responsável pela compreensão do texto. Em verdade, a Bíblia é a imagem da Palavra de Deus.
Imagem não é apenas escultura: muito pelo contrário, abrange também pinturas, gravuras, fotografias, desenhos, imagens em 3D e quaisquer outras formas que estimulem a visão. É, portanto, inconcebível que as mesmas igrejas que atacam as imagens sacras defendidas pelos católicos distribuam folhetos, Bíblias e estudos bíblicos ilustrados, quer para crianças, quer para adultos – pois senão também estarão afrontando o Mandamento divino de (Êxodo 20,4) , como dizem que os católicos afrontam…
Não sei se o caro leitor já teve a oportunidade de ver em alguns panfletos protestantes, ou até mesmos livros, algumas imagens que são utilizadas por eles. Abaixo, apresento algumas delas distribuídas pelos protestantes que costumam a acusar os católicos de idólatras:
1) Imagem do rosto de Cristo no folheto “Ele é a solução”, produzido e distribuído pelos Adventistas do 7º Dia: qualquer semelhança com as imagens católicas de Cristo não é mera coincidência.
2) Imagem de Jesus e os discípulos em um barco no ?Livro Vida discipular? da Editora LifeWay.
3) Imagem de Jesus e as crianças na ?Bíblia Sagrada? da Sociedade Bíblica do Brasil, concordando, é claro, com as mesmas ilustrações utilizadas pela Igreja Católica.
4) Imagem desenhada representando a visita dos Reis Magos no “Caderno Bíblico nº 1/NT” da Sociedade Bíblica do Brasil: a cena se refere a (Mt 2,1-12), porém concorda com a tradição católica de 3 reis magos, já que esse número não é explicitamente citado pela Bíblia. Bom exemplo do uso de imagens para a catequese.
5) Marcador de livro distribuído por um candidato membro da Assembléia de Deus de Santos, durante as Eleições de 1998: a cena apresenta Moisés e os hebreus atravessando o Mar Vermelho. Outro ótimo exemplo do uso de imagens para fins catequéticos.
6) História em quadrinhos produzida pelo americano J.T.C. e distribuída por diversas igrejas protestantes: embora sua real intenção seja combater Maria Santíssima, acaba retratando-a de acordo com a tradição católica.
7) Imagem de Jesus Cristo no folheto “Quem realmente governa o mundo”, produzido pela Sociedade Torre da Vigia e distribuído pelas Testemunhas de Jeová: Cristo representado com barba e cabelos longos concordam com as imagens católicas.
8) Estátua de um anjo sobre o templo Mórmon de Salt Lake City, segundo revista “Despertai”, de 08/11/1995: exemplo de imagem em escultura no meio protestante.
Falta-nos ver, então o que diz as Escrituras Sagradas e finalmente, a posição oficial da Igreja sobre as imagens.
?Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro, fixando-os de modo a formar uma só peça com as extremidades da tampa. Terão esses querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a tampa, sobre a qual terão a face inclinada. (Êxodo 25,18-20) obs: Não devemos esquecer que querubins são imagens de escultura.
Acima da porta, no interior e no exterior do templo, e por toda a parede em redor, por dentro e por fora, tudo estava coberto de figuras:  querubins e palmas, uma palma entre dois querubins. Os querubins tinham duas faces:  uma figura humana de um lado, voltada para a palmeira, e uma face de leão voltada para a palmeira, do outro lado, esculpidas em relevo em toda a volta do templo. Desde o piso até acima da porta, havia representações de querubins e palmeiras, assim como na parede do templo. (Ezequiel  41, 17-20) obs: aqui podemos ver até figura humana,  face de leão, palmeiras etc. O templo de Deus, construído ricamente pelo rei Salomão, estava cheio de imagens de escultura e Deus se manifestou nesse templo e o encheu de sua glória.
?Fez no santuário dois querubins de pau de oliveira, que tinham dez côvados de altura. Cada uma das asas dos querubins tinha cinco côvados, o que fazia dez côvados da extremidade de uma asa à extremidade da outra. O segundo querubim tinha também dez côvados; os dois tinham a mesma forma e as mesmas dimensões. Um e outro tinham dez côvados de altura. Salomão pô-los no fundo do templo, no santuário. Tinham as asas estendidas, de sorte que uma asa do primeiro tocava uma das paredes e uma asa do segundo tocava a outra parede, enquanto as outras duas asas se encontravam no meio do santuário. Revestiu também de ouro os querubins. Mandou esculpir em relevo em todas as paredes da casa, ao redor, no santuário como no templo, querubins, palmas e flores abertas?. (1 Reis 6, 23-29)
Confira mais em: (Êxodo 25,22) ( 2 Crônicas 3, 10-14)  (Ezequiel 41, 17-21) (2 Samuel 6,2) (1 Reis 7, 23-26) (Êxodo 26, 1-2)
Agora vamos a posição oficial da Igreja. Esta pode ser retirada do Catecismo da Igreja Católica.
476. Visto que o Verbo se fez carne assumindo uma verdadeira humanidade, o corpo de Cristo era delimitado. Em razão disto, o rosto humano de Jesus pode ser ‘representado’ (Gl 3,1). No VII Concílio Ecumêncio [=II Concílio de Nicéia] a Igreja reconheceu como legítimo que Ele seja representado em imagens sagradas.
1159. A imagem sacra, o ícone litúrgico, representa principalmente Cristo. Ela não pode representar o Deus invisível e incompreensível; é a encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova ‘economia’ das imagens: “Antigamente Deus, que não tem nem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas agora, que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus. (…) Com o rosto descoberto, contemplamos a glória do Senhor” (São João Damasceno, Imag. 1,16).
1160. A iconografia cristã transcreve pela imagem a mensagem evangélica que a Sagrada Escritura transmite pela palavra. Imagem e palavra iluminam-se mutuamente: “Para proferir sucintamente a nossa profissão de fé, conservamos todas as tradições da Igreja, escritas ou não escritas, que nos têm sido transmitidas sem alteração. Uma delas é a representação pictórica das imagens, que concorda com a pregação da história evangélica, crendo que, de verdade e não na aparência, o Verbo de Deus se fez homem, o que é também útil e proveitoso, pois as coisas que se iluminam mutuamente têm sem dúvida um significado recíproco” (II Concílio de Nicéia, DOC 111).
1161. Todos os sinais da celebração litúrgica são relativos a Cristo: são-no também as imagens sacras da santa mãe de Deus e dos santos. Significam o Cristo que é glorificado neles. Manifestam a nuvem de testemunhas’ (Hebreus 12,1) que continuam a participar da salvação do mundo e às quais estamos unidos, sobretudo na celebração sacramental. Através dos seus ícones, revela-se à nossa fé o homem criado ‘à imagem de Deus’ e transfigurado ‘à sua semelhança’, assim como os anjos, também recapitulados por Cristo [...].
1162. “A beleza e a cor das imagens estimulam a minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus” (São João Damasceno, Imag. 1,27). A contemplação dos ícones santos, associada à meditação da Palavra de Deus e ao canto dos hinos litúrgicos, entra na harmonia dos sinais da celebração para que o mistério celebrado se grave na memória do coração e se exprima em seguida na vida nova dos fiéis.
2130. No entanto, desde o Antigo Testamento Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens que conduziriam simbolicamente à salvação através do Verbo encarnado, como são a serpente de bronze (Nm 21,4-9) (Sb 16,5-14) (Jo 3,14-15), a arca da aliança e os querubins (Ex 25,10-22) (1Rs 6,23-28) (7,23-26).
2131. Foi fundamentando-se no mistério do Verbo encarnado que o sétimo Concílio Ecumênico, em Nicéia (em 787), justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: os de Cristo, mas também os da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Ao se encarnar, o Filho de Deus inaugurou uma nova economia de imagens.
2132. O culto cristão de imagens não é contrário ao primeiro mandamento que proíbe os ídolos. De fato, “a honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo original” (São Basílio, Spir. 18,45), e “quem venera uma imagem, venera nela a pessoa que nela está pintada” (II Concílio de Nicéia, DS 601). A honra prestada às santas imagens é uma veneração respeitosa, e não uma adoração, que só compete a Deus: “O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem” (São Tomás de Aquino, S.Th. 2-2,81,3,ad 3).
2691. [...] A escolha de um lugar favorável não é sem importância para a verdade da oração: para oração pessoal, pode ser um ‘recanto de oração’, com as Sagradas Escrituras e imagens sagradas, para aí estar ‘no segredo’ diante do Pai. Numa família cristã, essa espécie de pequeno oratório favorece a oração em comum; [...]
2705. A meditação é sobre tudo uma procura. O espírito procura compreender o porquê e o como da vida cristã a fim de aderir e responder ao que o Senhor pede. Para tanto é indispensável uma atenção difícil de ser disciplinada. Geralmente, utiliza-se um livro, e os cristãos dispõem de muitos: as Sagradas Escrituras, o Evangelho especialmente, as imagens sagradas, os textos litúrgicos do dia ou do tempo, os escritos dos Padres espirituais, as obras de espiritualidade, o grande livro da criação e o da história, a página do ‘Hoje’ de Deus.



limbo
Setembro 20, 2009, 2:29 am
Arquivado em: apogética, apologética

Numerosos fatores dão sérias razões teológicas e litúrgicas de esperança de que as crianças mortas sem batismo serão salvas e gozarão da visão beatífica.( Comissão Teológica Internacional).


MENTIRA!

Esses lobos na pele de “teólogos” , espalham a mentira e a confusão na mente das pessoas, querem é reinterpretar o Catolicismo. Li por esses dias alguém falando que, estamos nos tornando protestantes sem ao menos percebermos e, é uma grande verdade. Infelizmente!


Esses marginais da fé, me levaram não só acreditar na não existência do limbo como e com isso, negar dois pontos extremamente importantes na Doutrina da Igreja. Com a ajuda de algumas pessoas dos blogues tradicionais( no que agradeço, Deus lhes pague!), consegui entender e perceber o meu erro, que fora ensinado por esses “teólogos” e confirmados pela sucursal protestante rc”c”, que um dia participei, DEUS ME LIVRE!

A Igreja ensina que nascemos com a mancha do pecado original( um estado herdado de Adão, no qual todo homem se encontra), exceção a Virgem Santíssima, pela Imaculada Conceição logo, Nosso Senhor Jesus Cristo, obviamente.


Necessidade do batismo: Jesus disse a Nicodemos, “ quem não renasce da água e do Espírito não pode entrar no Reino dos Céus”. Com o batismo é apagado o pecado original.

Limbo significa lugar intermediário ( limítrofe), etimologicamente deriva da palavra limite. Seria um lugar inferior em oposição ao Céu. Jamais inferno.

O limbo não é lugar de sofrimento,mas não é o paraíso a que Deus nos chama; justamente por estarem as crianças com a mancha do pecado original, lá estarão para todo o sempre, excluídas da visão de Deus.
http://www.permanencia.org.br/SimSimNaoNao/040/art1.htm
http://www.permanencia.org.br/SimSimNaoNao/045/art1.htm
http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2006-1-os-limbos.htm
http://www.capela.org.br/Artigos/limbo.htm
fonte:sucessão a apostólica



dúvidas sobre livro "Malleus Maleficarum"
Setembro 17, 2009, 9:07 am
Arquivado em: apologética

“Malleus Maleficarum”
Esse livro do martelo das feiticeiras teve realmente aprovação eclesiástica??
pq pelo que os professores (sei que a maioria não é digna de crédito em relação a Igreja), tinham coisas mtoo absurdas, como por exemplo maneiras de pegar bruxas voando em vassouras, e autorizava cardeais a abusarem sexualmente de servas que estivessem longe da família no campo, e dizia que não era pecado algum!!

Quase toda quarta com certeza virei c uma pergunta diferente, dia de aula de história geral! cada quarta um novo susto!! ou uma nova piada rsrs

Quem souber fale mais sobre oq foi realmente esse livro ..
Resposta:
.
Não. Não teve aprovação eclesiástica.
.
Pura lenda o que se propala por aí.

A Igreja nunca fez uso das mediocridades desse livro, O “Malleus Maleficarum” nunca foi aprovado pela Igreja e acabou sendo inserido no Index Librorum Prohibitorum.

Confirma-se isso, lendo a biografia dos autores:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Heinrich_Kraemer

http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Sprenger

Inquirir, quer dizer indagar, investigar, consultar pessoas e não matar pessoas. A todo custo tentam mudar o significado da palavra “inquisição”, a confundindo com a crueldade dos tribunais civis.

Sobre a crueldade dos tribunais civis, H. C. Lea cita 47 bulas nas quais a Santa Sé continuamente insiste na jurisprudência que deve se observar nos tribunais eclesiásticos. Alertam para não cair na violência e injustiças freqüentes dos juízes leigos.
Uma instrução da Câmara Apostólica, de 1657 — então os processos de bruxaria somente se realizavam nos tribunais civis —, apresenta a advertência da Inquisição: “A Santa Inquisição confessa que os processos são longos para serem instruídos regularmente; ela censura os juízes pelas vexações, encarceramentos injustos, torturas. Muitos têm-se mostrado demasiado cruéis encarcerando pela mínima suspeita e têm aplicado a tortura apesar do malefício não ter sido provado”.
( Hansen, Zauberwahn…, op. cit., pp. 24s.)

autor da pergunta:pedro-http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=7651875798194937858
autor da resposta:fernando nascimento -http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=12890883198981372372



EXISTE SALVAÇÃO FORA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA?
Setembro 16, 2009, 6:09 am
Arquivado em: apogética, apologética

Pergunta dirigida ao Cônego José Luiz Villac:
Qual o estado de uma alma não-católica ou não-cristã, quando da morte corporal? Ou seja, uma pessoa que viveu uma fé fora da Igreja, como os protestantes — ou os não-cristãos, como judeus, hindus etc. — qual o destino eterno dessas almas? Poderão ser salvas? As orações e sacrifícios da Igreja podem levá-las à salvação?
Resposta:
O que determina a salvação de uma alma é o estado de seu relacionamento com Deus no instante da morte: se ela acolheu a graça sobrenatural com a Fé, a Esperança e a Caridade, e nunca rompeu com Deus durante a vida — isto é, nunca cometeu um pecado mortal, ou, se o cometeu, teve um ato de contrição perfeita — ela estará salva, mesmo que tenha vivido toda a vida fora do grêmio visível da Igreja e nem se quer tenha sido batizada. Neste caso, ela terá recebido o que se chama batismo de desejo ou, conforme o caso, o batismo do sangue, pois sem o batismo ninguém pode entrar no Céu. Explicaremos isto melhor mais abaixo.
Posta assim a resposta em termos absolutos, resta esclarecer com que freqüência ou probabilidade essas condições absolutas se realizam na prática. E aqui a questão se complica e desdobra em numerosos aspectos.

Imag1.jpg (20546 bytes) Beleza das coisas criadas: via sensível para o conhecimento do Criador do universo

Pela Criação, conhecer a Deus
Em primeiríssimo lugar está o dever de todo homem de reconhecer a existência de Deus e de adorá-Lo e servi-Lo como seu Criador e Senhor. Ora, depois do pecado de Adão e Eva (pecado original), a mente humana ficou obscurecida, e sua vontade debilitada. Assim, muito freqüentemente o homem nega ou duvida da existência de Deus e passa a se declarar ateu (afirma que Deus não existe) ou agnóstico (não sabe se Deus existe ou não e passa a viver como se Ele não existisse). E nisto entra uma malícia profunda, um pecado gravíssimo, que estabelece uma ruptura radical entre o homem e Deus. Porque reconhecer a existência de Deus está ao alcance de toda alma reta, como diz o livro da Sabedoria: “Pela grandeza e formosura da criatura se pode visivelmente chegar ao conhecimento do seu Criador” (13, 5).
É claro que, se o homem persistir nesta postura até o momento da morte, não poderá ser salvo, ainda que em sua vida tenha sido, como se costuma dizer, uma “boa pessoa”. Pois alguém que rompeu com Deus no fundo do seu coração é um indivíduo visceralmente ruim. Os aspectos aparentemente bons de sua personalidade apenas encobrem essa malícia de fundo, que contamina todos os seus atos internos e externos.
Obrigação de conhecer a verdadeira Fé
Ademais, o homem deve chegar normalmente ao conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Igreja por Ele fundada, e a ela incorporar-se por meio do sacramento do Batismo. Na Igreja o homem encontrará os meios necessários para alcançar a salvação: o conhecimento da verdadeira Fé, através do Magistério da Igreja, e a graça por meio dos Sacramentos.
Como o consulente se refere ao que acontece com os não-católicos, consideremos as categorias por ele mencionadas, encontráveis num país católico: protestantes e judeus. O que diremos sobre a situação num país católico vale, por extensão, para os países de minoria católica ou simplesmente não-católicos, ou até mesmo para as tribos selvagens que vivam em estado de barbárie, por não terem, porventura, entrado em contato com a civilização. Nestes casos, as dificuldades podem ser não pequenas para o conhecimento e adesão a Nosso Senhor Jesus Cristo e à Santa Igreja.
Embora dispersos pelo mundo, os judeus formam comunidades coesas em que cultivam suas tradições religiosas e culturais. Depois da rejeição de Jesus Cristo como o verdadeiro Messias, dois mil anos atrás, será muito difícil pensar numa conversão maciça antes que a hora da graça soe para eles, como está previsto na Sagrada Escritura. Algumas conversões isoladas, entretanto, se têm dado, das quais as mais famosas foram as dos irmãos Ratisbonne, no século XIX, os quais fundaram justamente uma congregação religiosa para a conversão dos seus irmãos de raça.

A pergunta do consulente é se um judeu não-convertido pode se salvar. Dado o caráter coeso e até certo ponto fechado dessa comunidade, será realmente muito difícil que um membro dela tenha condições de vencer todas as barreiras psicológicas, culturais, sociais e religiosas para aderir ao cristianismo. A ele se aplicará, pois, o que foi dito no primeiro parágrafo desta resposta: ele será julgado pela retidão de seu relacionamento íntimo com Deus — o que inclui a acolhida interior da graça sobrenatural da Fé, Esperança e Caridade — e pela observância dos Mandamentos.
Resposta análoga vale também para os protestantes. Cinco séculos de ruptura com a Igreja criaram neles obstáculos mentais de toda ordem, que exigem um esforço fenomenal — somente possível com uma ajuda especial da graça — para darem o passo decisivo da conversão. Ainda há pouco produziu profunda comoção na França a conversão ao catolicismo do pastor Michel Viot, que ocupava cargo de destaque na comunidade luterana (cfr. Le Monde, 7 de agosto de 2001).

Ratisbonne.jpg (38214 bytes) A conversão do judeu Afonso Ratisbonne, em Roma

Batismo de desejo e batismo de sangue
Como explicar que seja possível a salvação dessas almas que viveram fora do grêmio visível da Igreja? A teologia católica explica que essas almas retas, que não conseguiram superar barreiras vivenciais e culturais para reconhecer a verdadeira Igreja, se são autenticamente retas — e, portanto, se sob o influxo da graça desejaram de fato conformar suas vidas com a vontade e a lei de Deus, recebem o batismo de desejo em razão da Fé, Esperança e Caridade que, in voto (implicitamente) acolheram. Isto é, Deus as acolhe no seio da Igreja, porque esta é a comunidade de todos os autênticos filhos de Deus.
A fortiori se, sob o influxo da graça sobrenatural e por um motivo de verdadeira caridade, uma dessas almas derramou o seu sangue em defesa de um princípio da lei natural, isto é, da lei inscrita por Deus na natureza. Ou mesmo se algum não-católico for intimado, sob ameaça de morte, a renegar a Deus, ou mais especificamente sua fé em Jesus Cristo, e, movido por uma graça de caridade sobrenatural, recusar-se a fazê-lo, sendo por isso morto, ele recebe o batismo do sangue, porque in extremis terá confessado a Deus ou Jesus Cristo.
Não se trata aqui de uma subtileza teológica para explicar o princípio de que fora da Igreja não há salvação, mas da realidade profunda do relacionamento das almas com Deus, que só Deus conhece. E Deus acolhe essas almas verdadeiramente retas na Igreja triunfante, que é a comunidade dos eleitos.
De todo o dito, não se conclua que esses fatos são corriqueiros. Se já é tão difícil para nós, católicos, com todo o socorro dos ensinamentos e dos sacramentos da Igreja, nos mantermos fiéis a Deus e à sua lei, quanto mais difícil será para aqueles que não têm a dita de pertencer à Igreja católica.
De qualquer maneira, para Deus nada é impossível, e Ele pode salvar também aqueles que, sem culpa pessoal, não conheceram a verdadeira Igreja e viveram nesta vida afastados exteriormente dela, mas que, com o socorro da graça interior, foram fiéis aos Mandamentos da Lei natural e sobrenatural de Deus, nos termos indicados acima.
Sem dúvida, como sugere o missivista, as orações e sacrifícios que nós católicos façamos podem beneficiar essas almas retas espalhadas pelo mundo, que não tiveram a graça enorme de chegar ao conhecimento da única e verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja católica.

Extraído da Revista Catolicismo



RESPOSTA 17 – “TÍTULOS E FÁBULAS”
Setembro 12, 2009, 8:12 am
Arquivado em: apologética

Neste outro capítulo de calúnias, o embusteiro “pastor” caiu do cavalo pela falta de conhecimento sobre títulos dos cargos da Igreja. E até inventou “fábulas” para dedicá-las a Igreja. Desmascaremo-lo.- O omisso “pastor’, da religião que tinha um exército armado chamado “LIGA DE ESMALCADA” em 1531, e que em 15 de julho de 1570, degolaram os jesuítas, resolve diante de suas omissões acusar os Papas de: “organizarem exércitos, derramarem sangue e tornarem-se políticos”. – Resposta: Os Papas nunca organizaram exércitos. Quando os civis se reuniram para defender-se dos hereges e invasores daqueles tempos, era a própria sociedade em defesa da fé. Quando houve exageros foi pela ausência do controle do Papa, que não tolerava a violência. Político Jesus também foi, como fazem os Papas, só não se metem em política vulgar. Já as seitas do “pastor” não podem ver uma eleição e logo se candidatam de vereador a presidente, tem até uma sinistra “bancada evangélica sanguessuga”. Diz as Escrituras, “a boca fala do que lhe transborda do coração” (Mt 12, 34).O embusteiro “pastor”, que pertence á uma dita “igreja evangélica”, alemã, americana holandesa ou inglesa, que não existe em página alguma da Bíblia, dizia: “O Catolicismo por ser latino adotou títulos espanhóis e italianos, que resultaram numa hierarquia. Esses títulos nada tem a ver com o Cristianismo ou com o Novo Testamento, é criação do sistema deles”. – Resposta: Pergunto: Como o “pastor” acredita na Bíblia, se a palavra “Bíblia” não se encontra em toda a Escritura, e é “criação do sistema” dos Papas, orientados pelo Espírito Santo (Jo 14,26)? Respondo: ele só acredita no que convém. Como a palavra “católico” diz, o catolicismo é universal, Pedro fundou a sede da Igreja em Roma, e o idioma de Roma é que é latino. Está sim, na Bíblia a palavra “Bispo” que é o mesmo que Pai (Papa) =Cardeal =Núncio, etc. Como também está na Bíblia “Sacerdote”, “Presbítero”, que é o mesmo que Padre, Frei, Monge, etc. E estes títulos, traduzidos por outras palavras sinônimas conforme a língua, tanto tem a ver com o cristianismo, que Deus os designou para administrá-lo. (At 20,28), (Hb 5,1), (Hb 7,1).- Cego por caluniar os cargos da Igreja, ele até atacou os cargos de “BISPO” e “SACERDOTE”, dizendo que: “Sacerdote é termo do paganismo e do judaísmo.” – Desmascaramo-lo com as Escrituras: “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho, sobre que o Espírito Santo vos constituiu BISPOS, para apascentardes a Igreja de Deus a qual santificou pelo seu próprio sangue” (At 20, 28). – Blasfemava o “pastor”, insinuando que Cristo era pagão por ser também “SACERDOTE”. Está na Bíblia: “Tu és SACERDOTE eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.” (Hb 5,6). – Respondo ainda com o Cristão primitivo, Santo Inácio de Antioquia, (ano 110), que já descrevia assim, os cargos iniciais da Igreja de Cristo: “Assegurem, portanto, que se observe uma Eucaristia comum; pois há apenas um Corpo de Nosso Senhor, e apenas um cálice de união com seu Sangue, e apenas um altar de sacrifício – assim como há um bispo, um clérigo, e meus caros servidores, os diáconos. Isto irá assegurar que todo o seu proceder está de acordo com a vontade de Deus.” (carta aos Filadelfos IV – ano 110). Acabam assim os blefes do “pastor” sobre os cargos da Igreja de Cristo.- Desesperado, ele até tentou atacar os padres, mas foi em vão, dizia: “padre, o mesmo que pai, é o que deveriam ser tendo esposa, filhos e lar.” – Resposta: o celibatário São Paulo assim escreveu em sua carta: “O solteiro (Padre) cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor; – mas o que é casado (“pastor”) cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher.” (1Cor 7,32-33). Pegue sua Bíblia e confira mais em: (1Cor 7, 7-8), (Mat 19,12), (Apo 14,4-5). O padre é pai espiritual e o “pastor” é pai dos filhos da sua mulher. Essa é a imensa diferença. E não me venham eles com versículos mal interpretados e distorcidos.Adiante, mentindo e se afastando cada vez mais de Cristo, o embusteiro “pastor”, sofisma, inventa títulos para os Papas e os acusa de serem “obsecados (sic) por títulos”. Citava que se intitulam: “Salvatore, Filius Dei, Sacratissímus Dominus Noster, Pontíficie Maximus, Augustos (digno de ser adorado) e outros superlativos que os distancia de Cristo”. – Resposta: Estes nunca foram títulos usados pelos Papas que se chamam na imprensa: “SERVOS DOS SERVOS”, “BISPOS DE ROMA”, “VIGÁRIO DE JESUS CRISTO”, PATRIÁRCAS DO OCIDENTE”, “SUA SANTIDADE”. Desmascaremos agora o sofisma do “pastor”: Ele escreveu “Salvatore”, para insinuar que o Papa se diz salvador, ele escreveu “Fílius Dei”, para pregar que o Papa quer ser “Jesus”; ele escreveu “Sacratissímus Dominus Noster “ para colocar o Papa no lugar de Cristo; ele escreveu “Pontíficie Maximus”, para novamente colocar o Papa no lugar de Cristo; ele escreveu “Augustos (digno de ser adorado)”, para enganar você leitor, pois “Augusto” no dicionário, vai de “Respeitável” a “Solene”, nada de “adorado”. Cai o sofisma do “pastor”.À seguir, ele falando do que não entende, escorrega, julgando que não há harmonia entre as Ordens religiosas Católicas por serem diferentes. – Resposta: que fiasco, meu caro “pastor”! Que pena que o senhor não sabe que as ORDENS são ministérios que tratam assuntos diferentes, mas todas em comunhão com a unidade da Igreja Católica de Jesus Cristo. Coisa que não acontece com a DESORDEM das seitas, como a do “pastor. Ele vilipendiando as ORDENS, gratuitamente acusou os Jesuítas de “belicosos”, escondendo que foram os BELICOSOS protestantes que degolaram os humildes jesuítas em 15/07/1570 (Enciclopédia Microsoft Encarta 99).- Adiante, ele caluniava dizendo: “Rui Barbosa dizia que ‘A Igreja Católica é uma religião de FÁBULAS’ e o apóstolo Paulo mandava regeitá-las.(sic) (l Tim. 4:7)”.– PURA CALÚNIA! Rui Barbosa nunca falou essa asneira. Ele sim, para estrebucho geral dos “evangélicos”, ao fim da vida disse: “Estudei todas as religiões do mundo e cheguei a seguinte conclusão: religião ou a Católica ou nenhuma.” (Livro Oriente, de Carlos Mariano M. Santos (1998-2004) – Art 5). Este mesmo Rui Barbosa foi elogiado pelo Papa João Paulo II, quando de sua visita a Campo Grande, em 1991. Quanto as “fábulas” citadas pelo vil “pastor”: em (1Tim. 4,7) o apóstolo Paulo na verdade manda rejeitar as “FABULAS PROFANAS das velhas”, ou seja, que não diz respeito à religião. Como pregar o evangelho sem as parábolas (que é o mesmo que fábulas) de Jesus??? São Paulo mandou mesmo foi se afastar de quem como o “pastor”, promove dissensão (divisão da fé), isso o “pastor” não leu (Rm 16,17,18).- Ao contrário do que vemos nas seitas, na Igreja Católica não há espaço para fábulas profanas, nem falsos milagres. Tudo antes de ser proclamado é exaustivamente analisado por 76 médicos e respeitados cientistas, para isso o Vaticano tem quatro Academias Pontifícias em Ciências com 25 Nobel´s. Só é declarado milagre o que a ciência atesta. Desmascaremos abaixo, o que o precipitado “pastor” enumerou como “fábulas” da Igreja. Dizia Ele:“1 – Os anjos conduziram pelas nuvens a casa de Nossa Senhora de Loreto desde a Palestina até a Itália. Devido a esse “milagre” ela é padroeira dos aviadores!” – Resposta: Puro engano do embusteiro. Quem trouxe a casa de Nossa Senhora à Loredo foi uma família Cristã de sobrenome “dos anjos”. Este dado está de acordo com o que dizem os estudiosos do início deste século. Afirmam eles, com efeito, ter lido esta notícia em outros documentos do Arquivo Vaticano. Neles se lia que uma família Bizantina chamada “dos Anjos”, em latim, “De Angelis”, no século XII, salvou da destruição muçulmana, as pedras da Santa Casa de Nazaré, e as mandou trazer para Loreto a fim de construir ali a Capela. Provavelmente do nome da família “dos Anjos” ( DE ANGELIS ) do aforismo surgiu o engano do “pastor”, de que a Santa Casa veio para cá conduzida pelos anjos. Buscando a verdade dos fatos, autoridades governamentais, eclesiásticas, científicas e técnicas da época, nada constataram de fictício ao analisarem as fundações que permaneceram em Nazaré ou na própria casa. No dia 10 de dezembro de 1995, dia de Nossa Senhora de Loreto, como parte dos festejos dos 700 anos de devoção à Virgem, foi lançado pelos Correios o selo comemorativo desse acontecimento. Nossa Senhora de Loreto é a Padroeira dos Aviadores a pedido do Exmo. Sr. Ministro da Aeronáutica, em carta datada de 10/08/70 à Sua Emª, o cardeal D. Jaime de Barros Câmara, pede, que seja solicitada junto à Sua S. o Papa Paulo VI, no sentido de que esta igreja seja proclamada Santuário Nacional de Nossa Senhora de Loreto, Protetora da Aviação Brasileira Civil e Militar. O que foi concedido pelo Papa, em 08/10/70. (http://www.loreto.org.br/loreto.asp), (Zenit (29/03/2006).Isso acaba com a primeira fábula do embusteiro “pastor”, que se desdobra em calúnias, coloca palavras na boca dos outros e levanta falso testemunho contra a Igreja. – Fantasiava ele a seguir, sobre o exemplar Padre Anchieta:“2 – O padre Anchieta navegava de barco, sendo molestado pelo sol, surgiram pássaros que voaram em formação, fazendo sombras sobre sua cabeça. Este “Milagre” consta no processo de sua canonização!” – Resposta: Isto não consta no processo de sua canonização, pois seria um “milagre” a si próprio. Os milagres atribuídos ao padre Anchieta consta de bebês que sendo enterrados vivos pelos índios por serem filhos de brancos que estupravam índias, eram desenterrados vivos pelo padre morrendo apenas só depois de batizados. – Seguia o embusteiro:“3 – Em Portugal uma jovem roubava ouro e jóias de uma Mansão para dar aos pobres. Quando surpreendida, revistaram sua cesta, então houve o “milagre”, as jóias roubadas transformaram-se em flores! – Essa jovem foi canonizada!”. – Resposta: Note que a sua suposta “canonizada”, nem nome tem. Esta é outra fábula inventada pelo velhaco “pastor”, já que na Igreja Católica ninguém é venerado por roubo, como é a “bancada evangélica” da religião do “pastor” que chefiava a quadrilha dos “Sanguessugas” das ambulâncias. – Dizia ainda o vilipendiador:“4 – Numa gruta na Bahia há sinais de pés de uma criança, bem forjados! ‘Naquela gruta o menino Jesus refugiou-se quando perseguido por Herodes!’ Anualmente chegam naquela gruta centenas de romeiros; a Igreja diz que o povo é “simples e ignorante”, mas os padres estão presentes, tirando proveito dessa situação espiritual miserável em que se encenara nossa gente!” – Resposta: Sua gente usa paletó e se candidata à político usando o nome de Deus para enganar o povo simples, “pastor”. Diferente do que o senhor pensa, a Igreja não compactua com as crendices populares. Se o senhor estudasse a história do Brasil, saberia que os padres já estavam na Bahia, capital da antiga “Terra de Santa Cruz”, mesmo antes dos “brasileiros” existirem. Portanto NÃO CALUNIE dizendo que os padres estão presentes só para tirar proveito como fariam os “pastores” que vendem Bíblias para analfabetos. A história que o “pastor” narra é da cultura popular e não “fábula” da Igreja. – E continuava ele:“5 – Como a Igreja não sabe quando as almas saem do purgatório e cobram “Missas de intenção” sucessivamente, criaram uma lenda para desencargo de consciência que diz: “Nossa Senhora do Carmo, no primeiro sábado de cada mês, deixa o céu e vai até o purgatório tirar algumas almas privilegiadas!”” – Resposta: Do mesmo modo que o “pastor” não sabe o dia que o mundo acabará, é Deus quem sabe quando as almas saem do purgatório e não a Igreja. E bem diferente do que ele fala, a Igreja NÃO cobra “Missas de intenção SUCESSIVAMENTE”, é geralmente grátis e NÃO CRIA LENDA para “desencargo de consciência”. Sua acusação, os críticos consideram espúria, isto é, NÃO AUTÊNTICA, a bula de João XXIII em que se fala deste privilégio sabatino de ficar livres do inferno e do purgatório no primeiro sábado após a morte. Na verdade, na bula de 11/02/1950, o Papa Pio XII apenas convidava a “colocar em primeiro lugar entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”, apenas isso, e isso não é fábula. (Um santo p/ cada dia – M. Sgarbossa, Paulus, pág. 223) – Seguia o “pastor”:“6 – Seis padres belgas e um holandês da Ordem dos Bolandistas investigam oficialmente a história dos Santos {Hagiografia} (…) O porta voz deles Van OMMESlLAEGHE anunciou que “Santa Catarina nunca existiu”, foi uma fábula da Igreja.” – Resposta: PURA CALÚNIA! Os jesuítas belgas conhecidos como Bolandistas, subordinados ao Papa, apenas investigam e eliminam a parte lendária, de modo a restaurar o relato da vida dos santos, o mais fiel possível à realidade comprovável. É uma “fábula” a estória do “pastor” de que estes teriam alegado que Santa Catarina nunca existiu. Nos livros hagiográficos, concluídos pelos Bolandistas, existem 04 Santas Catarinas autênticas. Santa Catarina da Suécia, Santa Catarina de Alexandria, Santa Catarina de Gênova e Santa Catarina de Sena. Todas pessoas distintas que viveram em épocas diferentes, em lugares diferentes. Portanto “pastor”, sua calúnia acabou aqui. Desde então proclame esta verdade e se envergonhe de sua mentira. (Um santo para cada dia, Mario Sgarbossa – Luigi Giovannini , pág 93, 377,159, 133, Ed. Paulus). Continuava o embusteiro:“7 – Os Carmelitas supunham que sua Ordem teve origem com o Profeta Elias no Monte Carmelo ha 900 anos antes de Cristo! Agora estão revoltados com os Bolandistas, porque eles descobriram que a Ordem dos Carmelitas é recente, datando do ano 1.160 Depois de Cristo. (Do nosso, arquivo)”. – Resposta: PURA CALÚNIA! Jogue esse “arquivo” protestante no lixo. A Ordem Carmelita não se julga tendo origem com o profeta Elias, apenas o tem por patriarca modelo, por este ser o primeiro a orar no Monte Carmelo (1Reis 18,42). Os monges no ano 93 d.C., destruíram sua antiga casa e construíram uma capela sobre o Monte Carmelo, perto da fonte de Elias, em honra a primeira Virgem voltada a Deus. Portanto, é uma balela dizer que os Carmelitas tenham se revoltado com os Bolandistas, que muito menos afirmaram que os Carmelitas são datados de 1.160 d.C. (Um santo para cada dia, Mario Sgarbossa – Luigi Giovannini , pág 223, Ed. Paulus). E assim caem todas as “fábulas” inventadas pelo embusteiro “pastor”. Diz a bíblia dele: “… a Igreja é coluna e firmeza da verdade” (1Tim 3,15). Se a lê-se teria se poupado deste mico.
fonte:blog calúnias contra a igreja
autor:oswaldo de paula garcia



##Estudos sobre apocalipse##
Setembro 12, 2009, 6:32 am
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Vou começar com uma coisa que acho muito importante..Quem foi a cidade dividida em 3..3 flagelos em um só dia.Apc !8,8 “Por isso num só dia virão sobre ela às pragas: Morte, pranto, fome”.Ela será consumida pelo fogo porque forte é o Senhor que a condenou.Ezequiel dividiu a cidade de Jerusalém simbolicamente em 3 partes para mostrar a destruição total dela. (Eze 5,1-5)1-E tu, filho do homem, toma uma navalha afiada, à maneira de navalha de barbeiro, e passa-a sobre a cabeça e na barba; em seguida colocarás numa balança os cabelos que houveres cortado. 2. Queimarás um terço no meio da cidade, logo que tiver decorrido o tempo do assédio; tomarás outro terço, e o cortarás com a espada, em derredor da cidade; o último terço, dispersá-lo-ás ao vento, e sacarei da espada contra eles. 3. Reservarás, entretanto, pequena quantidade que guardarás na dobra do teu manto, 4. Mas guardarás ainda uma parte para arremessá-la ao fogo e queimá-la. É de lá que sairá a chama. 5. E dirá a toda a casa de Israel: oráculo do Senhor Javé. Trata-se de Jerusalém, que eu tinha situado em meio às nações, tendo em derredor os povos pagãos
Olhem que interessante em.( Jeremias 6 ,1)Fugi, filhos de Benjamim, para longe de Jerusalém! Tocai as trombetas em Técua, erguei uma flâmula no alto de Betacarém! Porque dos lados do setentrião surge uma desgraça, uma grande calamidade.Comparem com(Apc 18, 4 )4. Ouvi outra voz do céu que dizia: Meu povo, sai de seu meio para que não participes de seus pecados e não tenhas parte nas suas pragas.E as coincidências não terminam das muitas descobertas que fiz vou compartilhar com vcs, mas uma.Em Ezequiel 9 Castigo de Jerusalém podemos ler nos versículos 4-6 A marca que Deus colocou na fronte dos fies que não faziam parte das abominações do povo de Jerusalém.4. e lhe disse: Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem. 5. Depois, dirigindo-se aos outros em minha presença, disse-lhes: Percorrei a cidade, logo em seguida, e feri! Não tenhais consideração, nem piedade. 6. Velhos, jovens, moços, moças, crianças e mulheres, matai todos até o total extermínio; precavei-vos, todavia, de tocar em quem estiver assinalado por uma cruz. Começai por meu santuário. Começaram pelos anciãos que encontraram defronte ao templo.O interessante é que vemos em apocalipse quase que uma continuação do que aconteceu em Ezequiel.(Apc 14,1) mas leiam até o versículo 5 .1. Eu vi ainda: o Cordeiro estava de pé no monte Sião, e perto dele cento e quarenta e quatro mil pessoas que traziam escritos na fronte o nome dele e o nome de seu Pai.
Sobre a divisão ..uns morreram de ao redor dos muros de Jerusalém mortos pelos romanos , uns morreram de fome e sede .. os que conseguiram sobreviver foram dispersos expulsos de Jerusalém.. uma divisão simbo
lica..


Celibato na idade média
Setembro 10, 2009, 11:25 pm
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pergunta:celibato na idade média
na última aula de história segundo o professor qdo a Igreja instituiu o celibato obrigatório lá pelo séc XII, os padres que eram casados ou deixavam o ofício ou se divorciavam!! procede??
resposta: a Igreja sempre foi a favor da família e o divorcio não tem relação nenhuma com o celibato…Na época da Igreja apostólica, o celibato possui um valor positivo e é reconhecido como estado de vida ao lado do matrimônio. Tanto um como o outro eram vistos como carismas particulares. É possível que tenham havido casos de matrimônios “espirituais”, em que homem e mulher viviam juntos como irmãos (Paulo fala de uma situação como esta em sua primeira epístola aos Coríntios, por volta do ano 57). No final do séc. I e no séc. II existem muitos homens e mulheres celibatários (ascetas e virgens) “em honra da carne do Senhor” (Inácio de Antioquia). A princípio, havia uma ambigüidade entre a virgindade e o estado de viuvez permanente. Por volta de 150, Justino se refere a homens e mulheres que se conservaram “incorruptos”, alcançando a idade de 60 ou 70 anos. O mesmo diz Atenágoras, em torno do ano 177. Apesar disso, ainda não existe no séc. II uma forma definida para o celibato cristão.Na virada do segundo para o terceiro século, sob influência da gnose e do encratismo, surgem apologias a favor do celibato como estado de vida melhor do que o matrimônio. Clemente de Alexandria defende a santidade do casamento e ensina que a continência só é virtuosa quando vivida por amor a Deus. Aos poucos começa a se impor um novo ponto de vista, que considera a virgindade como uma forma de matrimônio místico com o Senhor. Após o ano 200, as “virgines Deo devotae” usam véu para indicar suas núpcias espirituais (Tertuliano, Sobre a oração, 22, escrito entre 200 e 206). Mas o voto de virgindade não possui caráter de ordenação, como atesta Hipólito em sua Tradição Apostólica.
Para Orígenes (que havia se castrado depois de ler Mt 19,12, detalhe peculiar) a virgindade supera o matrimônio porque enquanto este é figura da união de Cristo com a Igreja, aquela é sua realização mística e mais perfeita. Novaciano compara a virgindade com o estado angélico e Tertuliano leva ao extremo a sua exaltação, influenciado pelo montanismo. Cipriano vê a consagração virginal como esponsais com Cristo. Ele é o primeiro a usar o termo “virgindade” para se referir ao celibato masculino. Metódio de Olimpo (+311) fala dos celibatários Elias, Eliseu, João Batista, João Evangelista e Paulo, entre outros.A Igreja síriaca, até o séc. III, conserva o costume do celibato em família (os filhos consagrados permaneciam com os pais). Efrém reagirá contra esta prática. Hilário de Poitiers chamará de caelebs o não casado por razões de fé e de coelibatus o seu estado de vida.Atanásio (295-373), que conhece o ideal monástico de Santo Antão, define o matrimônio como “via mundana”, enquanto a virgindade é o caminho mais eficaz para alcançar a perfeição.Quando se encerrar o terceiro século, o celibato terá finalmente encontrado seu lugar na vida e na espiritualidade cristãs: estado superior ao casamento, comparado com a condição angélica, esponsais com Cristo, núpcias místicas, oferecimento total e perfeito a Deus. O monaquismo lhe dará forte impulso.No ano 300, o Concílio de Elvira, na Espanha, determina a obrigatoriedade do celibato para os padres e bispos da província. Com o passar do tempo esta disciplina se estenderá a toda a Igreja.FONTE: http://www.bibliacatolica.com.br/historia_igreja/30.php
Corrigindo o professor do “celibato obrigatório lá pelo séc XII”:.O CELIBATO é Bíblico: (1º Cor, 7, 32-34) “ E bem quisera eu, que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor; mas o que é casado cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher”..Tertuliano, cristão primitivo, falecido pelo ano 222, já dizia em sua obra “os clérigos são celibatários voluntários.” (Apologética 197)..A verdade histórica é que, o celibato clerical, já praticado voluntariamente, foi apenas sancionado na Igreja latina, mediante os decretos aprovados nos concílios de Elvira em 306, e de Roma em 386. Eis as provas:.ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA: “… Por volta de 306 Reuniram-se em Elvira (antiga cidade perto de Granada. Espanha), 19 bispos e 24 presbíteros da península ibérica que decretaram o celibato do Clero… “. Verbete “Concílio”.ENCICLOPÉDIA TIO SAM: “… Já no século IV, quando do Concílio de Elvira, começou-se a promover na Igreja Católica, o celibato entre os padres. Neste concílio provincial (Elvira era uma cidade romana, junto a Granada) foi imposta a “continência sob pena de degradação”. Verbete “Celibato”..
No rito oriental, há séculos, há muitíssimos voluntários padres casados, vivos e falecidos, e nunca viúvas exigiram idenizações à Igreja. Puro embuste.
Em nenhum dos casos permite-se o casamento de padres. No rito oriental, (antes da ordenação), casados podem ser padres; padres não podem casar. – Nas igrejas orientais, há a opção. Antes de se ordenar, o padre decide se vai ser celibatário ou se vai casar. Uma vez ordenado, o padre não pode mais casar. No Líbano, metade dos padres é casada, metade não.O apóstolo Paulo celibatário, escrevendo à Timóteo, também celibatário, já respeitava a cultura muitas vezes de bigamia dos homens orientais, preferindo diante da falta de solteiros, os sóbrios casados com uma só mulher:(I Timóteo 3,2)“Pois é preciso que o bispo seja irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio, ponderado, educado, hospitaleiro, apto para o ensino;”Eis a sintonia antiga com a tradição daquela região.



As cruzadas
Setembro 9, 2009, 2:55 am
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s Cruzadas

D. Estevão bettencourt, osb

Por “Cruzadas medievais” entendemos, as expedições empreendidas pelos cristãos do Ocidente para libertar do domínio muçulmano o S. Sepulcro de Cristo em Jerusalém. Têm início em fins do séc. XI (1095) e terminam em 1291, quando os últimos bastiões dos cruzados no Mediterrâneo oriental sucumbiram sob os ataques dos turcos. Recobrem, pois, os séculos XII e XIII. Verdade é que houve expedições bélicas para libertar a Terra Santa ou o Oriente da Europa ameaçado pelos turcos também nos séculos XIV e XV, como antes de 1095 se falava de reconquistar a Espanha ocupada pelos árabes… Antes de entrarmos no tema propriamente dito, importante observação deve ser feita, a saber: não se pode entender um episódio do passado sem se reconstituírem previamente o quadro geral respectivo e as categorias de pensamento dos atores desse episódio. A propósito damos a palavra a Profª. Regine Pernoud no seu livro “Les Croisades” (Paris 1960, p. 7): “É de notar quanto a historiografia nos tempos modernos se tornou moralizante e quão poucos historiadores resistem à tentação de se transformar em juizes e censores dos acontecimentos que eles referem. Ora os julgamentos que os historiadores possam proferir sobre o passado, arriscam´se muitas vezes a ser inadequados ou injustos, porque, sem que o próprio estudioso tenha sempre consciência disto, ele julga segundo critérios que datam da sua época, e não da época analisada. Especialmente estranho é o fato de que esse moralismo histórico se tenha propagado precisamente nos séculos XIX e XX, quando se registra admirável esforço em prol da historiografia objetiva, imparcial configurada às ciências exatas, que seguem métodos rigorosos. Os julgamentos dos historiadores acarretam o inconveniente de introduzir um dos elementos mais subjetivos, ou seja, as opiniões políticas ou religiosas abraçadas pelo estudioso… Essas sentenças arbitrárias, simplistas demais para poder ser verídicas, não provém do fato de que em geral o estudioso está mais apressado para julgar do que para compreender?’ Conscientes do valor destas advertências, procuraremos, nas páginas que se seguem, antes do mais compreender ´ o que não significa legitimar indistintamente os fatos narrados.

Causas da “Viagem da Cruz”

O fundo de cena histórico

1 ´ O termo “Cruzada” mesmo nunca ocorre nos documentos medievais; é vocábulo posterior, como também moderno é o vocábulo corporação, utilizado de maneira um tanto inadequada quando se fala de instituições medievais. Na Idade Média falava´se de “caminho de Jerusalém, passagem, viagem, via da cruz, peregrinação”. É, pois, a partir deste vocabulário que havemos de começar o estudo do que posteriormente foi chamado “Cruzadas”. “Peregrinação” é uma das práticas mais ancoradas na Bíblia ou ´ ainda ´ na tradição judaica, na tradição cristã e na tradição muçulmana; ver Deuteronômio 16,16; Lucas 2,41. Em particular, a peregrinação a Jerusalém e aos lugares santos da Redenção do gênero humano foi sempre uma das expressões de fé mais caras aos cristãos. No séc. IV após a era das perseguições, quando o Cristianismo começou a usufruir de liberdade no Império Romano, vê´se a lmperatriz Helena, mãe de Constantino, ir à Palestina para descobrir e restaurar os testemunhos da vida, da morte e da ressurreição de Cristo, que haviam sido sufocados pela ocupação romana a partir de 70 e, máxime, após 135 d.C. Pouco depois de Helena, mãe de Constantino, tem´se a figura de S. Jerônimo (†421), que resolveu estudar a Bíblia na Terra Santa, estabelecendo´se na gruta de Belém. Aos paucos, no país biblico foram´se constituindo numerosos mosteiros de homens e mulheres, que queriam beneficiar´se do contato com os lugares sagrados. Do séc. IV em diante, o movimento de peregrinações a Terra Santa não cessou entre os cristãos: Jerusalém, Roma e Compostela eram os principais pontos de atração da piedade. Têm´se mesmo ainda hoje numerosos “Itinerários” de Terra Santa escritos em latim através dos séculos por cristãos de nomeada, como o peregrino de Placência, Silvia, Etéria… Na ldade Média tão arraigado era o hábito de peregrinar que até mesmo o servo da gleba (o homem estatico por excelência, porque ligado ao campo, que ele não podia deixar e que ninguém tinha o direito de Ihe tirar) gozava do direito de sair da sua terra para realizar uma peregrinação, sem que ninguém se Ihe opusesse.

2 ´ No séc. VII a expansão árabe fez perecer as numerosas comunidades cristãs esparsas pela Síria, a Palestina, o Egito, o norte da Africa. Jerusalém em 638 foi ocupada e, em parte, transformada em cidade Árabe muçulmana. As condições dos cristãos.que lá viviam ou que lá iam ter a fim de visitar os lugares santos, tornaram´se difíceis, embora oscilantes segundo as épocas; a tensão do ambiente foi as vezes abrandada por acordos, como, por exemplo, os de Carlos Magno († 814) com o califa Haroun al´Rachid; esses pactos, porém, nem sempre foram respeitados, como no caso do califa Hakim, fundador da religião drusa, que em 1009 mandou destruir a basílica do S.Sepulcro em Jerusalém e durante dez anos moveu perseguição a cristãos e judeus. Pouco depois, ou seja, a partir de 1055, os Turcos seleucidas entraram no próximo Oriente. Em 1071, Jerusalém caia em suas mãos. Os cristãos, em conseqüência, sofreram opressão. Os peregrinos que voltavam da Terra Santa, narravam no Ocidente a ingrata situação em que se achavam os irmãos e os santuários na Terra Santa de Cristo. As condições de peregrinação eram extremamente penosas. Os relatos falam de peregrinos colocados no cárcere, seqüestrados em troca de dinheiro, torturados, durante a viagem para a Terra Santa. Uma das crônicas mais impressionantes era a da peregrinação de Bünther, bispo de Bamberga (Alemanha), que, com milhares de companheiros, a pequena distância de Jerusalém, sofreu duro ataque dos beduínos da região durante três dias. Certamente muitos episódios e casos particulares circulavam de boca em boca na Europa a respeito do que ocorria em Jerusalém e nos arredores; tais episódios constituiam o teor do que o cristão podia conhecer a respeito da Terra Santa. Dessas informações temos um espécimen ainda hoje numa crônica de Guilherme de Tiro, historiador do século XII: “Aconteceu, por permissão de Nosso Senhor e para provação do povo, que um homem desleal e cruél se tornou senhor e califa do Egito. Tinha por nome Hakim e quis ultrapassar toda a malícia e a crueldade que tinham estado em seus ancestrais. Ele foi tal que os homens da sua lei o tinham também na conta de eivado de orgulho, de furor e de deslealdade. Entre outras deslealdades, mandou abater santa igreja do sepulcro de Jesus Cristo, que fora construída anteriormente por ordem de Constantino Imperador, pelo patriarca de jerusalém chamado Máximo e que fora refeita por Modesto, outro patriarca do tempo de Heráclio.53 Então começou a situação de nossa gente a ser muito mais dura e dolorosa do que fora, pois grande luta lhes entrara no coração por causa da lgreja da Ressurreição de Nosso Senhor, que eles viam assim destruída .Doutra parte eram dolorosamente sobrecarregados de impostos e tarefas, contra os costumes e os privilégios que eles haviam recebido dos príncipes incrédulos. Até mesmo o que jamais lhes fora imposto, chegou a ser lhes proibido: a celebração das suas festas. No dia que soubessem ser a maior festa dos cristãos, eles (os drusos) os obrigavam a trabalhar mais sob o jugo e a força; proibiam´lhes (aos cristãos) sair das portas de suas casas, em que eles eram encerrados para que não pudessem celebrar festa alguma. Em suas casas mesmas não gozavam de paz nem segurança, pois se atiravam sobre elas grandes pedras e pelas janelas lançavam excrementos, lama e toda espécie de lixo. Se acontecesse que alguns cristãos dissesse uma só palavra capaz de desagradar a esses incrédulos, logo, como se tivesse cometido um morticínio,era arrastado à prisão e Ihe cortavam o pé ou a mão, ou podiam todos os seus bens ser confiscados pelo califa …Muitas vezes, os incrédulos tomavam os filhos e as filhas dos cristãos em suas casas e com eles faziam o que queriam;ora mediante adulação os incrédulos constrangiam muitos jovens a renegar a fé…Os bons cristãos esforçavam´se por sustentar tanto mais firmemente a sua fé quanto mais eram maltratados. Seria longo contar todos os vexames e as desgraças em que o povo de Nosso Senhor se encontrava então. Eu vos contarei um episódio, para que mediante esse possais compreender muitos outros. Um dos incrédulos, malicioso e desleal, que odiava cruelmente os cristãos, procurava certa vez um meio de os fazer morrer. Viu que a cidade inteira (Jerusalém) tinha grande honra e reverência pelo Templo que fora refeito54… Diante do Templo há uma praça que se chama a esplanada do Templo, que eles (os muçulmanos) guardavam e mantinham limpa, como os cristãos mantém limpas as suas igrejas e os seus altares. Esse incrédulo desleal tomou de noite, sem que alguém o visse, um cão morto, pútrido e fétido, e colocou´o nessa esplanada, diante do Templo. De manhã, quando os homens da cidade foram ao Templo para orar, encontraram esse cão. Fez´se então um grande grito, rumor e clamor por toda a cidade, a ponto que só se falava do ocorrido. Reuniram´se e não tiveram dúvida em dizer que os cristãos haviam feito isto. Todos concordaram em passar ao fio da espada todos os cristãos; já estavam mesmo desembainhadas as espadas que a todos deviam cortar a cabeça. Entre os cristãos havia um jovem de coração generoso e de grande piedade. Falou ao povo e disse: ‘Meus senhores, verdade é que não tenho culpa alguma no que aconteceu, como aliás nenhum de nós a tem; isto, eu o dou por certo. Mas será extremamente doloroso se morrerdes todos assim e se todo o Cristianismo se extinguir nesta terra. Por isto pensei em vos libertar a todos com o auxílio de Nosso Senhor. Apenas vos peço duas coisas pelo amor de Deus: que oreis por minha alma em vossas preces e que tomeis sob os vossos cuidados e reverência a minha pobre família. Pois eu assumirei a causa sobre mim e direi que fui eu que fiz aquilo de que acusam a todos nós!’ Os que lamentavam morrer, tiveram grande alegria então e prometeram ao jovem fazer orações e honrar os seus familiares de tal modo que estes, no domingo de Ramos, trouxessem sempre a oliveira, que significa o Cristo, e a colocassem em Jerusalém. ´ O jovem, portanto, foi ao encontro dos injustos e disse que os outros cristãos não tinham culpa alguma no ocorrido e que ele era o autor da façanha. Quando os incrédulos ouviram isto, puseram em liberdade todos os outros, e somente ele teve a cabeça talhada. “ Faça´se o desconto devido possivelmente ao estilo panegirista do cronista… É certo, porém, que ainda no séc. XII havia em Jerusalém uma família encarregada de fornecer aos fiéis as palmas para o domingo de Ramos, em memória (diziam) da dedicação desse antepassado generoso, que se teria sacrificado em prol da comunidade.

Concepções e características medievais

1 ´ Note´se agora que os relatos corcernentes aos vexames da Terra Santa ecoavam nos ouvidos de sociedade e povos caracterizados por dois traços profundamente marcantes:

a) Eram populações nas quais todos os indivíduos (com raras exceções, que confirmavam a regra) tinham ´ ou ao menos julgavam ter ´ e professavam a fé cristã. Essa fé não procedia de uma autoridade exterior (do Papa ou do Imperador), mas era uma convicção profundamente ancorada no coração de todos. Os valores da fé eram, para esses homens, o que fazia que a vida valesse a pena de ser vivida. O calendário da vida pública, as catedrais românicas e góticas, os nomes de acidentes geográficos e instituições, além de numerosos outros dados, atestam. o profundo impacto que a mensagem da fé causava sobre os povos medievais, ritmando as minúcias da vida cotidiana. Não há dúvida, a fé dos medievais era muito propensa a demonstrações exuberantes, como também a dar crédito a visões, aparições, feitos extraordinários, sinais retumbantes de Deus… Ao lado das grandes Universidades de Paris, Oxford, Bolonha, Nápoles, havia também muita simploriedade e infantilidade na piedade cristã. Mas inegavelmente tudo que se ligasse com a fé, revestia´se de grande significado para os medievais.

b) A sociedade na Idade Média estava toda impregnada do espírito e da realidade dos cavaleiros. Efetivamente, a espiritualidade germãnica, França, celta, goda levou a civilização medieval o ideal do cavaleiro. Este aspirava a servir a Deus na bravura destemida, magnânima, e até mesmo na guerra (caso julgasse que a honra de Deus exigia a intervenção da espada). A espiritualidade do cavaleiro retratada nas canções e trovas da Idade Média era apta a suscitar façanhas heróicas em nome da fé. Mais deve´se lembrar que na ldade Média também os monges desenvolveram papel importante, professando, porém, uma espiritualidade assaz diversa da do cavaleiro. Enquanto o cavaleiro procurava intensificar suas atividades no mundo, aspirando assim a unir´se a Deus e chegar à vida eterna, o monge se separava do mundo secular para penetrar diretamente em Deus e na contemplação. Enquanto o cavaleiro aplicava os instrumentos da sua profissão, isto é, as armas, para servir ao seu Senhor, o monge, professando pobreza e silêncio, recusava o recurso a tais expedientes. Ora os medievais haviam de conseguir fazer a síntese desses dois tipos de ideal cristão ´ o do cavaleiro e o do monge ´, criando no século XII as chamadas “Ordens Militares”. Nestas o cavaleiro se consagrava a Deus para O servir com destemor e gaIhardia num quadro de pobreza, castidade e obediência.

Referindo´se aos Templários, dizia S. Bernardo († 1153):

“Não sei se os devo chamar monges ou cavaleiros; talvez seja necessário dar´lhes um e outro nome, pois eles unem, à brandura do monge a coragem do cavaleiro” (De laude nova emilidae(IV8).

2 ´ É, portanto, nas populações medievais, caracterizadas por tais traços, que ecoaram os relatos, de estilo simples e pungente, dos peregrinos da Terra Santa, no séc. XI. Compreende´se que tenham desencadeado reação espontânea e decidida da parte dos seus ouvintes. Somente o entusiasmo e o vigor comunicados pela fé (e que só a fé pode comunicar) explicam tal resposta: multidões se abalaram, prontificando´se a partir para terras longínquas, desconhecidas, sujeitas a surpresas e ciladas, sem reabastecimento seguro, sem guias peritos, sem planos de viagem muito definidos, mas conscientes (ao menos nos primeiros tempos) de que Deus o queria; “Deus lo volt”, eis o brado que em Clermont, no ano de 1095, impressionou os primeiros expedicionários e impulsionou a tantos outros que lhes seguiram o exemplo. Cosiam uma cruz de pano vermelho ao ombro direito; donde as expressões que se tornaram técnicas: “assumir a cruz” e “fazer a cruzada”. O ímpeto inicial teve suas repercussões durante os dois séculos de duração do movimento de Cruzadas. Aliás, os medievais dedicavam grande devoção ao Santo Sepulcro do Senhor, que os cronistas Ihes apresentavam sujeito a vexames. Era tido como o maior santuário do mundo cristão, como o centro do universo, segundo os sermões e os noticiários da época. É somente a partir de tais concepções, muito vivas e significativas para os medievais, que se podem entender as Cruzadas. Nenhum tipo de guerra moderna, nem mesmo a chamada “guerra santa” (jihad) dos muçulmanos, pode servir de ponto de referência para se entenderem a inspiração e a força, motriz dos cruzados. É mister, porém, reconhecer que as idéias religiosas dos primeiros expedicionários foram sendo, aos poucos, no decorrer de dois séculos, solapadas, de sorte que a imagem do cavaleiro que em seu fervor tomava sobre si a cruz para ir libertar o S.Sepulcro do Senhor, se foi modificando. É essa imagem posterior que muitas vezes predomina em certos tratados sobre as Cruzadas.

As Cruzadas em resenha Foi o Papa Urbano II quem, no Concílio de Clermont (França) em 1095, lançou o programa de expedições destinadas a reconquistar o S. Sepulcro em Jerusalém. O ambiente, como vimos, estava assaz motivado para receber tal apelo. Conseqüentemente, o brado de Urbano II suscitou entusiasmo delirante; muitos pregadores puseram´se a percorrer a Europa, incitando os homens a cerrar fileiras. Grande multidão de ouvintes, de origem social diversa, assumiu então a cruz, emblema da campanha. Os expedicionários, provenientes da França, da Inglaterra, da Itália, eram dotados de benefícios espirituais pelo Papa; a quem ousasse violar ou roubar as suas propriedades durante a respectiva ausência, tocaria a pena de excomunhão. Em resposta imediata ao apelo e sem esperar a organização de exércitos devidamente constituídos (coisa que levaria tempo), grande número de simples fiéis pôs´se logo em marcha para o Oriente sem o equipamento necessário. Essa Cruzada Popular, chefiada por Pedro o Eremita e Gualtero “sem Haveres” (Gauthier sans Avoir), fracassou, pois os seus membros ou pereceram na estrada ou foram exterminados pelos turcos.

1a Cruzada: Em fins de 1096, quatro exércitos de senhores feudais chegavam a Constantinopla:

1) os lorenos e alemães, com Balduíno de Hainaut e Godofredo de Bouillon;

2) os franceses do norte, sob o conde de Vermandois e o duque de Normandia;

3) os provençais, com o conde de Tolosa e o legado Ademar de Monteil;

4) os normandos da ltália, com Boemundo de Taranto e Tancredo. Nenhum rei os acompanhava, nem esses exércitos cuidaram de instituir um Chefe geral para todos. O lmperador bizantino Aléxis Comnene, em Constantinopla, esperava servir´se desses guerreiros para reconquistar parte da Ásia Menor, que fora arrebatada pelos turcos. A cidade de Nicéia perto de Constantinopla foi então realmente reconquistada, mas, em vez de ser atribuída aos ocidentais, voltou a ser domínio do lmperador bizantino. Este fato frustrou os latinos e concorreu para que doravante latinos e bizantinos concebessem desconfiança mútua! ´ Após dois anos e meio de lutas e sofrimentos atrozes, os cruzados, tendo vencido o exército de Solimão em Doriléia, havendo tomado Edessa (1097) e Antioquia (1098), chegaram finalmente a Jerusalém e dela se apoderaram (1099). Essa sangrenta expedição, que custara a vida a cerca de meio´milhão de homens, terminou com a fundação de quatro centros latinos: o reino de Jerusalém, o principado de Antioquia, os condados de Edessa e de Trípolis, aos quais foram atribuídos governantes latinos. As grandes cidades da costa palestinense foram ocupadas por navegantes e comerciantes ocidentais. Os peregrinos recomeçaram a afluir à Terra Santa. Para protegê´los e defendê´los, foram criadas as Ordens de Cavaleiros Militares (Hospitalários, Templários, etc.). Como se compreende, os territórios latinos no Oriente eram constantemente ameaçados e só podiam subsistir com o auxílio de reforços vindos do Ocidente. É o que explica uma série de expedições, ora mais, ora menos vultosas, colocadas entre as grandes Cruzadas. Somente estas, em número de oito, serão aqui recenseadas.

2a Cruzada: Os turcos tendo reconquistado e destruído Edessa, preparou´se nova Cruzada, que partiu do Ocidente em 1147. Exortados por S. Bernardo, o rei de França, Luís VII, e o da Germânia, Conrado III, tomaram a cruz sobre si e fundiram suas tropas num só exército. Mas não conseguiram tomar nem mesmo Damasco, e regressaram sem êxito em 1149.

3a Cruzada: O sultão Saladino apoderou´se de Jerusalém em 1187. Respondendo então a um apelo do Papa Urbano III, Filipe Augusto da França, Frederico Barbaroxa da Alemanha, e Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra, apresentaram´se para partir. Os alemães, tendo seguido por terra, chegaram até a Ásia Menor; mas a morte de Frederico, afogado nas águas do rio Cydnus (Cilícia), provocou a dispersão do seu exército (1190). Os reis da França e da Inglaterra dirigiram´se por mar a S. João de Acre, que conseguiram ocupar (julho de 1191). Embora lutassem juntos, os dois monarcas nutriam desconfiança mútua. Filipe Augusto, tendo caído doente, voltou à Europa, e, apesar da palavra dada, pôs´se a tramar com João sem Terra a invasão dos domínios do rei da lnglaterra. Ricardo viu´se assim compelido a voltar (1192). Naquela época, os cristãos já não possuiam senão o litoral, desde Tiro até Jafa, com S. João de Acre como capital, além do principado de Antioquia, assaz reduzido. Todavia Ricardo Coração de Leão havia conquistado Chipre, que se tornou um reino latino próspero.

4a Cruzada: O Papa lnocêncio III (1198´1216) aspirava ardentemente à libertação de Jerusalém. Suscitou nova expedição, a qual, porém, se afastou da sua orientação, sob a influência de Filipe da Suábia, de Veneza e dos gregos. Os cruzados empreenderam a conquista de Constantinopla (!), que eles saquearam, fazendo da mesma a capital de um Império latino. Esse lmpério, que compreendia a península dos Balcãs, durou até 1261, quando Miguel o Paleólogo retomou Constantinopla.

5a Cruzada: Entre 1219 e 1221, alemães e húngaros assumiram a cruz. Dirigiram´se para o Egito; mas a cheia do Nilo, que os cristãos não previam, obrigou´os a retirar´se.

6a Cruzada: É também chamada “peregrinação sem fé” (1228´1229). Excomungado pelo Papa, Frederico II resolveu empreender uma Cruzada, não tanto para libertar o S. Sepulcro, quanto para unir em sua pessoa os títulos de Imperador da Alemanha e rei de Jerusalém; amigo da ciência e da cultura árabes, Frederico II aparentava amizade com os Árabes, de sorte que obteve do sultão do Egito, por dez anos, o domínio sobre Jerusalém, Belém e Nazaré. Terminado esse prazo, Jerusalém recaiu nas mãos dos Árabes.

7a e 8a Cruzadas: São Luís IX, rei da França, resolveu reconquistar a Cidade Santa. Em 1248, atacou o sultão Eyoub, não na Síria, mas no Egito. Como em 1221, também dessa vez os cristãos tomaram Damieta, mas cairam diante de Mansourah. Foram todos encarcerados, só conseguindo a liberdade mediante enorme preço de resgate. Em 1270, S. Luís renovou seus esforços, conseguindo a muito custo constituir um exército para empreender nova expedição. O irmão do rei, Carlos de Anjou, persuadiu´o de ir primeiramente a Túnis; diante desta cidade, o monarca, acometido de peste, veio a falecer aos 25 de agosto de 1270. Após estes fatos, a pressão dos exércitos turcos se intensificou, visando aos últimos redutos cristãos da Asia. Em 1291, estes sucumbiram, encerrando´se assim a era das Cruzadas propriamente ditas. Ainda, a título de ilustração, mencionamos as Cruzadas das crianças, pois são significativas do espírito da época. Em 1212, um jovem pastor, chamado Estêvão, dizendo´se enviado por Deus, convocou as crianças da França para empreenderem uma Cruzada. O exército de 30.000 jovens que assim se formou, embarcou em Marselha. Dois condutores de frota haviam se comprometido a transportá´los ao Oriente gratuitamente; todavia venderam´nos aos mercadores de escravos no Egito. A maioria dos participantes pereceu; um pequeno número recuperou mais tarde a liberdade. Na mesma época, a Alemanha foi teatro de episódio semelhante. Vinte mil jovens, dirigidos por certo Alexandre, tão imperito quanto os seus seguidores, atravessaram os Alpes para embarcar em Gênova. Todavia, frustrados, dispersaram´se sem êxito algum. Depois desta visão panorâmica do que foram concretamente as Cruzadas, importa agora procurar compreender os fatores que provocaram o seu estranho desenrolar. Cruzadas: idealismo ou decadência?

Os motivos de duvidar Quem leva em conta a história das Cruzadas, à primeira vista é levado a dizer que constituiram um fracasso ou até mesmo um contra´testemunho dos cristãos. Têm´se catalogado vários capítulos de censura aos cruzados: ambição, traição, vileza de costumes… É interessante notar que não somente historiadores modernos denunciam falhas tais, mas também pregadores e cronistas medievais. Com efeito, no decorrer dos séculos XII e XIII, perguntavam por que Deus havia permitido a derrota deste ou daquele exército de seus servidores ou por que consentira na perda da Cidade Santa Jerusalém. ´ Em resposta, julgavam que o pecado devia ser a causa de tais insucessos; em conseqüência, apontavam uma série de faltas morais dos cruzados. Entre outras instâncias, o Concílio de Lião I em 1245 também fez advertências a procedimentos indignos dos cruzados; cf. Mansi, Conciliorum amplissima collectio XXIII, p. 628. A vista destes dados, dir´se´á que as Cruzadas representam um ponto negro da história medieval. Quem assim julgasse em bloco, seria unilateral ou mesmo injusto.

Quadro geral: apreciação Não se pode deixar de sublinhar em primeiro lugar o que de positivo as Cruzadas representam. Abstração feita de pessoas e episódios particulares, as Cruzadas têm sua inspiração fundamental na fé dos homens da Idade Média, no seu amor aos valores sagrados e no seu espírito cavaleiresco, corajoso e magnânimo. A fé e o amor dos cristãos, na Idade Média, recorreram às armas para se exprimir concretamente… Hoje muitos cristãos hesitariam diante de tal expressão; seriam até propensos a condená´la. Atualmente os homens têm meios de confrontar suas divergências mediante reuniões, assembléias, concordatas; por isto rejeitam (ao menos em teoria…) as soluções violentas (na prática, porém, não faltam as guerras também em nossos dias, suscitadas pelos mais diversos motivos). Contudo na ldade Média as distâncias geográficas, culturais, filosóficas constituiam barreiras quase intransponíveis, que dificultavam aos homens a aproximação física e a superação de suas divergências; julgavam em muitos casos ter que recorrer às armas para preservar seus valores e garantir o bem comum. Assumir as armas em tais circunstâncias era tido como louvável; fugir delas mereceria censura. Verdade é que o movimento das Cruzadas não conseguiu devolver aos cristãos, de maneira duradoura, a posse da cidade de Jerusalém e da Terra Santa em geral. Todavia ele se prolongou por dois séculos, a custa de ingentes sacrifícios, que revelam notável espírito de heroísmo. Sucessiva e tenazmente, as gerações de cristãos despertaram as suas energias para recomeçar a grande façanha que outros não haviam conseguido realizar plenamente. Assim deixaram eles à posteridade o testemunho de sua fé. Não se poderiam silenciar outrossim os benefícios acarretados pelas Cruzadas no plano cultural e científico. O contato entre latinos, gregos (bizantinos) e árabes ocasionou incremento para a matemática, a medicina, a indústria, o comércio e outros ramos das atividades humanas; desenvolveu a navegação e modificou as condições econômicas da sociedade feudal. Em suma, preparou o grande surto das artes e das ciências ditas “exatas” nos séculos XV/XVI.

Fatores negativos O entusiasmo que desencadeou as Cruzadas era mais idealistas do que realista; os seus arautos não mediam a amplidão dos encargos e problemas que a execução concreta do programa devia acarretar. É o que explica que os cruzados, após haver obtido os seus primeiros resultados, tenham experimentado sucessivos reveses. Estes se devem a fatores vários, que podem ser assim enunciados:

1) A amplidão da tarefa empreendida pelos cruzados exigiu, com o passar do tempo, o recurso a subsídios novos e necessariamente heterogêneos, a saber: — Os cavaleiros e outros cristãos que entusiasticamente se ofereciam para assumir a cruz, já não bastavam para o objetivo. Foi preciso recrutar soldados mercenários, que pugnariam não tanto por ideal cristão, mas, sim, por interesses pessoais, às vezes mesquinhos. Muitos desses mercenários eram antigos criminosos detentos, a quem se dava a liberdade à condição de que fossem lutar no Oriente. Ora compreende´se que tais soldados, vendo´se livres, facilmente voltavam aos maus hábitos e prejudicavam o conjunto da tropa. Assim foi sendo cada vez mais diluída a imagem do cavaleiro que galhardamente partia para a Terra Santa às próprias custas, porque amava o Senhor Jesus. — As despesas com os soldados mercenários e seus equipamentos eram ingentes, exigindo dos responsáveis que procurassem angariar quantias de dinheiro jamais suficientes. Ora onde entra dinheiro, facilmente é excitada a cobiça do ser humano com suas paixões, qua levam a abusos e desatinos. infelizmente não se tem documentação precisa sobre o montante das despesas exigidas por uma expedição de cruzados. Desejar´se´ia saber quanto cada soldado em média percebia, quanto os reis davam do seu erário e quanto o Papa empenhava nas sucessivas Cruzadas. Existem, sem dúvida, notícias a respeito. Todavia os diversos dados supõem épocas diversas, as quantias são expressas em moedas heterogêneas, as notícias são parceladas, de sorte que é difícil ter idéias claras do conjunto. Apenas as duas Cruzadas de S. Luís IX têm certa contabilidade escrita em livros; sabe´se, pois, que o total das despesas de campanha de 1247 a 1256 comportou 1.537.570 libras de Tours. Mesmo assim há dúvidas: outra documentação refere que somente nos anos de 1250 a 1253 a Cruzada consumiu 1.053.476 libras de Tours! — De modo particular, criou problemas o transporte das tropas para o Oriente. O meio mais indicado a preferido eram as embarcações, que atravessavam o Mediterrâneo. Ora até a quinta Cruzada os expedicionários não possuiam frota própria. Justamente a quarta Cruzada foi desviada para Constantinopla, porque, não tendo naves próprias, foi obrigada a valer´se das de Veneza, que procuraram servir aos seus interesses comerciais, e não aos dos cruzados. Tardiamente, sob Frederico II e Luis IX, os cruzados recorreram a equipamento marítimo próprio. Anteriormente, porém, tinham que utilizar os navios das cidades comerciantes de ltália ou de França (Veneza, Gênova, Pisa, Marselha …), que, em troca, exigiam para si direitos e privilégios nos portos da Palestina. — O vulto crescente das Cruzadas exigiu que a direção das mesmas fosse confiada a reis, príncipes e grandes senhores de terras, pois estes poderiam, mais facilmente do que os cavaleiros, organizar e sustentar exércitos de mercenários. Ora os reis a grandes senhores nem sempre se entendiam entre si; objetivos políticos e nacionalistas facilmente afrouxavam ou solapavam alianças previamente contraídas (levem´se em conta a primeira e a terceira Cruzadas). ´ Notório é o caso de Frederico II da Alemanha, orientalista e diletante.

2) Também se apontam falhas morais no procedimento dos cruzados: rapina, abuso de mulheres e outros males, que já os pregadores e o Concílio de Lião I censuravam… O historiador sincero há de reconhecer tais erros. Todavia não se deveria fazer dessas faIhas a nota característica ou uma das notas características das Cruzadas. Elas ocorreram com os cruzados como geralmente ocorrem nas expedições militares. Todo soldado é sujeito a procurar suas “compensações” depois de haver sofrido os rigores de fome, da sede, do frio e de severa disciplina durante a respectiva campanha. Não poucos cruzados chegavam finalmente à costa da Palestina doentes, vítimas de febres, e facilmente aceitavam ser tratados em clima de moleza, bem estar e gozo. ´ Nem por isto tais “compensações” são legítimas. Numerosos outros episódios se poderiam ainda propor para analisar e comentar as Cruzadas. Em síntese, porém, parece que os principais traços das mesmas e do respectivo fundo de cena foram indicados nestas páginas. Em suma, pois: recolocadas no seu contexto medieval, as Cruzadas não são mancha negra; mas, ao contrário, atestam (naturalmente segundo as categorias a possibilidades da época) a unidade e a homogeneidade dos povos da Alta Idade Média, que encontraram na sua fé ´ valor que eles não discutiam ´ o estímulo e o dinamismo para realizar façanhas heróicas, ao mesmo tempo marcadas pela virilidade, pela poesia e pelas limitações humanas…!



imagens -o que é dulia ?
Setembro 9, 2009, 2:43 am
Arquivado em: Imagens - proibidas somente as de ídolos, apologética

Assunto: Idolatria

Achei o argumento sobre idolatria tão pobre, na verda um daqueles sofismas falaciosos.

1. Quando se veneram (adoram) os santos, também se reconhece implicitamente que os mesmos também possuem atributos divinos.

2. As Sagradas Escrituras também não autorizam, em nenhuma parte, a veneração dos santos, nem sequer que se interceda através dos mesmos.

3. Se nós é autorizado fazer imagens (as do querubim, as da arca), quando Deus assim o permite (e só quando ele permite), o que dizer das que ele não autoriza nem permite: as de São José, São Benedito, etc…? São elas autorizadas? Além do mais, se se “veneram” as imagens, como as de uma fotografia, o que se diria se alguém se prostrasse dante da fotografia de um ente querido e lhes fizessem orações, e até flagelações.

Ora, se isto não é idolatria (culto aos ídolos), o que é então? Omde, por Deus, nas Sagradas Escrituras nos é ensinado a venerar as imagens dos santos?

Se me forem enviados alguns versículos das Sagradas Escrituras mensionando tal ensinamento, ou seja de veneração ou dos santos, me torno Caatólico Romano imediatamente.
G.

* Resposta

Respondido em 2/3/99

G.,
Antes de responder às suas objeções, quero agradecer seu e-mail.

É bom que você se manifeste e faça as perguntas que fez.

Em primeiro lugar, devemos saber o que é uma idolatria.

Existem três tipos básicos de cultos possíveis: dulia, hiperdulia e latria. A latria é o culto que se deve somente a Deus e consiste em reconhecer nele a divindade. Ou seja, reconhecer que ele é o Senhor de todas as coisas e criador de todos nós, etc.

O culto de dulia ou hiperdulia é a veneração ou a hiperveneração, que consiste em reconhecer em outra pessoa virtudes exemplares e impetratórias (intercessão). O culto de hiperdulia se deve somente à Mãe de Deus, é claro.

Por acaso você sabe o que é, então, a idolatria?

A idolatria consistiria em achar que a divindade está em uma estátua, por exemplo. Ou seja, teríamos que colocar alimentos para as imagens, como faziam os romanos, os egípcios e os demais povos idólatras. Teríamos que achar que Deus e o santo são a mesma pessoa. No fundo, seria dizer que S. Benedito não é e nem foi S. Benedito, mas foi Deus, etc.

Nunca se ouviu algum católico defendendo que o Santo era Deus! Mesmo porque isso seria cair em um panteísmo (defendido por Calvino e Lutero em algumas de suas obras).

Ademais, sobre fazer imagens, onde você leu que elas só podem ser feitas com autorização de Deus? Você pede que eu mostre uma autorização, mas não me mostra onde ela é requerida! Ora, se Deus manda fazer imagens em pelo menos três passagens das Sagradas Escrituras e proíbe que se faça imagens em outra, de duas uma, ou Deus é contraditório ou fazer imagens não é idolatria!

Os Judeus, saindo da dominação egípcia, um povo idólatra, tinham muita tendência à idolatria. Basta ver o que aconteceu quando Moisés desceu do Monte Sinai com as Tábuas da Lei e encontrou o povo adorando o “Bezerro de Ouro” como se ele fosse uma divindade, um amuleto. É claro, como permitir que um povo tendente à idolatria fosse fazer imagens. Entretanto, o mesmo Deus mandou que se fizesse imagens em outras passagens.

Sobre os santos possuírem atributos divinos, devo dizer que há uma confusão de linguagem. Os santos não possuem atributos divinos, mas sim virtudes que os tornam “semelhantes” a Deus. Lembre-se que S. Paulo disse: “já não sou eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim”.

Já viu alguma imagem católica que representasse um vício ou defeito? É claro que não, pois elas são “imagens” de pessoas virtuosas. Virtude essa que provém da graça de Deus. O mesmo não se dava na idolatria, pois os povos idólatras representavam as virtudes e os vícios em seus ídolos.

O poder de interceder pelos vivos está expresso em diversas passagens das Sagradas Escrituras. Lembre-se das Bodas de Canáa, onde Nosso Senhor não queria fazer o milagre, pois “ainda não havia chegado Sua hora” e “o que temos nós a ver com isso (com a falta de vinho)?”. Bastou Nossa Senhora pedir para que seu Filho fizesse o milagre, que Ele adiantou sua hora para atender à intercessão de sua Mãe Santíssima. Quer maior poder de interceder do que esse? Fazer com que Deus, por assim dizer, mudasse seus planos? É tal o poder de Nossa Senhora que a doutrina católica a chama de onipotência suplicante, ou seja, Aquela que tem, por meio de sua súplica a seu Filho, o poder onipotente!

Sobre os santos, também existem diversas passagens em que Deus só atende por meio da intercessão deles, como, por exemplo, no caso de Jó, em que Deus expressamente mandou que um dos que pediam a Ele pedisse através de seu servo Jó. Ou mesmo do discípulo de Santo Elias, que só fazia milagres quando pedia através do Deus de Elias.

Ora, é natural que Deus atenda àqueles que estão mais perto dele do que àqueles que estão mais distantes. Quanto maior a virtude de uma pessoa, tanto mais perto de Deus ela está e tanto mais pode interceder.

Quando a Sagrada Escritura diz que Nosso Senhor é o único caminho entre os homens e Deus, não quer dizer que entre os homens e Nosso Senhor não possa haver intercessores. É claro, só Nosso Senhor é o intercessor entre nós e Deus Pai, mas não significa que entre nós e Ele não existam degraus de pessoas que O conheceram, amaram e serviram de forma exemplar.

Sobre a fotografia, só seria idolatria alguém rezar diante de uma fotografia se o que reza pensasse que a foto fosse Deus ou que a pessoa fotografada fosse Deus. Fora isso, não há problema em se rezar para alguém, quem quer que seja, se a intenção é crescer em virtude ou alcançar alguma graça por intercessão dela.

O problema dos protestantes, Gilson, não é conhecer as respostas que estou dando (que são simples e básicas), mas é em reconhecer o orgulho que existe em quem rompe com a Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

O Sofisma, quem faz são os protestantes, que se fecham para a Igreja, para Nossa Senhora e para a Eucaristia. Querem dizer que seguem a “Bíblia” e se esquecem que a Bíblia foi feita pela mesma Igreja que combatem. Uma Igreja que já existia há 1.500 anos quando apareceu o primeiro protestante. Uma Igreja que recebeu a promessa de que as “portas do inferno nunca prevaleceriam contra ela”. E olhe bem, se não “prevaleceriam” é porque pareceriam prevalecer em algumas épocas históricas!

Gilson, espero que abra seus olhos, pois Deus é um só e não pode haver mais de uma religião verdadeira. Ele não teria vindo ao mundo para deixar os homens sem uma religião (pois todos os povos já tinham a sua) e perdidos no caos do “livre exame”!

As respostas às suas objeções foram dadas, espero que faça a sua parte. Se quiser, procure-me pessoalmente e conversaremos sobre qualquer dúvida que tenha.

Seu em Cristo e Maria,

F.V.
Frente Universitária Lepanto
fonte:http://www.lepanto.com.br